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Guarda Municipal RJ, integrante do antigo Grupamento de Ações Especiais e agora GOE, Grupamento de Operações Especiais

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ARMAS - Exército autoriza policiais a usar pistolas de calibre de maior potência



PMs e bombeiros podem comprar agora ponto 45, que era exclusiva da PF. Arma, mais pesada, é de uso exclusivo pessoal e proibida no policiamento.
O Comando do Exército autorizou policiais militares, policiais civis e bombeiros a comprarem e portarem, para uso pessoal, pistolas de calibre ponto 45, que até então era de uso exclusivo de policiais federais. A ponto 45 é também usada pela Polícia Federal como arma corporativa, nas ruas.

As Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal, porém, continuam proibidas de usar o mesmo calibre no policiamento. Segundo o Exército, pela legislação, as armas de dotação das PMs no país são exclusivamente o revólver calibre 38 e a pistola ponto 40.
A pistola ponto 45 é mais pesada e possui maior poder de impacto e potência do que a ponto 40. “A ponto 45 tem uma munição maior e mais potente, com poder de parada grande. O uso dela exige maior treinamento para realizar um tiro de precisão do que a ponto 40, que já é uma arma ideal para os policiais”, diz o especialista de segurança urbana da Viva Rio Sandro Costa.
A portaria 1.042 foi publicada em boletim interno do Exército em dezembro de 2012 e, segundo a Força, decorreu de um pedido feito pelos órgãos de segurança pública do país para que igualasse os direitos dos policiais federais aos de demais policiais do país. Pelo novo texto, todo PM, bombeiro, policial rodoviário federal, policial ferroviário federal e policial civil do Brasil pode adquirir até duas armas nos calibres ponto 357, ponto 40 e ponto 45 na indústria nacional.

Estes calibres são de uso restrito de profissionais de segurança pública e, por lei, não podem ser adquiridos por outras pessoas. O calibre 9mm continua como exclusivo para integrantes da PF e das Forças Armadas, diz o Exército.

Arma de maior potência
A mudança, autorizada pela Diretoria de Produtos Controlados, ocorreu visando “ampliar o leque de escolha das armas, permitindo que o policial escolha a arma que melhor se adapte as características e habilidades individuais”. Segundo o Exército, não há planos de mudar a arma autorizada e padrão para o emprego nas ruas, pois tanto o revólver calibre 38 quanto a pistola ponto 40 são as que melhor atendem as necessidades do policiamento, impedindo que um tiro dado contra uma pessoa transfixe seu corpo e atinja outras vítimas, representando riscos.

“A escolha da arma é algo bem particular do policial. A ponto 45 tem maior potência e maior impacto para parar uma pessoa. O carregador leva menos munição do que as demais porque a munição (a bala) é maior, mais grossa, e a pistola fica mais pesada para o uso nas ruas”, acrescenta Sandro Costa.

Ponto 40 é adequada para as ruas, dizem policiais

Ex-secretário nacional de segurança pública, o coronel José Vicente diz que a ponto 45 é também mais cara do que a ponto 40, já em amplo uso pelos policiais, e que se adquirida pelas corporações nos estados, representaria maior custo de manutenção. “A ponto 45 é uma arma mais poderosa. A ponto 40, de uma maneira geral, já é adequada para o policiamento, não é preciso mudar. A portaria apenas iguala os direitos dos policiais de adquirirem também esta arma para uso particular”, explica.

José Vicente defende, porém, que os Estados autorizem os policiais a levarem para casa a arma corporativa, que usam nas ruas, ao invés de adquirirem uma arma para uso pessoal. “Alguns Estados, como São Paulo, permitem que o PM tenha acautelado sob sua posse este material. A arma e o colete são de posse do policial, são de uso dele para proteção”, afirma.
O Exército afirmou que as armas de calibre ponto 45 e 357, se adquiridas pelos policiais em seu acervo particular, devem ser empregadas exclusivamente para “uso próprio”, não podendo ser usada em serviço. O Comando de Logística irá criar mecanismos para verificar o controle das armas compradas pelos policiais, de forma a verificar, em caso de morte ou demissão, que elas não continuem mais sendo usadas.

 

Boletim do Exército 52/12
1.042 DE 10 DE DEZEMBRO DE 2012.

