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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Guarda Municipal RJ, integrante do antigo Grupamento de Ações Especiais e agora GOE, Grupamento de Operações Especiais

terça-feira, 8 de maio de 2012

2ª TURMA DE NIVELAMENTO OPERACIONAL 2012

Iniciou-se neste domingo a 2ª turma de Nivelamento Operacional, composta por 14 treinandos. No 1º dia foram ministradas as seguintes instruções:
- Atividade Física;
- Defesa Pessoal;
- Atendimento Pré Hospitalar.























domingo, 6 de maio de 2012

Invasão pela Bolívia?!!



 
Na fronteira com o Brasil, militares bolivianos atacaram povoados brasileiros. O governo aguarda uma resposta formal do governo de Evo Morales, depois que as acusações foram feitas oficialmente, apontando os soldados bolivianos como mentores da morte de gado, incêndios, destruição de plantações e da evacuação forçada dos cidadãos brasileiros das áreas de Pando e Acre. Os problemas se iniciaram em 2006, quando Morales decretou que os 50km de terras fronteiriças não poderiam ser ocupadas por estrangeiros. Os brasileiros que possuíam terras no Brasil e na Bolívia receberam um ultimato de La Paz para abandonarem o território boliviano, o que viola diretamente um protocolo assinado entre os países, no qual a desocupação deveria acontecer até 31 de dezembro deste ano. As tropas bolivianas chegaram á cidade de Capixaba, no Acre, na qual desfilaram armadas pelas ruas. Já haviam sido registrados casos de invasão do território brasileiro por tropas policiais bolivianas armadas, mas nada havia sido feito a propósito. (Fonte: defensa.com/Folha de São Paulo/Tecnologia Militar) Agora (sim, agora, porque até então não havia disposição para tanto, como sempre acontece...) foram enviados efetivos para controlar a fronteira brasileira. Mas Certamente Morales não precisa se preocupar. Dentro de trinta ou sessenta dias já devem ter sido retiradas, ninguém mais vai se lembrar (exceto os que prejudicados diretamente) e tudo vai ficar de novo jogado às moscas, como é de praxe. Depois de encampar a Petrobrás, e avançar sobre empresas espanholas, não é de se esperar nada diferente desses governos demagógicos de falsa-esquerda. Que fique a lição. Mais uma. E a nossa soberania, já era. Foi-se, política abaixo.

A FAMILIA DE FUZIS SIG-550. Extrema qualidade em um rifle de combate



DESCRIÇÃO
As forças armadas suíças são diferentes de tudo que temos em termos de organizações de defesa no mundo. Por seu uma nação neutra, pequena e com poucos habitantes, ela possui um sistema de funcionamento incomum. Lá, cada cidadão, ao completar 18 anos ingressa no serviço militar e durante 118 dias recebe treinamento para se tornar um soldado. Ao completar um ano de serviço ele passa a ser um reservista e vai para a casa com um fuzil SIG Stgw 90 (SIG-550) onde ele será responsável pela manutenção e operação até completar 50 anos de idade, sendo que a cada ano ele terá que passar até 3 semanas em treinamento de reciclagem para manter uma capacidade de combate relevante. Como se pode ver, esta serão uma arma que será usada por muito tempo e por isso, a Swiss Arms AG (SIG) fabrica seus fuzis com uma qualidade extrema, digna da fama de tudo que é produzido naquele pequeno país.

