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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Guarda Municipal RJ, integrante do antigo Grupamento de Ações Especiais e agora GOE, Grupamento de Operações Especiais
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domingo, 5 de maio de 2013

COMANDANTE DA MARINHA CONHECE NOVOS EQUIPAMENTOS DO GRUMEC



Comandante da Marinha conhece o novo minissubmarino do GRUMEC
No dia 18 de abril, o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, visitou o Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC), na Ilha de Mocanguê Grande, em Niterói (RJ). Na ocasião, foram apresentados os novos equipamentos que serão empregados pelos Mergulhadores de Combate (MEC) durante a realização da Copa das Confederações e da Jornada Mundial da Juventude.
O Almirante-de-Esquadra Moura Neto, acompanhado do Chefe do Gabinete do Comandante da Marinha, Vice-Almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, foi recebido na Base Almirante Castro e Silva (BACS), pelo Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Luiz Fernando Palmer Fonseca; pelo Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Sergio Roberto Fernandes dos Santos; pelo Comandante da Força de Submarinos, Contra-Almirante Glauco Castilho Dall’Antonia; e pelo Assessor-Chefe de Pessoal do Gabinete do Comandante da Marinha, Capitão-de-Mar-e-Guerra Carlos Eduardo Horta Arentz.
A visita, conduzida pelo Comandante do Grupamento de Mergulhadores de Combate, Capitão-de-Mar-e-Guerra Ítalo Gama Franco Monsores, teve início com a apresentação dos novos equipamentos adquiridos pelo GRUMEC. Entre eles, destacam-se o novo minissubmarino para a inserção dos MEC; utensílios para a desativação de artefatos explosivos; aparelhos especiais empregados nas abordagens não cooperativas em navios; equipamentos de mergulho de circuito fechado, que aumentam a discrição do mergulhador sem a emissão de bolhas de ar quando submerso e, ainda, fuzis de tiro de precisão, instrumentos de comunicação óticos e eletrônicos. Em seguida, o Comandante da Marinha visitou os demais departamentos da Organização Militar, como os Paióis de Embarcações e Mergulho, o Alojamento Operativo e, por fim, a Escoteria.

segunda-feira, 18 de março de 2013

ESSES CARAS SÃO FERAS









Estou postando essas fotos para homenagear  o GRUMEC , que eu tenho o prazer de conhencer alguns de seus guerreiros.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tropa de elite da FAB está pronta para Operações Especiais


Treinamento da EAS em Santa Catarina. - Foto: AFA




Eles saltam de paraquedas, desembarcam de helicópteros ainda no ar, mergulham, atiram com precisão, salvam pessoas, ingressam sozinhos na mata e até coordenam, do solo, ataques de aviões de caça. São essas algumas das Ações do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), a tropa terrestre de elite da Força Aérea Brasileira. O grupo tem como casa Campo Grande (MS) e, se for necessário, está pronto para entrar em ação na Ágata 6.
Em pleno feriado, o EAS elaborou exercícios para deixar claro seu nível de treinamento. Em um deles, dois militares foram enviados sozinhos para observar o movimento de uma pista de grama em um local isolado e, logo em seguida, passar as coordenadas para o ataque simulado de caças A-29 Super Tucano. "Todo exercício que nós fazemos serve como uma manutenção operacional para que nós possamos estar sempre prontos para cumprir esse tipo de missão ou qualquer outra", diz o Sargento Ceomar Senra, que também participou de saltos de paraquedas como preparação para a Ágata 6.

Conhecidos como "Pastores", os membros do EAS são selecionados entre os militares da Infantaria da Aeronáutica que têm os cursos necessários para enfrentar situações táticas bem variadas. Um "Pastor" precisa saber utilizar vários tipos de armamentos e equipamentos como óculos de visão noturna (NVG). O processo de seleção também envolve as capacidades físicas e psicológicas.

Em junho, o EAS foi para o Rio de Janeiro (RJ) e era a principal força de segurança na Base Aérea do Galeão, local por onde passaram 74 aviões de comitivas estrangeiras que participaram da Conferência Rio + 20, incluindo a presença de 63 Chefes de Estado.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Troupes de Marine - França







As Troupes de Marine, anteriormente Troupes Coloniales, são um braço do Exército francês com uma forte herança colonial. As Troupes de marine têm uma marcante folha de serviços prestados a França em várias missões no exterior. Apesar de seu título eles são parte do Exército francês desde 1958. Eles são muitas vezes chamados de French Marines pela mídia de língua inglesa, embora eles não estejam conectados à infantaria francesa naval, os Marins Fusiliers e Commandos Marine.
 
Corporal-chefe, Infantaria Colonial
Indochina (1950-54). As insígnias do corporal estão em vermelho e ficam sobre um fundo azul marinho e tem uma ancora complementando as mesmas.

Soldados das Troupes de Marine passam mais tempo do seu serviço em missões no exterior, particularmente na África, mais tempo do que outros soldados franceses. As Troupes de Marine incluem infantaria (incluindo unidades de tanques leves e unidades aerotransportadas) e de artilharia.

As Troupes de Marine foram fundadas em 1622 (oficialmente intituladas compagnies ordinaires de la mer) como as forças de terra sob o controle da Marinha, nomeadamente para operações no Canadá francês. As Troupes de Marine foram transferidas para o exército em 1900 e tornaram-se parte das Coloniales Troupes (tropas coloniais). O apelido la Coloniale ou la Colo refere-se a esta herança.

No seu auge, em 1940, as Coloniales Troupes consistiu em nove divisões e várias semi-brigadas que mantinham posições de metralhadoras na Linha Maginot . Eles foram recrutados tanto em França como no exterior.

Com a França despojando-se de suas colônias, o título histórico de Troupes de Marine foi retomado em 4 de maio de 1961. Isso foi depois de um breve período a partir de 1958, quando todos as Coloniales Troupes tinha sido designada como Trupe d 'Outre-Mer (tropas no exterior). Elas se tornaram um componente importante nas forças de intervenção da França.
História
As Troupes de Marine são originárias das Ordinaires compagnies de la mer criadas em 1622 pelo cardeal Richelieu. Essas foram as tropas dedicadas ao combate naval. As colônias francesas estavam sob o controle do Ministère de la Marine (análogo ao Almirantado britânico), por isso usou seus marines para a defesa colonial também.

