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domingo, 28 de outubro de 2012

Pilotos homenageiam cão de trabalho militar

O Segundo-Sargento Joseph Null, coordenador de adoções de cães militares do 341º Esquadrão de Treinamento, coloca a medalha por heroísmo do 37º Grupo de Treinamento em Layka, na Base Conjunta de San Antonio, em Lackland, Texas, no dia 12 de setembro de 2012. (Foto: Força Aérea dos EUA)

Um pastor belga malinois tornou-se o primeiro cão de trabalho militar homenageado pelo 341º Esquadrão de Treinamento, por suas ações heroicas em uma unidade das Forças Especiais dos EUA no Afeganistão.
Layka, uma fêmea de quase três anos, foi homenageada no dia 12 de setembro na Base Conjunta de San Antonio em Lackland, no Texas, por ter salvado vários membros da equipe das Forças de Coalizão durante uma missão de operações especiais no dia 4 de junho.
Ela havia sido enviada para retirar os explosivos de um prédio e ajudar a procurar combatentes inimigos após uma breve troca de tiros.
Enquanto procurava, a cadela foi apanhada em uma emboscada por um dos agressores. Layka sofreu vários ferimentos a bala no abdômen e em uma das patas, que mais tarde precisou ser amputada.
Gravemente ferida, ela atacou e dominou o agressor, protegendo as vidas de seu tratador e de outros membros da equipe de coalizão que estavam atrás.
Com a área protegida, o tratador de Layka e o assistente de um médico começaram a tratar da cadela ferida. Layka foi então enviada para um hospital da base para a primeira de diversas cirurgias, perdendo a pata dianteira direita. Ela chegou a San Antonio no início de julho para reabilitação no Hospital Veterinário Militar Daniel Holland.
“Nós nunca fizemos isto antes, mas queríamos agradecer a Layka”, disse o Major Jason Harris, comandante do 341º TRS, que outorgou ao cão uma medalha de heroísmo da organização principal da unidade, o 37º Grupo de Treinamento.
O esquadrão fornece cães militares treinados para patrulhamento, detecção de drogas e explosivos e outras funções de missões especializadas do Departamento de Defesa e outras agências do governo.
“A medalha não é oficial porque não existem condecorações para cães treinados militares, mas achamos que Layka merecia esse reconhecimento”, disse Harris. “O que esses cães fazem, dia após dia, é fenomenal. Eles salvam vidas.”
“Layka foi ferida a bala e ainda atacou a pessoa que atirou nela. Ela fez muito e foi um ato de heroísmo”.
Depois da cerimônia, Layka foi enviada à Geórgia para se juntar a seu tratador, que ainda está em serviço.
Não podendo mais servir devido aos ferimentos, Layka foi adotada por seu tratador, que não pode ser identificado por questões de segurança.
“Ele está muito ansioso por recebê-la e grato por ter podido contar com ela naquele dia (no Afeganistão)”, disse Harris. “Layka tem um forte instinto protetor com seu tratador, o que a levou a fazer o que fez”.
O Segundo-Sargento Joseph Null, coordenador das adoções de cães de trabalho do 341º TRS, disse que esses animais têm um valor inestimável para as Forças Armadas.
“Ela surpreendeu o terrorista, que estava prestes a atirar contra a equipe. Eu ouvi de pessoas da missão que se Layka não tivesse reagido como reagiu, haveria provavelmente muitas baixas”, disse Null. “Layka merecia o reconhecimento por seu sacrifício”.

domingo, 23 de setembro de 2012

EUA: centro treina cães para a guerra contra o terrorismo


Agentes da polícia tailandesa participam de cerimônia de graduação ao lado de cães em Front Royal, na Virgínia. 
No sopé das montanhas Blueridge, na Virgínia, são treinados, sem intervalos semanais e com comida racionada, alguns dos agentes mais especiais dos Estados Unidos que combatem o terrorismo no México, Chile, Argentina e em outros países.

O Centro Nacional de Treinamento de Cães do Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF, na sigla em inglês) - popularizada pela televisão na série Os Intocáveis - formou nesta semana sua centésima turma de cachorros treinados para detectar explosivos.

"Selecionamos os cachorros quando têm aproximadamente 16 meses de idade e já estão superando o comportamento de filhotes", explicou à Agência Efe o agente Shawn Crawford da ATF. "Durante as primeiras seis semanas são condicionados para que reconheçam, através do faro, mais de 19 mil compostos explosivos, e para que detectem armas de fogo e munição", disse Crawford, que esteve a cargo do curso que incluiu agentes da Polícia Real da Tailândia.

O treinamento funciona com estímulos através da comida, no centro canino da ATF, a 113 quilômetros de Washington, próximo ao centro de treinamento canino da Agência de Patrulha de Fronteiras. "Durante sete dias por semana damos aos cachorros, diariamente, pequenas quantidades de comida quando localizam os explosivos. É uma dieta que os mantém no melhor nível de energia durante todo o dia e permite que trabalhem mais tempo", acrescentou Crawford.

"É um método muito eficaz", comentou o agente da ATF. "Depois de seis semanas, cada cachorro é designado para um agente com o qual estabelecem um vínculo durante as dez semanas do curso".