Acima: O velho e potente fuzil SIG-510 usa um calibre extremamente potente e precisou ser substituído por uma arma vais leve e que usasse uma munição mais comum no mercado.O fuzil SIG 550 é designado Stgw-90, pelo exercito daquele país. Comercialmente, porém, ele é apresentado como SIG SG-550. Este modelo foi escolhido pelo exército suíço para substituir um velho, porém preciso fuzil, chamado Stgw-57 ou SIG-510, uma arma apelidada de “fuzil de batalha”. O SIG-510 usava a potente munição 7,5X55 mm, sendo pouco mais poderosa que o 7,62X51 mm do nosso velho FAL. Porém, com as mudanças no campo de batalha, e a tendência de se usar uma munição mais leve que os grandes calibres “30” comuns na segunda guerra, o exército suíço escolheu em 1983,o modelo SIG Stgw-90, em calibre 5,56X45 mm, que naquele primeiro momento foi chamado de SIG-541 pelo fabricante. No mesmo ano, o nome SIG-541 foi mudado para SIG SG-550 devido a umas pequenas modificações que melhoraram a arma, de forma que o modelo SG-550 pode ser considerado como o modelo definitivo do SIG-541.
Acima: Nessa foto bem aproximada da parte central do SG-550 pode-se reparar no detalhe do carregador translúcido, sendo que a mola do carregador é visível.
Basicamente o fuzil SIG SG-550 segue a mesma mecânica dos modernos fuzis de assalto, ou seja, funciona através dos gases do disparo que são captados num evento ao fim do cano do fuzil, levando movimento a um pistão que move um ferrolho rotativo e que leva o sistema de alimentação e percussão do disparo funcionar. Os carregadores podem ser de 20 ou 30 tiros, porém, taticamente, se usam mais o de maior capacidade. Esses carregadores são de plástico, com aparência levemente bege e translúcidos, de forma que se pode verificar facilmente a quantidade de munição disponível. Essa característica está cada vez mais comum nas armas de projeto mais recentes. Porém a caixa da culatra é em aço, diferente dos fuzis mais recentes que tem essa peça em polímero. As demais peças como a coronha retrátil e a telha são em polímero.