A pré-revolucionária "infanterie de la marine", era composta por:

"La Marine", formado a partir das "Compagnies Ordinaires de la mer", criado em 1622, mais tarde tornando-se o 11º Regimento de Infantaria de Linha
"Royal-Vaisseaux", criado em 1638, tornou-se o 43º Regimento de Infantaria
"La Couronne", criado em 1643, tornou-se o 45º Regimento de Infantaria
"Royal-Marine", criado 1669, tornou-se o 60º Regimento de Infantaria
"Amirauté", criado em 1669
"Cap", criado em 1766, tornou-se o 106º Regimento de Infantaria
"Pondichéry", criado 1772, tornou-se o 107º Regimento de Infantaria
"Martinica et Guadeloupe", criado em 1772, tornou-se o 109º Regimento de Infantaria
"Port-au-Prince", criado em 1773, tornou-se 110º Regimento de Infantaria
Antes da Primeira República, o Corpo Real de l'infanterie de la Marine havia sido substituído pelo Royal Corps de Canonniers-Matelots em 1 de janeiro de 1786. O Corpo Real de Canonniers-Matelots foi uma primeira tentativa de se usar marinheiros para funções anteriormente feitas pelos marines - soldados especializados em combate naval e anfíbio.

A 21 de fevereiro de 1816 uma ordem real de Luís XVIII restabelecer a L'infanterie de marine autorizando a criação de dois regimentos. A L'infanterie de marine foi aumentada para três regimentos em 1838 e quatro em 1854. O 1º Regimento estava localizado em Cherbourg, o 2º em Brest, o 3º em Rochefort e o 4º em Toulon. Em 1890, a L'infanterie de marine foi aumentada para oito regimentos. A L'artillerie de marine, criada em 1793, foi formada por um único regimento em 1814. Um segundo foi adicionado em 8 de julho de 1893. As batalhas travadas por esses soldados ocorreram na Guerra da Criméia, incluindo Bomarsund (1847) no Báltico, Hoa Ki na China (1860) e México na Batalha de Puebla (1863). Sua batalha mais famosa foi Bazeilles (1870), na Guerra Franco-Prussiana.

As Troupes de Marine lutaram com distinção durante a Guerra Sino-Francesa (agosto 1884 a abril de 1885) e durante o período de hostilidades não declaradas em Tonkin (norte do Vietnã) que a precedeu. Entre junho de 1883 e abril 1886, o Corpo Expedicionário Tonkin incluía batalhões de infantaria e várias baterias de artilharia dos marines. Essas unidades serviram na Campanha de Tay Son (Dezembro de 1883), na Campanha de Bac Ninh (Março de 1884), na captura de Hung Hoa (Abril de 1884), na emboscada de BAC Le (Junho de 1884), na Campanha de Keelung (outubro de 1884 a junho 1885), na Batalha de Yu Oc (Novembro de 1884), na Batalha de Nui Bop (Janeiro de 1885),n a Campanha Sơn Lang (Fevereiro de 1885) e da Campanha de Pescadores (Março de 1885).
Um cadete (normalmente filho de um oficial veterano) recebe instruções de um sargento de um das Compagnies franches de la Marine
em New France, Canada ente 1750-1755
Em março de 1885 os dois batalhões de infantaria da 1ª Brigada do Tenente-Coronel Ange-Laurent Giovanninelli sofreram pesadas baixas na Batalha de Hoa Moc. A vitória francesa em Hoa Moc aliviou o Cerco de Tuyen Quang, e foi comemorado depois, em uma cerimônia anual em Tuyen Quang em que um soldado da Legião Estrangeira Francesa (representando a guarnição sitiada) e um da infantaria marinha (representando a coluna de alívio) solenemente apresentavam as armas no aniversário da liberação do posto francês sitiado.
 
Soldado das Troupes de Marine com uniforme padrão do Exército francês e armado com um  fuzil-automático FAMAS de 5.56 mm. Observe a sua boina azul-marinho, característica destas tropas.

A Marinha francesa em si, devido aos problemas que estava tendo para obter destacamentos de Troupes de Marine junto ao Ministério da Marinha, formou os  fusiliers-marins em 1856. Esses eram foi inicialmente compostos de marinheiros e oficiais da Marinha que passaram por treinamento especial de infantaria, a fim de formar os destacamentos "marines" que serviriam a bordo do navios de guerra da França.
Em 7 de julho de 1900 as Troupes de Marine foram retiradas da responsabilidade do Ministère de la Marine, e transferido para o Ministério da Guerra e adicionado as Troupes Coloniales do Exército francês. Os títulos regimentais mudaram de "Marine" para "Colonial". Os fusiliers-marins permaneceram com a Marinha francesa. As Troupes Coloniale ainda estavam sendo preferencialmente usadas em desembarques anfíbios.
Na I Guerra Mundial durante a Campanha dos Dardanelos, o Corps Expeditionaire d'Orient era formado em mais do que dois terços de Troupes Coloniales incluindo os 4º, 6º, 7º e 8º Regimentos de Infantaria e Artilharia Colonial.

Na Segunda Guerra Mundial, uma unidade Colonial tinha em seu titulo o nome "Marine" - O Bataillon d'Infanterie de Marine du Pacifique (BIMP). Duas divisões das Troupes Coloniales foram treinadas em táticas anfíbias pelos americanos e executaram desembarques anfíbios na Córsega (6ª Divisão Marroquina de Montanha) e em Elba (9ª Divisão de Infantaria Colonial - 9e DIC). Ambas as divisões também desembarcaram no sul da França nos escalões de continuação da Operação Dragão.
Os franceses queriam que os EUA transportassem essas duas divisões para o Pacífico para lutar contra os japoneses e mais tarde retomar Indochina francesa, mas houve problemas em seu transporte. Os paraquedistas marines também participaram como franceses livres do SAS criado por David Stirling, lutando no Norte da África, França e Holanda. Os Troupes de Marine também lutaram nas duras guerra colônias pós-Segunda.