A ATF iniciou o treinamento de cachorros há duas décadas e os primeiros agentes foram para o Departamento de Estado. Com a experiência adquirida, a ATF treinou mais de mil cachorros para os EUA. A agência também treina cães para outros países: 470 foram enviados para mais de 20 nações, como México, Chile, Argentina, Itália, Polônia, República Tcheca, Chipre, Austrália, Indonésia, Marrocos e Filipinas.

As equipes de agentes e cachorros treinados pela ATF renovam sua certidão a cada ano e recebem apoio do escritório por oito anos de serviço. Quando os cães são aposentados, normalmente acabam sendo adotados pelas famílias dos agentes com quem trabalharam.

Um exemplo das tarefas que desempenham estes cães - todos da raça labrador - ocorreu no último dia 24 de abril quando, durante uma incursão nas proximidades da fronteira com o México, um dos cachorros detectou o cheiro de explosivos em uma ferramenta.

As autoridades averiguaram que os suspeitos tinham usado essa ferramenta para apagar números de série em armas destinadas ao contrabando no México. Além disso, o cachorro levou os agentes da ATF a um local no qual havia partes de armas escondidas embaixo de um veículo.

Os cães, que têm uma visão 50 vezes melhor que a humana no pôr do sol, possuem um sentido do olfato milhares de vezes mais poderoso que o do homem na detecção e distinção de cheiros. O homem tem cerca de cinco milhões de sensores olfativos, enquanto os cachorros têm entre 125 e 300 milhões, dependendo da raça.

Os labradores estão entre os cachorros com o faro mais aguçado, além de possuir o instinto de seguir o rastro que é próprio dos cães de caça. Shawn explicou que os labradores, por seu temperamento sociável, são mais aptos para situações nas quais pode haver grande concentração de pessoas, como, por exemplo, quando há suspeita ou ameaça de bomba em aeroportos e escolas.

"O programa canino da ATF ajuda a combater o crime violento e protege a segurança pública", lembrou na cerimônia de conclusão do curso o diretor interino da agência B. Todd Jones. "A demanda por cães especialmente treinados continua crescendo".

O subcomissário geral da Polícia Real da Tailândia, Worapong Chewprecha, expressou sua gratidão pela instrução dada aos seus subordinados e lembrou que "na luta contra o crime violento e o terrorismo, todos os países devem estar unidos".

terça-feira, 4 de setembro de 2012

K-9: EUA lançaram um programa militar secreto


Os norte-americanos, em uma base militar remota, estão preparando uma espécie de “forças especiais” caninas, que serão usadas no Afeganistão. Animais cuidadosamente selecionados são treinados segundo um programa complexo e ensinados a ajudar os militares, em geral, a encontrar minas colocadas por terroristas.
Atualmente, na base estão sendo treinados 16 cães que estão passando uma preparação tanto física, como psicológica. Como exatamente está sendo efetuado o treinamento dos cães, não se especifica.
Após a Guerra do Vietnã, os norte-americanos abandonaram a preparação de cães-sapadores, e quando começou a operação militar no Afeganistão, esta experiência foi quase perdida. Somente a partir de 2007 as “forças especiais” caninas começaram a voltar para o exército dos EUA.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

K-9: Um Amigo para a vida inteira













1º Sgt. Rafael Viveros cumprimenta um cão veterano da raça golden retriever. Os laços formados entre os treinadores e os cães são muito fortes.


Sasha serviu ao Exército Nacional da Colômbia durante a maior parte de sua vida. Ela era considerada pelos colegas como mais um soldado, lutando nas frentes de combate contra os grupos terroristas do país. Desde o início de sua carreira militar foi treinada para encontrar explosivos e minas antipessoais, completando aproximadamente 3.000 missões, durante seis anos de serviço. Neste tempo, ela detectou mais de 100 minas antipessoais e salvou incontáveis vidas humanas.
Em setembro de 2010, a Operação Sodoma realizada pelo Exército colombiano levou à morte do cabeça das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Jorge Briceño Suárez, conhecido como “Mono Jojoy”. Durante a Operação Sodoma, Sacha encontrou oito minas antipessoais próximas ao abrigo do líder guerrilheiro. Mas quando a sua presença foi detectada, os terroristas lançaram uma granada em sua direção, e a explosão causou sua morte prematura que se tornou a única baixa da instituição durante a operação.