Acima: A versão curta SIG SG-551 é uma das mais populares entre os modelos SIG. A flexibilidade de operação somado a uma confiavel mecânica e precisão acima da média explicam essa preferência.
O SG-550 representa o modelo básico de uma família de fuzis e carabinas que permitem serem usadas em todas as situações táticas clássicas. A versão SIG SG-551, usado pela força aérea brasileira em sua tropa de busca e resgate de combate Para-SAR, representa a versão carabina. É uma versão com cano mais curto, com 14 polegadas (363 mm), permitindo seu manejo em áreas apertadas como dentro de um helicópteros ou aeronave de transporte de pára-quedistas. Essa versão é muito usada por departamentos de policia do mundo todo e alguns podem ser vistos nas mãos de policiais civis de São Paulo, também. Existe uma sub-versão do modelo 551 chamado SIG SG-551 SWAT que possui trilhos de acessório tipo picatinny na parte superior da arma. Outra sub-versão do SIG-551 é a verão LB (long barrel) ou “cano longo”, cujo cano tem um comprimento maior (464 mm ou 18 polegadas) Esta versão foi a principal versão do fuzil SIG vendido no mercado civil dos Estados Unidos entre o final dos anos 90 e início do século 21.
Acima: Um sodado do grupo Para SAR da Força Aérea Brasileira faz mira com seu SIG SG-551. Estas armas são extremamente adequadas a essa missão.A versão mais compacta é a SIG SG-552 Commando, com cano extremante curto, com cerca de 9 polegadas. Esta arma é ideal em combate CQB (close quarters battle), ou “combate em ambientes apertados”. Um exemplo onde esta versão seria de grande valia é a invasão de uma residência ou apartamento onde houvesse combatentes escondidos ou com reféns. A sub-versão mais recente do SG-552 é o modelo SIG-553 que acabou tornando-se a versão definitiva do SIG-SG-550 para CQB. Esta versão tem trilhos picatinny na parte de cima e pode ser equipada com trilhos por toda a superfície superior. Além disso, uma mudança na mola do pistão que atua com os gases do disparo tornou a arma mais confiável, mecanicamente.
Acima: A versão mais compacta dos fuzis SIG é o modelo SG-552. Esta versão é classificada como carabina e se presta a operações em ambientes apertados CQB.Como não podia deixar de ser, a família SIG-550 conta com uma versão para tiros de precisão. Esta versão é a SG-550 Sniper em calibre 5,56X45 mm. Embora seja uma arma de extrema qualidade e precisão, temos que observar que esse calibre é pouco indicado para esse tipo de missão uma vez que o atirador de elite precisa ter a melhor condição possível para poder parar ou “matar” o alvo com apenas um tiro. Para essa tarefa, o mínimo adequado é o 7,62X51 mm, também conhecido como calibre 308 Winchester. Recentemente a SIG lançou uma versão de seu fuzil SG-550 Sniper em calibre 7,62X51 mm chamado SIG SAPR. Trata-se de uma versão baseada no modelo SG-556 vendido nos Estados Unidos em calibre 5,56X45 mm, mas com adoção de bipé e do bem mais potente 7,62X51 mm. Essa arma é uma interessante concorrente do fuzil HK MSG-90A1.
Acima: Nessa foto podemos ver um SG-552, com sua telha equipada com diversos trilhos picatinny para acessórios.
Atualmente, nos Estados Unidos, o modelo disponível em linha de produção é o moderno SG-556. Ele é uma versão do SIG SG-551 LB (cano longo) bem modernizada com capacidade de usar carregadores Stanag padrão do AR-15, incluindo o novo carregador Magpul com janela de visualização da quantidade de munição. Outra possibilidade é o uso da coronha retrátil padrão da carabina M-4, (AR-15 curto).
O cano desse modelo tem 16 polegadas de comprimento, o que o coloca como uma arma eficiente e de dimensões mais compactas que um fuzil clássico. As partes de aço do modelo original foram substituídas por duralumínio tornando a arma mais leve. O modelo SIG SG-556 DMR é a versão sniper do SG-556 e é fornecido com coronha com encosto além de regulagem micrométrica. O cano é mais longo (21 polegadas) e sem o freio de boca. O modelo vem com um bipé dobrável para tiro apoiado.
Acima: A versão para tiros de precisão é conhecida como SG-550 Sniper. Essa versão usa o calibre 5,56X45 mm, o que pode ser considerado uma deficiência do modelo, pois limita o poder de incapacitação da arma.
Os fuzis de assalto e carabinas fabricadas pela SIG Arms estão entre as armas de maior qualidade do mercado. Embora suas concorrentes tenham apresentados armas mais modernas, ainda veremos modelos derivados do SIG SG-550 por muitas décadas ainda, graças a sua confiabilidade.
Acima: O fuzil SG-556 é a ultima versão do fuzil SIG. Seu objetivo comercial é o de emplacar boas vendas no concorrido mercado civil e policial norte americano.
DESCRIÇÃO (SIG SG-556)
Tipo: Fuzil automático/ Semi-automatico
Miras: Miras abertas com alça regulável e massa fixa. Trilho picatinny para miras ópticas e eletrônicas.
Peso: 2,77 Kg (carregador vazio)
Sistema de operação: Aproveitamento de gases e ferrolho rotativo.
Calibre: 5,56 X 45 mm (223 Remington)
Comprimento Total: 92,7 cm (coronha extendida)
Comprimento do Cano: 16 polegadas.
Velocidade na Boca do Cano: 970 m/seg.
Cadência de tiro: Semi automático (SG-556), SG 550: 700 tiros por minuto.
Acima: O novo fuzil SIG SAPR está sendo produzido para resolver a questão do calibre fraco para tiros de precisão encontrado no SG-550 Sniper. Essa nova versão, baseada no fuzil SG-556 usa o mais potente calibre 7,62X51 mm.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CURSO DE TÉCNICAS DE EMPREGO OPERACIONAL DE TONFA

O bastão Tonfa é um equipamento muito empregado por diversas forças de segurança publica e militares, por sua diversividade tanto para atacar como defender e ser utilizado em conduções e imobilizações. A GM Rio já dispunha deste bastão desde 1995, sendo usado apenas pelos GMs do GAE. Por depender de conhecimento técnico para manusear corretamente a Tonfa, foi criado este curso sendo ministrado pelo senei Marcos Almeida, que também é integrante do GOE. O foi realizado nas dependências do GOE, e contou com a presença dos GMs da Força Tática de Rio das Ostras. O curso tem a duração de 01 semana com a carga horária de 40 horas.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

GM RIO FORMA MAIS 1.000 GMs.