Com a França despojando-se de suas colônias, em 1º de Dezembro de 1958, o título de Troupes d' Outre-Mer (tropas no exterior) substituiu o de Troupes Coloniales. Finalmente, em 4 de maio de 1961, a designação histórica de Troupes de Marine foi retomado, desta vez para todos as Troupes Coloniales. Elas se tornaram um componente importante na Força de Intervenção da França.
Em julho de 1963, a 9e Brigade d'Infanterie de Marine (9e BIMa) das Troupes de Marine foi formada como a primeira Força de Intervenção francesa. Ela recebeu a insígnia da 9ª Divisão de Infantaria Colonial (9e DIC), que havia realizado um assalto anfíbio bem sucedido em Elba na Segunda Guerra Mundial. As demais Troupes de Marine no exterior tornaram-se parte das Forces d'outre me.
Em 1964, a Força de Intervenção foi expandidA pela adição de duas brigadas aerotransportadas e uma brigada motorizada, formado na 11 ª Divisão de Intervenção, que se tornou a 11ª Divisão de Pára-quedistas, em 1971.
As Troupes de Marine foram removidas desta divisão em 1976, para formar uma força de intervenção separada, a 9e Brigade d'Infanterie de Marine que foi ampliada em 1º de Janeiro de 1976 para formar a 9e Division d'Infanterie de Marine (9e DIMa). Esta divisão era o componente anfíbia da Força de Intervenção, que foi rebatizado de  Force d'Action Rapide (FAR), em 1983.
Um paraquedista do 3e Régiment de Parachutistes d'Infanterie de Marine - 3e RPIMa ( a esquerda) se posiciona ao lado de soldados dos EUA, Itália e Grã-Bretanha em Beirute em 1983. Eles observam um rojão de fabricação soviética. O paraquedista francês porta um fuzil-automático FAMAS de 5.56 mm
Por causa de sua herança no exterior e sua utilização na Força de Intervenção, as Troupes de Marine foram em sua maioria formadas por voluntários, pois na França os recrutas são legalmente isentos de servir no exterior. A conversão do Exército francês em uma força profissional de menor porte levou à decisão de reduzi o tamanho da 9e DIMa para o tamanho de uma brigada, e assim em 1º de Julho de 1999 ela tornou-se a 9e Brigade Légère Blindée de Marine.

As tropas de marinha são um dos "armes" (Corpo) do exército francês, que inclui especialidades associadas com outros corpos (artilharia, cavalaria, sinais), mas com especializações anfíbias ou no ar.
Os homens das Troupes de Marine tem uma longa folha de serviços passando por ações no Afeganistão, Albânia, Angola, Camboja, República Centro Africana, Comores, Congo, Costa do Marfim, Djibuti, Ex-Iugoslávia, Gabão, Guiné, Golfo, Kosovo, Curdistão, Líbano, Mauritânia, Níger, Nova Caledônia, Ruanda, Somália, Chade, Timor Leste, Tunísia e Zaire.

FAMAS calibre 5.56mm rifle de assalto automático
Apelidos

Os soldados da Troupes de Marine são conhecidos em francês como Marsouins (" marsuíno em portugues que é um mamífero cetáceo, semelhante ao delfim ou boto), alegadamente porque, como os golfinhos, eles acompanham os navios, sem realmente fazer parte da tripulação. Os artilheiros marine também Bigors, um apelido, cuja origem é disputada. Poderia vir de bigue dehors que era a ordem dada para carregar as armas de um navio. Ele também pode vir de bigorneau (em referencia ao caramujo), devido a sua resistência e relutância em abandonar suas posições em combate ou porque suas funções normalmente faziam com que eles estivessem presos as rochas costeiras.
ComposiçãoAs Troupes de Marine são formadas por tropas das:

  - Infanterie de Marine
       Infantaria
      Cavalaria Ligeira
      Pára-quedistas
  - Artillerie de Marine
     
Artilharia
Uniforme

Os modernos uniformes das Troupes de Marine é o mesmo das outras unidades do Exército francês. As características distintivas são uma âncora de ouro de metal como um emblema sobre a boina azul marinho (os paraquedistas usam boinas vermelhas e seu emblema é um composto de âncora de ouro e de asas de prata da unidades de paraquedistas). É usado tanto na boina ou bordado na parte da frente do kepi.
O uniforme moderno completo inclui um kepi azul escuro, dragonas amarelas com franjas e uma gravata azul-marinho (lenço ao redor do pescoço). Uma faixa vermelha na cintura também é por vezes usada por algumas unidades com parte da história de serviços coloniais na África e Indochina.

Kepi e dragonas tradicionais

O quepe moderno é presenteado aos novos recrutas em uma cerimônia solene. Ele é usado quando outra cobertura não é indicada. É o típico quepe francês a cor azul marinho com a âncora, que é o símbolo das das Troupes de Marine
. Quando não estiver sendo usado o kepi deverá ser posicionado de modo que a âncora esteja sempre visível.

As dragonas "de tradição" são de ouro para os oficiais e sargentos e lã de "narciso" amarelo para outras patentes. Esta cor padrão é derivada das dragonas históricos da infantaria leve Metropolitana.

Os oficiais das Troupes de Marine "montadas" (aquelas que anteriormente usavam cavalos, e que atualmente usam veículos blindados) tem o privilégio de usar esporas de ouro para determinadas ocasiões. Isso difere da prática habitual da cavalaria francesa de usar esporas de prata. A tradição diz que a rainha Vitória da Inglaterra solicitou esta distinção para as tropas navais do Imperador Napoleão III para homenagear o ramo após a batalha de Balaclava, na Criméia (1854), onde a infantaria marinha salvou as tropas britânicas da destruição.
A boina vermelha
Herdado do SAS britânico a boina vermelha foi dada aos paraquedistas franceses pelo rei George VI. Foi usada oficialmente pela primeira vez no exército francês e pelo 2º e 3º RCP (Regimento de Infantaria Naval) em um desfile em 11 de novembro de 1944. Depois de passar por algumas modificações, a boina vermelha tornou-se a cobertura padrão para todos os soldados paraquedistas franceses em 1957, exceto para os paraquedistas da legião estrangeira que mantiveram as suas boinas verdes.
Soldados do 8e Régiment de Parachutistes d'Infanterie de Marine (8e RPIMa) no Afeganistão.
Eles estavam baseadas na Forward Operating Base (FOB) de Nijrab.
Marsouins, Bigors e Biffins
O apelido usado pelos Marsouins e Bigors para os outros ramos do Exército francês é o Biffins (gíria para ragmen). O nome teve origem no século XIX, quando marinheiros da Frota e de Infantaria Marinha e artilheiros, orgulhosos de sua própria aparência inteligente, acusaram os soldados do Exército de ser desleixados, por comparação. A Legião é dispensada deste apelido, provavelmente refletindo uma relação especial entre Marsouins e legionários.
Tradições
A Festa da Marinha: em nome de Deus, viva os colonos. Esta expressão é acreditado para ter originado com o famoso missionário Charles de Foucauld , que, quando resgatado por tropas coloniais, exclamou: "Em nome de Deus, os grandes colonos!". Cerimônias anuais celebram as tropas navais tem lugar em 31 de agosto e 01 de setembro - aniversário da Divisão Azul. Em 31 de agosto todos os destacamentos desfilam em Fréjus, onde o Museu da Tropas Navais está localizado. Veteranos em 1 de Setembro realizar uma cerimônia em Bazeilles nas Ardenas.