Autoriza a aquisição de armas de uso restrito, na
indústria nacional, para uso próprio e dá outras
providências.
O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 4º, da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, alterada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010; e o inciso VI do art. 3º combinado com o inciso I do art. 20, da Estrutura Regimental do Comando do Exército, aprovado pelo Decreto n° 5.751, de 12 de abril de 2006, o art. 18 do Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004; e de acordo com o que propõe o Comando Logístico, ouvido o Estado- Maior do Exército, resolve:
Art. 1º Autorizar a aquisição, na indústria nacional, de até 2 (duas) armas de uso restrito, para uso próprio, dentre os calibres .357 Magnum, .40 S&W ou .45 ACP, em qualquer modelo, por policial rodoviário federal, policial ferroviário federal, policial civil, policial e bombeiro militares dos estados e do Distrito Federal.
Art. 2º Determinar ao Comando Logístico que baixe as normas reguladoras da aquisição, registro, cadastro e transferência de propriedade das armas de uso restrito adquiridas pelos integrantes de órgãos policiais, indicados no artigo anterior, estabelecendo:
I - mecanismos que favoreçam o controle das armas;
II - destino das armas, após a morte do adquirente ou qualquer impedimento que contra indique a propriedade e posse de armas de fogo; e
III - destino das armas nos casos de demissão e licenciamento, voluntário ou de ofício, dos policiais e bombeiros.

Art. 3º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.

Art. 4º Revogar a Portaria do Comandante do Exército nº 812, de 7 de novembro de 2005.


GOE RIO - OPERAÇÃO NA CRACOLÂNDIA

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Suicídios nas Forças Armadas dos EUA batem recorde em 2012


Os suicídios nas Forças Armadas americanas alcançaram em 2012 o número recorde de 349, frente aos 301 do ano anterior e acima até mesmo dos mortos em combate no Afeganistão, informaram fontes militares.
"Estamos profundamente preocupados com os suicídios nas Forças Armadas, que é um dos problemas mais urgentes que enfrentamos", indicou à Agência Efe Cynthia Smith, uma porta-voz do Departamento de Defesa.
Segundo os dados compilados pelo Pentágono, no ano passado se registrou o maior número de suicídios desde que a contagem foi iniciada, em 2001, e superou os 310 mortos em combate no Afeganistão, segundo a organização icasualties.org.
O Exército é o braço das Forças Armadas que mais vítimas registrou, com 182, enquanto o Corpo de Infantaria da Marinha viu esse fenômeno aumentar em 50%, alcançando 48. A Força Aérea registrou 59 suicídios, 16% mais que no ano anterior, e a Marinha teve 60 baixas, ou seja, alta de 15%.
A prevenção do suicídio se transformou em uma prioridade do Pentágono, como manifestou o próprio secretário de Defesa, Leon Panetta, embora seja um problema que persiste. O Pentágono assegura que está comprometido em encontrar soluções para ajudar os militares que necessitem, já que "nosso mais valioso recurso neste departamento é nosso pessoal", assegurou Cynthia Smith.
A porta-voz assinalou que há diferentes fatores que podem contribuir para o suicídio, como problemas financeiros, sociais, emocionais, físicos, mentais e do ambiente. 
O Departamento de Defesa iniciou uma política global para a prevenção de suicídios e, por recomendação de um grupo de trabalho especializado, em novembro de 2011 estabeleceu o Escritório de Prevenção de Suicídios.
Atualmente há 9 mil psiquiatras, psicólogos, trabalhadores sociais e enfermeiras especializadas em saúde mental em clínicas e hospitais militares, um número que cresceu 35% nos últimos três anos.

domingo, 13 de janeiro de 2013

PISTOLAS – Ingleses Adquirem a Glock 17 Gen4


O Ministério da Defesa Briânico adquiriu um lote inicial de 25.000 pistolas Glock 17 para as três forças ( RAF, Royal Navy e Army)


A nova Pistola Glock 17 Gen4, esquerda, adotada pelo MoD Britânico, e a pistola Browningque será substituída Foto Richard Watt, Crown Copyright/MOD 2013



O  Ministério da Defesa Briânico  (MoD) assinou um contrato de £9 milhões de Libras esterlinas para equipar a s Forças Armada com 25.000 pistolas Glock.

A pistola Glock 17 Gen 4 não somente é bem mais leve que a atual pistola Browning em uso pelas Forças Armadas Britânicas. Ela também é mais precisa e leva mais munição.

A Glock 17 tem um carregador (magazine) com capacidade de 17 tiros de munição de  9x19 mm, comparada aos  13 tiros da Browning.