A Guarda municipal do Rio de Janeiro formou mais 1.000 novos agentes. A formatura foi realizada no Btl da Guarda Municipal, situado em São Cristovão contando com a presença de familiares e amigos dos formandos. Devido a quantidade de pessoas e forte calor, o GOE foi solicitado para atuar com o seu núcleo de socorrista, prestando os primeiros atendimentos para 70 pessoas entre convidados e formandos.


Operação na Ilha do Governador apreende 25 mil mídias piratas com ambulantes não autorizados


Uma grande operação de combate à desordem realizada pela Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop), com apoio de guardas municipais do GOE, nesta quarta-feia, 21 de março, na Ilha do Governador, apreendeu 25 mil mídias piratas vendidas irregularmente em via pública por ambulantes não autorizados. Além das mídias, outros mil itens foram apreendidos, entre controles remotos, relógios, fones de ouvido, lanternas, calculadoras, pilhas, sombinhas e óculos.

Durante a ação, três pontos de energia clandestina foram desligados. Uma estrutura utilizada como ponto de mototaxi montada na calçada foi demolida. A fiscalização atuou no entorno do shopping Ilha Plaza, na Estrada do Dendê e no Cocotá.

- A operação realizada hoje na Ilha tem como objetivo reprimir o comércio ambulante não autorizado que ocupa as calçadas. Recebemos denúncias de moradores e a Ordem Pública intensificará as ações na região - disse Marcelo Maywald, subsecretário de Ordem Pública, que acompanhou pessoalmente a ação.

Participaram da operação 40 pessoas entre agentes da Seop, guardas municipais, garis da Comlurb e funcionários da Seconserva. Cinco caminhões foram utilizados na operação.

terça-feira, 3 de abril de 2012

72° BATALHÃO DE INFANTARIA - CAATINGA



2° Batalhão de Infantaria Motorizado (72° BIMtz), Batalhão "General Victorino Carneiro Monteiro", tem sua sede na cidade de Petrolina, interior de Pernambuco. Foi criado por transformação da 2ª Companhia de Fuzileiros do 35° Batalhão de Infantaria, de Feira de Santana (BA), e iniciou oficialmente suas atividades em 1975.

Integrante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, possui uma área de responsabilidade que abrange, além dos municípios de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), mais de 38 municípios circunvizinhos, sendo 36 no sertão pernambucano e 02 no sertão baiano.

O sertanejo é antes de tudo um forte. Essa idéia de resistência do homem em face das agruras do semi-árido sertão brasileiro levou à designação, em 1982, do 72° BIMtz como responsável pela condução das pesquisas, dos estudos e dos exercícios operacionais em área de caatinga, para aquisição de conhecimentos e desenvolver a doutrina de emprego da tropa em operações nesse peculiar e árido ambiente operacional. 

Sendo assim o 72° BIMtz é o responsável pela formação do combatente de caatinga.  A instrução do combatente na caatinga é totalmente desenvolvida em uma das regiões mais inóspitas do mundo. A vegetação agressiva e espinhosa: o causticaste; o relevo modesto e ondulado; solos erodidos  e muitas vezes pedregosos; a paisagem uniforme com aglomerados humanos esparsos e uma grande escassez de água. Tudo exige do homem um treinamento especial para suplantar tais dificuldades. 

O uniforme do combatente da caatinga é diferente com aplicações em couro de cor amarronzada, lembrando os trajes dos vaqueiros da região,  confunde o homem com o meio ambiente. A cobertura é dotada de abas, protegendo o rosto e a nuca contra o sol. Tanto a calça quanto a camisa apresentam reforços de couro no peito, nos braços e nas pernas, para melhor suportar a agressão da vegetação e do solo. 
O Batalhão "General Victorino Carneiro Monteiro" é a presença marcante e positiva do Exército Brasileiro na região, identificando-se com a garra e a força combativa da gente do Nordeste Brasileiro.