Sasha era um cão labrador preto de sete anos, treinada pelo Exército da Colômbia desde seu primeir ano de vida, e representava a metade de sua equipe – pois guias humanos fazem par com um cão nas operações tipo K-9 do Exército. Seu parceiro humano, que não revelou o nome durante a entrevista em homenagem ao labrador preto concedida ao programa Vamos Colombia, de uma emissora local de televisão, lembrou de Sasha como “uma cadela doce, brincalhona e muito esperta, inteiramente dedicada ao seu trabalho”.
O Departamento K-9 do Exército colombiano tem atualmente 3.500 cães em atividade, como Sasha, nos 13 centros de treinamento distribuídos pelas principais cidades do país. As unidades são subordinadas à Diretoria Militar de Engenheiros, responsável pelo treinamento e pela escolha das duplas que enfrentam os desafios impostos pelo inimigo, bem como pela natureza, desde 1997. Os cães são especificamente treinados em uma das cinco especialidades, que incluem detecção de minas e narcóticos, busca e salvamento, segurança de instalações e agilidade. Cada cão é designado a um parceiro humano pela vida toda, e juntos eles formam as equipes que só se dissolvem quando um dos membros morre. Muitos dos sargentos e soldados treinados para as diversas especialidades concordam que os cachorros são “como um irmão no patrulhamento, é mais um soldado”.
O treinamento é feito em cinco fases de adaptação operacional e de terreno, todas necessárias para que as equipes estejam totalmente preparadas para cada campo de especialização. Assim que os cães completam um ano de idade, os treinamentos são apresentados sob a forma de jogos. As fases são:
 
  • Associação de cheiros: consiste em impregnar os brinquedos do cão com cheiros diferentes, incluindo narcóticos e explosivos, ensinando assim os cães a reconhecer cheiros através da repetição e do reforço positivo.
  • Rastreamento restrito a coleira ou corrente: serve para acostumar o cão a obedecer apenas às ordens de seu dono através do uso dessas ferramentas.
  • Adaptação a situações extremas: familiariza os caninos com sons altos, texturas de diferentes tipos de terreno, além de diferentes ambientes e clima etc.
  • Registro de área sistematizado: os cães aprendem exatamente onde procurar, como realizar buscas, e o que procurar e encontrar.
Durante uma visita ao Centro de Treinamento e Retreinamento Canino da Escola de Engenharia do Exército colombiano (ESING, por sua sigla em espanhol), em Bogotá, Diálogo conversou com o militar responsável pelo programa de cães. O Primeiro-Sargento Rafael Viveros, diretor do programa de busca e salvamento, explicou que o uso de cães nesse tipo de tarefa não é apenas um procedimento lógico, mas também traz um grande benefício à força. “[Os cães] possuem 250 milhões de células olfativas, contra cinco milhões do mesmo tipo de células humanas. Além da agilidade e velocidade, os animais são muito importantes quando se trata de encontrar uma pessoa necessitando de ajuda”, disse o 1º Sgt. Viveros.

 
O Exército recruta ou compra os cães de canis de diversas raças, especialmente labradores ou golden retrievers, devido a sua agilidade, inteligência, facilidade de aprendizado, boa disposição e, em geral, em função dos resultados positivos que já demonstraram. Mas o Exército também trabalha com pastores alemães e belgas. Ao mesmo tempo, os membros do Exército buscam perfis específicos no momento de encontrar os parceiros humanos. São feitos testes psicológicos que escolhem os indivíduos mais ligados aos animais e a seus trabalhos.

A duração dos cursos para os cães e seus treinadores é variável. Por exemplo, os cursos para guias de busca e salvamento e detecção de explosivos duram 14 semanas cada. Esses cursos são realizados durante 48 horas de aulas semanais para o treinamento. As aulas incluem temas como técnicas de detecção de explosivos, primeiros socorros, técnicas de treinamento canino, explosivos, conservação e manutenção de canis e armamentos.
De acordo com dados do Exército Nacional da Colômbia e estatísticas do Programa Presidencial para Ação de Minas, 1.079 membros das Forças Armadas morreram entre 2000 e 2009, e 3.711 foram feridos, a maioria mutilados. “A participação das equipes de cão e soldado vem sendo muito eficiente para nosso Exército porque o percentual de baixas e pessoas feridas por explosivos – tanto entre nossos soldados quanto na população civil, teve uma grande redução”, disse o Capitão Eliécer Suárez, chefe do Departamento de Cães da ESING.
Durante a busca e salvamento de minas antipessoais no campo de operações, os cães são treinados para farejar uma determinada área até que consigam identificar o local exato onde foram enterradas as minas.

Tal como ocorre no curso de reconhecimento de narcóticos, eles sabem que quando cumprirem seu objetivo devem avisar ao treinador com um sinal passivo. Fazem isto simplesmente ao se sentarem perto do objetivo. “Um cão dificilmente comete um erro”, garante o 1º Sargento Viveros, sentado perto de Zeus, seu pastor alemão especializado em busca e salvamento.
FAC
A Força Aérea da Colômbia (FAC) tem o seu próprio Centro Militar de Treinamento Canino, que além de treinar e formar as equipes operacionais de cães, tem se dedicado também à criação de cães militares desde 2006. Atualmente, o Centro Militar de Treinamento Canino (CICAM, por sua sigla em espanhol) tem 158 cães de várias idades, principalmente pastores belgas.
A principal diferença entre os dois serviços é que as unidades caninas da FAC não estão expostas a “zonas quentes” no campo operacional, como aquelas preparadas pelo Exército do país. “Os filhotes permanecem com suas mães durante dois meses, e então são apresentados a diferentes processos de estimulação precoce”, disse o Capitão-Tenente Omar Reátiga Rincón, veterinário e instrutor responsável pelo programa de treinamento no CICAM.