Localização

Esta unidade possuem várias especialidades: infantaria, artilharia, cavalaria (blindados), pára-quedismo e comunicações. Estas especialidades, formam braços separados do resto do exército.
Unidades atuaisFrança metropolitana:
 
Insígnia da boina do 1er RPIMa

Régiment de Marche du Tchad (RMT) em Meyenheim (infantaria mecanizada)
Régiment d'infanterie-chars de marine em Poitiers (blindados leves)
1er Régiment de Parachutistes d'Infanterie de Marine (1er RPIMA) em Bayonne (commandos pára-quedistas)
3e Régiment de Parachutistes d'Infanterie de Marine (3e RPIMa) em Carcassonne (infantaria pára-quedistas)
8e Régiment de Parachutistes d'Infanterie de Marine (8e RPIMa) em Castres (infantaria pára-quedistas)
1er Régiment d'Infanterie de Marine (1er RIMa) em Angoulême (blindados leves)
2e Régiment d'Infanterie de Marine (2e RIMa) em Le Mans (infantaria)
3e Régiment d'Infanterie de Marine (3e RIMa) em Vannes (infantaria)
21e Régiment d'Infanterie de Marine (21e RIMa) em Fréjus (infantaria)
1er Régiment d'Artillerie de Marine (1er RAMa) em Laon (artilharia)
3e Régiment d'Artillerie de Marine (3e RAMa) em Canjuers (artilharia)
11e Régiment d'Artillerie de Marine (11e RAMa) em Saint-Aubin-du-Cormier (artilharia)
No exterior:2e Régiment de Parachutistes d'Infanterie de Marine (2e RPIMa) em Pierrefonds (Réunion) (pára-quedistas)
5e Régiment interarmes d'outre-mer (5e RIAOM) em Djibouti
6e Bataillon d'Infanterie de Marine (6e BIMa) em Libreville (Gabão)
9e Régiment d'Infanterie de Marine (9e RIMa) em Caiena (Guiana Francesa) (infantaria)
33e Régiment d'Infanterie de Marine (33e RIMa) em Fort-de-France (Martinica)
Régiment d'Infanterie de Marine du Pacifique - Nouvelle Calédonie (RIMaP-NC) em Nouméa Nova Caledônia (infantaria)
Régiment d'Infanterie de Marine du Pacifique - Polynésie (RIMaP-P) em Papeete
23e Bataillon d'Infanterie de Marine (23e BIMa) em Dakar (Senegal)
41e Bataillon d'Infanterie de Marine (41e BIMa) em Pointe-à-Pitre (Guadeloupe)
43e Bataillon d'Infanterie de Marine (43e BIMa) em Port-Bouet (Costa do Marfim)
Commandement des Opérations Spéciales - COS
O COS é a organização militar francesa que coordena a utilização das forças especiais francesas de todos os ramos militares (Exército, Marinha e Força Aérea). Seria o equivalente francês ao USSOCOM dos EUA. O COS foi criado em 24 de junho de 1992, após a Guerra do Golfo. Seu papel é o de orientar e coordenar as missões das unidades de forças especiais francesas e dessas com outras forças aliadas. As forças especiais da França estão permanentemente sob o comando direto do COS e estão imediatamente disponível para a ação. Entra as unidades do Exército francês que fazem parte do COS está o 1er Régiment de Parachutistes d'Infanterie de Marine.
Os valores das Troupes de Marine
Formada inicialmente para guarnecer o exterior, as Troupes de Marine adquiriram uma cultura aberta. Além disso, as missões estrangeiras têm exigido que a arma venha a abranger áreas de especialidades variadas (infantaria, blindados, apoio de fogo, paraquedistas, comunicações, etc) e isto reforça uma longa história de profissionalização.
Soldados do 3e Regiment de Parachutistes d'Infanterie de Marine (3e RPIMa). Eles estão estacionados em Carcassonne. Aqui vemos um líder de seção, seu operador de rádio e dois atiradores de elite com seus rifes de FR F2. Todos usam uniforme padrão do Exército francês e a boina vermelha das Troupes de Marine
Transcendendo o conceito de dominar as técnicas militares, essas tropas busca a união em torno de um único símbolo, a âncora de ouro, marca de um estilo único, cujas características principais são:
- Uma irmandade de irmãos de armas, mantendo de forma simples as relações humanas entre camaradas de armas;
- A capacidade de se adaptar às situações mais inusitadas, um produto de um verdadeiro estilo de vida, cheio de histórias e experiências operacionais;
- O "humanismo militar", perpetuando a cultura dos outros, incluindo a capacidade de fazer contatos com as populações mais diversas para ganhar sua confiança.
Estes valores elevados firmam a identidade e dão sentido ao compromisso dos Marsouin e Bigord, sempre com sua vocação natural de Troupes de Marine servindo a França em qualquer lugar.
Homens do  1er Régiment de Parachutistes d'Infanterie de Marine pertencentes ao Commandement des Opérations Spéciales (COS). Aqui eles participam de um treinamento aeromóvel com helicópteros Puma. Eles estão usando as famosas balaclavas francesas.