O 72º Batalhão de Infantaria Motorizado, no período compreendido entre 30 de setembro de 1995 a 07 de abril de 1996, esteve em missão de paz em Angola, com base no Acordo de Paz, Protocolo de Luzaka e resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
OPERAÇÕES NA CAATINGA
PATRULHA
EMBOSCADA
ATAQUE
Sobrevivência na caatinga
Em meio à sequidão do Sertão, a visão de um umbuzeiro pode ser um verdadeiro oásis. A planta vira solução para quem quer matar a sede sob o sol inclemente da região. E o que fazer diante de aranhas, escorpiões? Estas lições são algumas das muitas  ensinadas aos soldados do Exército no Centro de Instrução de Operações na Caatinga (CIOpC), subordinado ao 72° Batalhão de Infantaria Motorizado (72° BIMtz), que situa-se em imóvel da União, conhecido por Fazenda Tanque do Ferro, jurisdicionado ao Ministério da Defesa – Exército Brasileiro, passando a ser chamado de Campo de Instrução Fazenda Tanque do Ferro (CIFTF). A sua área é de 2.817,51ha . Localiza-se próximo a localidade de Jutaí, a 108 Km de Petrolina-PE.

O CIFTF está totalmente inserido em área coberta pelo bioma caatinga e é afastado em relação aos grandes centros urbanos. Tais características fazem deste campo de instrução um local perfeito para o desenvolvimento da doutrina e da pesquisa a respeito das operações militares em ambiente operacional de caatinga.
Os soldados que fazem o estágio no CIFTF são distribuídos em vários batalhões do Exército no País - entre eles o 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (72 BIMTz), em Petrolina. Por ano, acontecem em média sete estágios. Os alunos devem passar por este estágio para conhecer o ambiente onde a unidade militar está inserida. Além disso, outras organizações militares, como a Brigada de Infantaria Pára-quedista, sempre enviam militares para serem treinados na Fazenda Tanque de Ferro.
Os estágios de adaptação à caatinga duram até 15 dias e, nesse período, os militares recebem instruções sobre alimentos de origem vegetal e animal; processo de orientação na caatinga (bússola e GPS); efeitos do calor e primeiros socorros; características da área de operações.
Após uma semana de aula, os futuros combatentes de caatinga recebem uma "missão" e é aí onde colocam em prática todos os fundamentos adquiridos durante a semana de instrução. Na Fazenda Tanque de Ferro, que serve como base para o Centro de Instrução, há uma estrutura composta por alojamentos, casa-sede, copa, enfermaria e salas para instruções.






domingo, 1 de abril de 2012

BAE SYSTEMS L-85A2. A serviço de vossa majestade!