Os membros das três Forças começarão a receber a nova pistola Glock 17 nas próximas semanas e as tropas em operação no Afeganistão serão as primeiras a usar a nova arma. O contrato  com a empresa Viking Arms Ltd , de Harrogate, Yorkshire,também inclui  mais de  25.000 coldres.


As pistolas são uma arma de elevado valor para os homens e mulheres  operando no campo de batalha e a nova Glock, produzida na Austria, complementará uma a série de armas disponíveis aos members das Forças Armadas, que inclui:
• SA80A2 Fuzil de Assalto (assault rifles)  munição 5,56mm;
• Metralhadora Leve (Light Machine Guns) munição 5,56mm ;
• Sharpshooter rifle, munição 7,62mm;
• General Purpose Machine Guns, munição 7,62mm ;
• Combat Carabinas (Shotguns), cartuchos  12, e  
• Armas Sniper (Caçador) munição 8,59mm.

As pistolas Glock  substituirão a Browning que está em uso pelas Forças Armadas inglesas há mais de 40 anos e tem um custo de manutenção dispendioso. O  contrato para a substituição das pistolas foi  através de uma licitação  dois anos atrás e não é resposta a uma ameaça em potencial.

A Polícia Federal do Brasil usa a Glock 9mm.

Características Técnicas pistola Glock 17 Gen4
Calibre 9 x 19 Safer Action
Comprimento  202 mm
Altura 138 mm
Largura 30mm
Comprimento do Cano 114 mm
Peso Livre 625 g
Peso Carregado 905 g
Carregador Padrão 17
Carregador Opções 19 / 33

Operação francesa para resgate de refém na Somália termina em fracasso



Um comando francês fracassou neste sábado ao tentar libertar um refém na Somália, que acabou sendo morto por seus sequestradores, segundo Paris, em uma operação que também terminou com a morte de pelo menos um soldado francês e de 17 "terroristas".
Na operação efetuada na madrugada deste sábado em Bulomarer (sul), que desencadeou combates "de grande violência", "tudo leva a crer que Denis Allex foi morto por seus sequestradores", disse à imprensa em Paris o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian.
Os islamitas somalis "shebab" afirmaram em troca que o refém francês, um agente do serviço de inteligência externa (DGSE), sequestrado desde 2009, continua vivo.
Segundo eles, "segue em um lugar seguro, longe do local da batalha", e será "julgado dentro de dois dias".
Dennis Allex havia sido sequestrado em Mogadíscio no momento em que realizava "uma missão oficial de assistência" ao governo somali de transição, lembrou o ministério da Defesa da França.
O ministro Le Drian disse também que um soldado francês havia morrido na operação efetuada pelas equipes do DGSE, e que outro "está desaparecido".
O ministro afirmou que 17 terroristas morreram nos combates.
Já os islamitas somalis indicaram que mantêm em seu poder "um soldado francês ferido" na operação e acrescentaram que os comandos franceses levaram consigo "vários" companheiros mortos ou feridos nos combates, em um comunicado enviado à AFP.
Os islamitas somalis ameaçaram a França com represálias por esta operação militar.
"No final das contas, serão os cidadãos franceses que sofrerão, inevitavelmente, as amargas consequências da atitude inconsequente de seu governo para com os reféns", advertem os islamitas.
Pelo menos um morador de Bulomarer disse neste sábado à AFP que tinha visto o corpo de um homem branco.
"Não sabemos exatamente o que ocorreu, pois o ataque foi efetuado durante a noite, mas esta manhã vimos vários cadáveres, entre eles o de um homem branco. Três civis também morreram no tiroteio", disse por telefone à AFP o morador local Idris Yussuf.
O ataque foi efetuado com a ajuda de cinco helicópteros de combate às 02h00 locais deste sábado (21h00 de sexta-feira em Brasília), segundo os "shebab".
No entanto, "o comando do DGSE encontrou forte resistência", destacou o Ministério francês da Defesa. Os confrontos duraram 45 minutos, indicam os islamitas.
A operação em Bulomarer era complicada devido ao fato de a região ser muito arborizada e habitada, segundo testemunhas.
Os líderes "shebab" afirmam também que conseguiram mobilizar rapidamente seus combatentes instalados em um campo de treinamento próximo.
O agente apresentado como Denis Allex (nome certamente alterado) foi sequestrado pelos "shebab" em Mogadíscio no dia 14 de julho de 2009 junto com outro agente, libertado um mês depois.
Em 4 de outubro, Allex apareceu abatido em um vídeo em que lançou "uma mensagem de socorro" ao presidente François Hollande, a quem pedia que fizesse algo para libertá-lo.
A operação fracassada coincide com o envolvimento militar da França em outro país africano, o Mali, onde mobilizou sua aviação para ajudar o governo local a conter o avanço islamita para o sul.
Na Somália, os islamitas perderam todos os seus principais redutos no sul e no centro do país, empurrados há cerca de um ano e meio pela ofensiva de uma força da União Africana.
Apesar disso, os combatentes islâmicos seguem controlando algumas partes rurais do sul e do centro da Somália.