terça-feira, 26 de junho de 2012

JUNGLAS: O maior pesadelo dos narcotraficantes

 
C
 
 
ada unidade dos Junglas consiste de 10 membros com um papel específico, entre os quais se incluem o de guia, experto em demolições, franco-atirador e enfermeiro, entre outros. Cada um deles carrega entre 15-20 quilos de equipamento em todas as suas missões em helicóptero. 
O termômetro marca 37 graus C sob um céu sem nuvens em Los Pijaos; os raios do sol fustigam enquanto gotas de suor escorrem dos rostos de um grupo de policiais que treinam em um exercício de descida rápida em corda. Totalmente armados, vestindo uniformes de combate e usando luvas pretas grossas, eles sobem uma torre de 197 metros para então descerem o mais depressa que puderem, mantendo todos os requisitos de segurança e os procedimentos adequados que seus homólogos das Forças Especiais do Exército dos EUA lhes ensinaram durante os últimos 60 minutos.
Entre montanhas, planícies e ravinas às margens do Rio Coello, eles praticam algumas das táticas necessárias durante as operações furtivas de interdição que fazem o nome da força policial colombiana.
A Companhia Jungla de combate ao narcotráfico é uma força selecionada de Operações Especiais conhecida por sobrevoar a densa selva colombiana no meio da noite, em busca de laboratórios clandestinos para o processamento de cocaína pertencentes a grupos armados ilegais de narcoterroristas e operados por eles, tais como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Melhor descrito como uma unidade policial militarizada, o comando aéreo de interdição de entorpecentes Jungla é o braço operacional da Polícia Nacional da Colômbia (PNC), subordinado à Direção Antinarcóticos (DIRAN).
Sua base é a finca de 17.001 hectares Los Pijaos, uma estrutura natural de fortaleza localizada no coração da Colômbia, onde existem os quartéis-generais da Escola Nacional de Operações de Treinamento e Polícia da PNC – CENOP – e foi criada em 2008.
“As condições especiais do nosso país nos forçam a responder à necessidade de uma força policial militarizada”, disse o Coronel da Polícia Jorge Luis Ramírez Aragón, comandante da base da CENOP, durante uma visita feita por Diálogo à estrutura conhecida como o “forte”.
A PNC lançou o primeiro curso nacional Jungla em 1989, com o apoio dos Estados Unidos e do Serviço Aéreo Especial do Reino Unido, parte das Forças Especiais Britânicas. O curso durou seis meses e ensinou ao grupo de policiais especialmente selecionados as habilidades necessárias para sobreviverem na selva sozinhos, durante uma semana, entre outras táticas.
Atualmente, o treinamento se concentra em patrulhamento, operações noturnas, defesa da base, administração de trauma médico, atiradores especiais, combate homem a homem, missões móveis aéreas, operações de combate a minas, erradicação de plantios ilegais de coca e captura de Alvos de Grande Valor (HVTs) – todas habilidades postas em teste durante as missões especiais de interdição.
O curso básico do Comando Jungla dura 18 semanas e as atividades de um dia típico podem incluir ataques para capturar HVTs, destruir ou confiscar laboratórios de processamento, esconderijos de entorpecentes e estoques de precursores químicos. Atingir estas localidades remotas envolve operações clandestinas cuidadosamente planejadas, para as quais cada membro da unidade leva uma carga pesada de armas e materiais por dezenas de quilômetros, passando por águas e pântanos e enfrentando o calor extremo da selva colombiana.
Os recrutas devem ser policiais da ativa com pelo menos dois anos na força antes de serem selecionados para treinar como um Jungla, uma oportunidade profissional para a qual membros da Polícia se apresentam como voluntários, sendo um apelo para muitos deles.
O instrutor da Companhia de Treinamento Jungla, um Primeiro-Sargento com 20 anos de experiência, explicou a Diálogo que, como instrutores, eles buscam aprendizes Jungla que “não desafiarão sua missão, buscando ao invés disto uma solução”. Como instrutor veterano, o Primeiro-Sargento também ajuda a desenvolver o curso médico para Junglas experientes, incluindo operações táticas rurais em Sierra Nevada, na região Amazônica e do Cauca na Colômbia.
Depois do intenso treinamento do curso básico, os Junglas passam para cursos mais especializados e avançados em um campo de sua escolha.
Atualmente, o comando Junglas conta com uns 600 policiais da ativa em três companhias: Facatativá, na periferia de Bogotá, Santa Marta, na costa caribenha, e Tuluá, ao leste. Além disto, há 65 instrutores baseados na sede do centro de treinamento da PNC, em Pijaos.
Em cada companhia Jungla existem três elementos do tamanho de um pelotão. Por outro lado, cada um destes elementos está formado por elementos do tamanho de uma esquadra, com dez membros cada uma. Nas suas missões, os Junglas carregam de 15 a 20 quilos de equipamento e cumprem funções muito específicas. As atividades dos Junglas se baseiam nos pacotes de inteligência que eles recebem da direção de inteligência da DIRAN. Cada membro tem vital importância para o resto da equipe, mas com responsabilidades independentes dos demais.
Ao longo dos anos, as habilidades e forças desenvolvidas por este grupo resultaram em uma redução da disponibilidade de drogas e na captura de diversos narcoterroristas procurados na Colômbia.
Em abril de 2009, por exemplo, equipes especiais de reconhecimento dos Junglas e membros da direção de inteligência da PNC capturaram Daniel “Don Mario” Rendón Herrera, um dos mais procurados narcotraficantes colombianos da época.
Em 2011, a DIRAN destruiu 813 unidades de produção de pasta de coca, além de 100 laboratórios de hidrocloreto de cocaína, onde a pasta ou base de cocaína é transformada em cristais de cocaína, forma na qual ela é geralmente mais vendida ilicitamente.
Além da selva colombiana
Desde 1994 já houve 23 cursos nacionais, 10 cursos internacionais e 10 cursos apenas para instrutores, todos incluindo a participação das forças de segurança de 19 países. Desde 2009 somente, mais de 1.500 alunos internacionais foram treinados pela PNC, muitos na base do CENOP, e mais de 8 mil por equipes móveis de instrutores fora da Colômbia. Cada curso começa com 70 a 110 alunos e forma em média 70 por cento, de acordo com o Major Carlos Reyes, comandante da Companhia de Instrutores Jungla.
O Major Reyes disse a Diálogo que por causa de sua história única e experiência, a PNC vem colaborando para melhorar as operações de combate ao tráfico na América Latina e outras ações policiais contra o crime em todo o hemisfério.
“A PNC é a fábrica mundial [de soldados]… “, disse o Coronel Ramírez Aragón.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Escola de Comandos do Peru