DESCRIÇÃO
O fuzil britânico L-85A2, a segunda geração de um conceito chamado Small Arms 1980 ou SA-80, um projeto de armas individuais que substituiriam o velho fuzil FAL inglês, também conhecido como L1A1 além de fornecer um novo fuzil de apoio de fogo L-86 LSW.
Os britânicos se inspiraram nos antigos projetos bullpup do inicio do século 20, para conseguir uma arma que fosse compacta e ao mesmo tempo precisa como um fuzil convencional. O primeiro modelo desse projeto foi o SA-80IW (individual Wapon), lançado em 1969, uma arma com desenho futurista, e carregado com uma munição exclusiva, o 4,85X49 mm. Porém, a Inglaterra, integrante da organização do tratado do Atlântico Norte (OTAN), acabou trocando de calibre para o 5,56X45 mm, que foi padronizado para as nações integrantes desta organização. Nascia assim o novo fuzil L-85A1. Estéticamente, muito similar ao modelo atual, o L-85A-1, apresentou muitos problemas mecânicos que colocaram em cheque a confiabilidade da arma, uma limitação que é inadmissível para um fuzil de combate.
Acima: Um soldado norte americano testa um fuzil L-85A1 ingles em um dos muito intercâmbios entre esses dois países irmãos.
Para solucionar os problemas relacionados a confiabilidade, a poderosa empresa alemã Heckler & Koch, ou “HK”, como é mais popularmente conhecida, foi contratada no ano 2002 para aperfeiçoar o projeto do L-85 (e do L-86). Após o processo de modernização pelo qual passou o L-85, o modelo foi rebatizado de L-85A2, e como resultado das mudanças, houve uma grande melhoria na confiabilidade mecânica e na precisão da arma.
O L-85A-2 funciona com ação de gases do disparo que movem, através de um pistão, um ferrolho rotativo com 7 ressaltos, que ejeta o cartucho deflagrado e posteriormente, coloca um novo cartucho na câmara. O L-85A2 tem uma cadência de 750 tiros por minuto.
Acima: Nesta foto podemos ver um L-85A1. Estéticamente, as diferenças entre a versão A1 e A2 é principalmente notada na alavanca de manejo do ferrolho, que no modelo A2 é uma peça montada verticalmente.
O L-85A2 possui um sistema de mira óptico exclusivo chamado de L-9A1 SUSAT (Sight Unit Small Arms) com aumento de 4X e com um reticulo em forma de “obelisco”, ao invés do tradicional reticulo em forma de cruz. Esse sistema óptico tem sido muito bem aceito pela tropa, pois permite engajamentos rápidos e boa precisão a distancia de até 650 metros. Originalmente o L-85 não facilitava a instalação de acessórios, porém atualmente existem kits que substituem a telha do L-85 por uma nova equipada com trilhos de acessório tipo picatinny, o que facilitou muito a integração de acessórios como o lança granada alemão L-17 em calibre 40X46 mm, fabricado pela HK. Esse lançador de granada tem um alcance de 400 metros para um alvo de área e de 150 metros para um alvo pontual.
Acima: Um soldado britânico no ambiente afegão portando um L-85A2. O uso nas areias do deserto do Iraque, na primeira guerra do golfo revelaram problemas de funcionamento do mecanismo do L-85A1, forçando uma reengenharia para tornar o L-85 uma arma confiável.
Uma versão sub-comapacta do L-85A2, chamada de L-22A2, foi fornecida as tripulações de carros de combate do exército britânico. Esta versão tem um cano de 17,4 polegadas e a telha foi substituída por uma manopla de manejo abaixo do cano. O comprimento total do modelo é de apenas 71 cm. O L-85A2 tem 78,5 cm de comprimento total e um cano de 20,4 polegadas.
Há, ainda, a versão de apoio de fogo, chamada L-86 LSW (Light Support Weapon), cujo cano é consideravelmente mais longo (26 polegadas) e com um bipé próximo a o final do cano. Esta versão usa o mesmo carregador de 30 cartuchos das outras versões do L-85, sendo, portanto, limitado, em termos de poder de fogo.
Acima: As tripulações de carros de combate do exercito britânico estão equipadas com a versão sub compacta do L-85, chamada de L-22A2.
Além da Inglaterra, somente a Jamaica usa este fuzil, evidenciando a pouca aceitação do modelo no mercado internacional. Embora existam varias forças armadas do mundo que adotam fuzis com a configuração bullpup, percebe-se que a maioria das forças armada ainda resiste a essa configuração. O motivo parece ser mais relacionado a um excesso de conservadorismo por parte das autoridades que são responsáveis pela aquisição de armamentos para suas forças armadas do que qualquer outra coisa.
Embora eu tenha uma preferência pela configuração convencional em fuzis, eu admito que a configuração bullpup traz alguns benefícios muito interessantes para o campo de batalha, como por exemplo, a diminuição do comprimento total da arma sem, com isso, ter que diminuir o tamanho do cano e conseqüentemente prejudicar as características balísticas da munição.
Acima: A metralhadora de apoio de fogo L-86A2 é a versão pesada do L-85A2. A limitação de munição imposta pelo carregador de 30 tiros é um fator negativo desse modelo.
DESCRIÇÃO (L-85A2)
Tipo: Fuzil de assalto.
Miras: Optica L-9A1 SUSAT (Sight Unit Small Arms).
Peso: 4,13 Kg (carregador vazio).
Sistema de operação:Aproveitamento de gases e ferrolho rotativo.
Calibre: 5,56 X 45 mm.
Comprimento Total: 78,5 cm.
Comprimento do Cano: 20,4 polegadas.
Velocidade na Boca do Cano:900 m/seg.
Cadência de tiro: 650 tiros por minuto.