 
 
Em 17 de dezembro de 1996, quatorze membros do Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA), uma organização terrorista do Peru, ocuparam Embaixada do Japão em Lima. Centenas de convidados estavam presentes para a celebração do aniversário do imperador nipônico quando os terroristas infiltraram-se no complexo e fizeram todos reféns. No decorrer das horas subsequentes, dezenas de reféns – dentre os quais todas as mulheres – foram autorizados a deixar o lugar, restando apenas 72 pessoas (ver quadro).
No dia seguinte, os principais líderes militares elaboraram um plano para resgatar os reféns restantes. Por um período de quatro meses, 140 comandos foram treinados, preparados e instruídos para aquela que viria a ser a operação de resgate de maior sucesso na história do Peru. A Operação Chavín de Huántar foi desencadeada em 22 de abril de 1997, quando os comandos invadiram a embaixada e libertaram todos os reféns. A operação durou apenas 30 minutos, mostrando que a preparação, o planejamento e o treinamento concretizaram-se satisfatoriamente.
O atual diretor da Escola de Comandos, Coronel José Oliva, explicou que o alicerce para aquele exercício começou na instituição. Desde a sua criação, há mais de 50 anos, a escola tem treinado não apenas os melhores soldados do Peru, mas também de outros países, incluindo Argentina, Brasil, Colômbia e México.
“Nossa principal missão aqui na escola é treinar nossos soldados para serem comandos”, disse o Cel. Oliva. A escola foi fundada oficialmente em 1961, após o Exército peruano perceber a necessidade de ter uma unidade de forças especiais. Quatorze policiais foram selecionados para viajar para Fort Benning, na Geórgia, para completar o curso intensivo da Ranger School, escola do Exército dos EUA. Ao retornarem ao Peru, os oficiais empregaram todo o treinamento e princípios básicos na primeira turma de cadetes, criando, assim, o primeiro curso de graduação de comandos. A Escola de Comandos ainda se mantém firme aos princípios fundamentais aprendidos na Ranger School dos EUA, mas eles foram adaptados pelo Exército peruano para melhor atender às suas necessidades. Cursos táticos, como os de combate ao terrorismo, tornaram-se essenciais com a ascensão do Sendero Luminoso e do MRTA na década de 1980.
 
O curso de seis meses não é para quem tem coração fraco. Um bom condicionamento físico e mental é de suma importância para a sua conclusão. Para oficiais, as matrículas geralmente estão abertas para membros com patentes que vão de segundo-tenente a capitão, ao passo que para não-oficiais, os admitidos variam de terceiro a primeiro sargentos. O treinamento dos cadetes da escola é dividido em três fases: básica, técnica e prática.
Na fase básica, além do treinamento físico diário, os cadetes aprendem os fundamentos de primeiros socorros, comunicação e direitos humanos – um aspecto muito enfatizado pela escola. A parte técnica testa a resistência física dos cadetes, com provas de sobrevivência na água, alpinismo, corrida de obstáculos, patrulhamento e marchas com mochilas. O não cumprimento de qualquer parte desta fase fará com que o soldado seja excluído da escola. “Ao longo de todo o curso, o desgaste é um fator natural”, disse o Cel Oliva. “Normalmente, a turma média de graduados é de 25 a 30 alunos, após inscrição inicial de 50 ou 60.”
Durante a fase final do curso, os cadetes colocam em prática, com a geografia diversificada do Peru, tudo que aprenderam. Por exemplo, a fase de alpinismo é conduzida na altitude da região de Huaraz, localizada 3.052 metros acima do nível do mar, a cerca de 420 quilômetros ao norte de Lima. Ao completar este estudo, os alunos passam para a fase da mata, que normalmente ocorre na região do Vale dos Rios Apurímac e Ene, o celeiro das atividades do Sendero Luminoso atualmente.
Quando um cadete é bem sucedido e completa o programa da Escola de Comandos, recebe formação complementar especializada em áreas como treinamento de tiros de precisão/atirador de elite, alpinismo, busca e salvamento, ou ainda operações subaquáticas. Completar todo o curso e fazer parte da irmandade dos comandos é uma questão de honra para esses soldados de elite. O lema deles pode ser traduzido como “ser e não parecer”, uma referência para que não apenas se vangloriem de suas ações, mas cumpram a missão e façam tudo como verdadeiros soldados dos comandos. O hino da Escola de Comandos diz: “A vitória é para todos os nossos irmãos no campo, não apenas para os comandos.”
 
“Se você perguntar a todos no Exército, a maioria dos soldados gostaria de ser um comando, mas nem todos podem ser um”, disse o Cel Oliva. “Para mim é uma questão de orgulho pessoal ter me formado como comando por causa de tudo o que aprendemos e passamos; isso mostra o que a vontade do espírito humano é capaz de fazer”.
A ousada operação de resgate no Peru
DIÁLOGO
Durante quatro meses, os soldados escavaram por entre as rochas e cimento diariamente. Escavaram com ferramentas e equipamentos muito básicos, a fim de minimizar o ruído. Eles escavaram até que finalmente chegaram à parte inferior da embaixada japonesa, que havia sido ocupada por terroristas.
 
Quatro meses antes, na noite de 17 de dezembro de 1996, membros do Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA), uma organização terrorista peruana, invadiram a residência do embaixador japonês Morihisa Aoki, onde mais de 500 convidados celebravam o aniversário do imperador nipônico. Os 14 terroristas, armados com fuzis de assalto, RPGs e granadas, desencadearam duas explosões e tomaram os convidados em pânico como reféns.
Ao longo da noite, todas as mulheres e altos dignitários foram liberados, até que restassem 72 reféns. Dentre eles, estavam autoridades japonesas e altos funcionários das forças de segurança do Peru, incluindo o Almirante-de-Esquada Luis Giampietri, que provou ser peça fundamental para as Forças Armadas peruanas durante a crise.
Em 18 de dezembro, um dia após o cerco, a Operação Chavín de Huántar, em referência a um famoso sítio arqueológico peruano conhecido por suas passagens subterrâneas, foi posta em prática pelo governo do Peru, sob sigilo máximo. Em preparação para a operação, uma réplica em tamanho real da embaixada foi construída em uma base militar. Lá, 140 comandos das forças especiais apresentam-se como voluntários para a missão e treinaram cada detalhe da operação. Simultaneamente, túneis começaram a ser escavados a partir de edifícios adjacentes à embaixada, levando a três pontos-chave abaixo da residência japonesa, onde seriam colocados explosivos.
Em 22 de abril de 1997, três cargas explosivas que tinham sido colocadas nos túneis subterrâneos foram detonadas em três salas distintas no primeiro andar. A primeira explosão atingiu o meio da sala onde um jogo de futebol ocorria, matando imediatamente três sequestradores. Através dos buracos decorrentes das explosões, 30 comandos invadiram o prédio, perseguindo o resto dos membros do MRTA antes que conseguissem chegar ao segundo andar.
 
Ao mesmo tempo em que ocorreram as explosões, duas outras táticas foram executadas. Uma investida direta foi feita na frente do edifício por 20 comandos, que se juntaram aos outros companheiros que já haviam entrado por baixo do edifício. Um terceiro grupo de comandos chegou ao segundo piso, subindo pelas escadas externas e, em seguida, explodiu uma porta à prova de granadas e começou a evacuar os reféns. No final, todos os 14 terroristas foram mortos, assim como dois comandos e um refém que morreu de parada cardíaca após ser atingido na artéria femoral por estilhaços de uma granada dos terroristas.
Hoje, a réplica da embaixada utilizada para preparar a missão foi transformada em um museu para celebrar o sucesso da operação. O dia 22 de abril foi declarado como dia nacional de lembrança para homenagear aqueles que morreram durante a Operação Chavín Huántar.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Mundo da Legião


A Legião Estrangeira foi criada em 1831, como uma unidade para voluntários estrangeiros, porque estava proibido recrutar estrangeiros no Exército Francês depois da Revolução de 1830.


Foi utilizada principalmente para proteger e estender o império colonial francês durante o século XIX, mas também tomou parte em todas as guerras feitas pela França incluindo as européias como a Guerra franco-prussiana e nas duas Guerras Mundiais.

A pesar de ser considerada um anacronismo, por muitos, a Legião Estrangeira tem persistido como parte importante do Exército Francês. Sobreviveu a três Repúblicas, um Império, duas Guerras Mundiais, o início e fim do sistema de conscrição, o desmantelamento do Império Colonial Francês a perda do seu berço de origem a Argélia.
A Legião Estrangeira Francesa é conhecida por ser uma unidade militar de elite, treinada não somente nas habilidades militares tradicionais, mas com um forte “esprit de corps” entre seus membros. Como os soldados vêm de países diferentes, com culturas diversas, isto reforça os laços para trabalhar como uma equipe.
Os treinamentos e instruções são descritas muitas vezes como “brutais”, não só pela demanda física como extenuantes no campo psicológico. Isto leva a uma alta taxa de deserção, em especial nas primeiras etapas do legionário. A Legião se defende afirmando que a guerra também é brutal. O fato é de que o Legionário entra em combate mais de uma vez no seu período de 5 anos de serviço.
No passado , a Legião constituiu uma via de escape para criminosos, aventureiros e aqueles que querem mudar de vida. Ainda hoje aceita recrutas com identidades falsas. Porém são investigados para evitar a entrada de criminosos fugitivos da justiça, porém não se importa se possuem antecedentes. Assim a Legião Estrangeira tem uma aura de romantismo, que a converteu em um ícone do cinema e da literatura.


As fotos deste ensaio mostram Legionários provenientes dos mais diferentes recantos do mundo. Lutam a mando da frança no Afeganistão, como também no Congo. Ou em qualquer outro local que forem designados.


Rio+20 - Operações Especiais da FAB em Prontidão


Mais de 1.300 militares garantem a tranquilidade das comitivas que passam pelos aeroportos do Rio de Janero e pela Base Aérea do Galeão durante a Rio + 20. Mas, se alguma situação fugir do controle durante desembarque e embarque dos Chefes de Estado, a segurança estará nas mãos de um grupo de elite da Força Aérea Brasileira. Trata-se do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), unidade especializada em operações especiais.



Com máscaras negras sobre o rosto e mantendo o anonimato, os homens do EAS participam da Rio + 20 sem serem vistos, mas de olho nas aeronaves que trarão ao Rio de Janeiro 66 comitivas estrangeiras. O trabalho das Forças Especiais nas missões de Contraterrorismo pode ir desde o acompanhamento à distância até, em último caso, retomar uma aeronave militar sob controle hostil.


"Não basta só ter coragem. É preciso também estudar muito, ter conhecimento doutrinário, estar ligado nas mais recentes estratégias utilizadas ao redor do mundo", explica um Capitão formado em Infantaria pela Academia da Força Aérea e com cursos de Comandos e Operações Especiais, paraquedismo, mergulho, salto livre, tiro de precisão (sniper), dentre outros. Dependendo da missão, cada membro do grupo precisa utilizar várias técnicas e utilizar armamentos e equipamentos que variam de acordo com a situação tática, como óculos de visão noturna (NVG).

 
Apesar das qualidades individuais, a tropa treina inúmeras vezes cada uma das chamadas "hipóteses de emprego". "Nosso objetivo é estarmos prontos caso seja necessário atuar", afirmou outro militar dessa tropa de elite. Para entrar no grupo é preciso passar por um rigoroso processo seletivo, que inclui as capacidades físicas e psicológicas.

Além das Operações Especiais, o EAS participa de missões de busca e resgate, como nos casos de aeronaves que se acidentam na região amazônica. Um exemplo foi a queda de um avião da Varig em 1989, em São Félix do Xingu (MT), quando 42 sobreviventes foram salvos. O Esquadrão também atuou enchentes de Santa Catarina, em 2008, e acidentes com aviões da Gol, em 2006, e Air France, em 2009.



domingo, 6 de maio de 2012

Invasão pela Bolívia?!!



 
Na fronteira com o Brasil, militares bolivianos atacaram povoados brasileiros. O governo aguarda uma resposta formal do governo de Evo Morales, depois que as acusações foram feitas oficialmente, apontando os soldados bolivianos como mentores da morte de gado, incêndios, destruição de plantações e da evacuação forçada dos cidadãos brasileiros das áreas de Pando e Acre. Os problemas se iniciaram em 2006, quando Morales decretou que os 50km de terras fronteiriças não poderiam ser ocupadas por estrangeiros. Os brasileiros que possuíam terras no Brasil e na Bolívia receberam um ultimato de La Paz para abandonarem o território boliviano, o que viola diretamente um protocolo assinado entre os países, no qual a desocupação deveria acontecer até 31 de dezembro deste ano. As tropas bolivianas chegaram á cidade de Capixaba, no Acre, na qual desfilaram armadas pelas ruas. Já haviam sido registrados casos de invasão do território brasileiro por tropas policiais bolivianas armadas, mas nada havia sido feito a propósito. (Fonte: defensa.com/Folha de São Paulo/Tecnologia Militar) Agora (sim, agora, porque até então não havia disposição para tanto, como sempre acontece...) foram enviados efetivos para controlar a fronteira brasileira. Mas Certamente Morales não precisa se preocupar. Dentro de trinta ou sessenta dias já devem ter sido retiradas, ninguém mais vai se lembrar (exceto os que prejudicados diretamente) e tudo vai ficar de novo jogado às moscas, como é de praxe. Depois de encampar a Petrobrás, e avançar sobre empresas espanholas, não é de se esperar nada diferente desses governos demagógicos de falsa-esquerda. Que fique a lição. Mais uma. E a nossa soberania, já era. Foi-se, política abaixo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

72° BATALHÃO DE INFANTARIA - CAATINGA



2° Batalhão de Infantaria Motorizado (72° BIMtz), Batalhão "General Victorino Carneiro Monteiro", tem sua sede na cidade de Petrolina, interior de Pernambuco. Foi criado por transformação da 2ª Companhia de Fuzileiros do 35° Batalhão de Infantaria, de Feira de Santana (BA), e iniciou oficialmente suas atividades em 1975.

Integrante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, possui uma área de responsabilidade que abrange, além dos municípios de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), mais de 38 municípios circunvizinhos, sendo 36 no sertão pernambucano e 02 no sertão baiano.

O sertanejo é antes de tudo um forte. Essa idéia de resistência do homem em face das agruras do semi-árido sertão brasileiro levou à designação, em 1982, do 72° BIMtz como responsável pela condução das pesquisas, dos estudos e dos exercícios operacionais em área de caatinga, para aquisição de conhecimentos e desenvolver a doutrina de emprego da tropa em operações nesse peculiar e árido ambiente operacional. 

Sendo assim o 72° BIMtz é o responsável pela formação do combatente de caatinga.  A instrução do combatente na caatinga é totalmente desenvolvida em uma das regiões mais inóspitas do mundo. A vegetação agressiva e espinhosa: o causticaste; o relevo modesto e ondulado; solos erodidos  e muitas vezes pedregosos; a paisagem uniforme com aglomerados humanos esparsos e uma grande escassez de água. Tudo exige do homem um treinamento especial para suplantar tais dificuldades. 

O uniforme do combatente da caatinga é diferente com aplicações em couro de cor amarronzada, lembrando os trajes dos vaqueiros da região,  confunde o homem com o meio ambiente. A cobertura é dotada de abas, protegendo o rosto e a nuca contra o sol. Tanto a calça quanto a camisa apresentam reforços de couro no peito, nos braços e nas pernas, para melhor suportar a agressão da vegetação e do solo. 
O Batalhão "General Victorino Carneiro Monteiro" é a presença marcante e positiva do Exército Brasileiro na região, identificando-se com a garra e a força combativa da gente do Nordeste Brasileiro.

O 72º Batalhão de Infantaria Motorizado, no período compreendido entre 30 de setembro de 1995 a 07 de abril de 1996, esteve em missão de paz em Angola, com base no Acordo de Paz, Protocolo de Luzaka e resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
OPERAÇÕES NA CAATINGA
PATRULHA
EMBOSCADA
ATAQUE
Sobrevivência na caatinga
Em meio à sequidão do Sertão, a visão de um umbuzeiro pode ser um verdadeiro oásis. A planta vira solução para quem quer matar a sede sob o sol inclemente da região. E o que fazer diante de aranhas, escorpiões? Estas lições são algumas das muitas  ensinadas aos soldados do Exército no Centro de Instrução de Operações na Caatinga (CIOpC), subordinado ao 72° Batalhão de Infantaria Motorizado (72° BIMtz), que situa-se em imóvel da União, conhecido por Fazenda Tanque do Ferro, jurisdicionado ao Ministério da Defesa – Exército Brasileiro, passando a ser chamado de Campo de Instrução Fazenda Tanque do Ferro (CIFTF). A sua área é de 2.817,51ha . Localiza-se próximo a localidade de Jutaí, a 108 Km de Petrolina-PE.

O CIFTF está totalmente inserido em área coberta pelo bioma caatinga e é afastado em relação aos grandes centros urbanos. Tais características fazem deste campo de instrução um local perfeito para o desenvolvimento da doutrina e da pesquisa a respeito das operações militares em ambiente operacional de caatinga.
Os soldados que fazem o estágio no CIFTF são distribuídos em vários batalhões do Exército no País - entre eles o 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (72 BIMTz), em Petrolina. Por ano, acontecem em média sete estágios. Os alunos devem passar por este estágio para conhecer o ambiente onde a unidade militar está inserida. Além disso, outras organizações militares, como a Brigada de Infantaria Pára-quedista, sempre enviam militares para serem treinados na Fazenda Tanque de Ferro.
Os estágios de adaptação à caatinga duram até 15 dias e, nesse período, os militares recebem instruções sobre alimentos de origem vegetal e animal; processo de orientação na caatinga (bússola e GPS); efeitos do calor e primeiros socorros; características da área de operações.
Após uma semana de aula, os futuros combatentes de caatinga recebem uma "missão" e é aí onde colocam em prática todos os fundamentos adquiridos durante a semana de instrução. Na Fazenda Tanque de Ferro, que serve como base para o Centro de Instrução, há uma estrutura composta por alojamentos, casa-sede, copa, enfermaria e salas para instruções.