Dilma veta projeto que amplia porte de armas


O texto permitiria que guardas de portos, agentes penitenciários e de escolta de presos pudessem andar armados


A presidente Dilma Rousseff vetou o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que concedia porte de arma, fora do horário de serviço, a agentes e guardas prisionais, integrantes de escolta de presos e guardas portuários. Na justificativa, publicada ontem no Diário Oficial da União, a presidente argumenta que a iniciativa colocaria mais armas em circulação, "na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto de Desarmamento". Categorias ligadas aos setores reprovaram a atitude de Dilma.

Para o presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciários do Distrito Federal (Sindpen-DF), Leandro Alan Vieira, "a medida veio para fortalecer o crime organizado, que hoje tem sua sede nas unidades prisionais do país". Segundo Vieira, foram assassinados cerca de 2 mil agentes penitenciários nos últimos sete anos no Brasil. Ele estima que, só no Distrito Federal, entre 350 e 400 profissionais da categoria estejam sob ameaça de morte. "Por defender a sociedade, vamos pagar com a nossa vida", lamenta. Ele reclama ainda que os agentes não foram ouvidos. "Faltou seriedade nesse processo. Faltou compromisso e conhecimento de causa", critica.

Para o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, o veto não implica aumento da insegurança para a categoria. "A redução do número de armas em circulação é um ponto central da política de segurança pública. O Estatuto do Desarmamento já resguarda situações em que pessoas ameaçadas podem requerer autorização para o porte de armas com o objetivo de se defender", pondera.

De acordo com dados do Sistema de Informações Penitenciárias do Ministério da Justiça (Infopen), há no Brasil cerca de 70 mil agentes penitenciários. Os critérios de concessão do porte de armas estão amparados pelo Estatuto do Desarmamento, que prevê casos como o de ameaça à integridade física. Dados do sistema da Polícia Federal mostram que existem hoje em circulação no país 2 milhões de armas registradas.

Para o autor do projeto vetado, deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), a decisão do governo foi equivocada. "Se querem menos armas em circulação, devem tirar as das mãos dos bandidos, não dos cidadãos de bem", justifica. "O agente penitenciário tem que pensar 10 vezes antes de cumprir a lei porque o que está em jogo é a vida dele e da família", diz. 


Desarmamento
A diretora da organização não governamental (ONG) Instituto Sou da Paz, Melina Risso, discorda da avaliação do deputado. Para ela, é preciso dar melhores condições de trabalho aos agentes para que eles não sejam obrigados a cuidar da própria segurança. "Algumas categorias que não têm acesso (às armas) fazem uma pressão para que comecem a ter acesso ao porte, como se o acesso pudesse trazer algum tipo de proteção", observa. "Não apenas não traz proteção como, além disso, abre uma perigosa brecha para outras liberações", pontua.

Ela defende ainda que, em alguns casos, o porte de arma pode deixar o agente mais vulnerável. Com a redução do número de armas em circulação, os cidadãos que têm direito ao porte acabam virando alvo de criminosos com interesse na aquisição de armamento.

Para as ONGs pacifistas Viva Rio e Rede Desarma Brasil, o veto deve ser comemorado, mas a sociedade precisa se manter mobilizada para que a decisão da presidente não seja derrubada pelo Congresso. "É claro que o lobby das armas está se mobilizando contra essa decisão", alerta a Viva Rio em nota. 


Memória - Pressões corporativas
Desde 2004, 88 projetos de lei tramitam no Congresso Nacional para alterar o Estatuto do Desarmamento, a maioria (71) na Câmara dos Deputados. Grande parte desses projetos prevê a concessão de porte de armas a categorias profissionais como auditores fiscais, agentes socioeducativos, guardas prisionais e até advogados públicos.

O senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), por exemplo, tem duas propostas em tramitação. Uma delas estende o direito de porte de armas aos agentes de vigilância do Poder Executivo. Outra permite o porte para os servidores de carreira dos institutos de Criminalística, de Identificação e de Medicina Legal.

A Procuradoria-Geral da República também apresentou um projeto, em 2010, solicitando porte para analistas e técnicos do Ministério Público da União. O senador Gim Argello (PTB-DF) propõe que os agentes de trânsito dos estados e do Distrito Federal também possam andar armados

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"TASER" CHINÊSA - DISPOSITIVO ELÉTRICO INCAPACITANTE


Nosso próximo equipamento não letal  a ser analisado é um arma de dardos energizados chinesa produzido por uma empresa chamada Kelin.
kelin logo




http://www.jskelin.com/en/productview.asp?id=268
Link do fabricante: http://www.jskelin.com/en/index.asp
Detalhes do equipamento
Origem: Jiangsu, China
Alcance: 5 metros.
Medição embalagem interna: 250 * 18 * 7 centímetros
Peso bruto / peso líquido: 645g/170g

Fabricante de uma vasta gama de produtos para uso militar e policial que varia de Coletes balísticos  spray OC e algemas de diversos modelos.
O O dispositivo Kelin é chamado de, "Remote needle electric stun gun". Possuindo uma forma semelhante à do Taser C2, mas ao contrário do Taser C2 seu cartucho é saliente e não incorporado ao chassi da arma sendo muito parecido com os modelos M26C Taser, X26C, seus cartuchos são inseridos e ejetados manualmente.
Dispõe de um suporte de laser externo na parte superior do chassi, bem como um conjunto de pilhas recarregáveis. A unidade tem um alcance efetivo de cinco metros.
Tentei conseguir mais informações sobre este produto via email, mas ainda não obtive retorno.
Em um fórum americano objetive a informação que este equipamento estaria custando 100 dolares e em um fórum nacional me informaram que um site brasileiro esta vendendo o mesmo equipamento por 400 Reais.

TASER AXON FLEX- GRAVADOR DE VÍDEO EM 1ª PESSOA



O que é AXON Flex? Taser AXON Flex é um avanço sistema de vídeo com o ponto de vista do agente de segurança fazendo com melhore a relação entre as agências de aplicação da lei e de suas comunidades, além de proteger oficiais de falsas alegações.

 Existe uma infinidade de opções de acessórios para podendo ser montado em seu óculos, boné pala, coleira, capacete, corpo, ou simplesmente no painel da viatura. Benefícios do sistema Vídeo de alta qualidade. Nos EUA aplicação da lei passa cerca de US $ 2 bilhões por ano para resolver reivindicações. Agências que implantaram o sistema informaram que diminui dramáticas as reclamações - Muitos relatam 100% de redução. Melhora o comportamento de todas as partes durante as interações da polícia. Reduz falsas acusações e ações judiciais devido à precisão de captura de vídeo a partir da perspectiva do oficial. Economiza tempo e aumenta a eficiência. Gravação em baixa luminosidade mostra realmente o que o olho humano vê. Aumenta a confiança do público e cria comunidades mais seguras a um custo menor.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

BOPE e BPChoque com Supercaveirões


Blindados começarão a circular até junho, quando Papa estará na cidade para Jornada Mundial da Juventude

Veículo blindado sul-africano conhecido como ‘Maverique’ é uma das opções já testadas pelo Bope 

Rio -  O Estado vai comprar oito supercaveirões que começarão a circular na cidade até junho, quando ocorre a Jornada Mundial da Juventude, com a visita do Papa Bento 16. No edital de licitação, o governo justifica a aquisição dizendo que os equipamentos, armamentos e, sobretudo os blindados, das polícias Civil e Militar são “obsoletos e defasados”, o que tem comprometido, inclusive, as ações voltadas para pacificação de territórios dominados pelo tráfico.

“(...) o agente profissional de polícia, seja civil ou militar, que em decorrência da lei tem o dever de agir, por vezes não o faz, ao contrário, faz sem segurança, o que gera número de lesionados e feridos mortalmente, por falta das condições mínimas de trabalho que lhes garantam segurança e salubridade”, diz outro trecho da justificativa da licitação.

Os novos caveirões terão tecnologia dos EUA, Israel e da África do Sul. Serão quatro para o Bope, dois para o Batalhão de Choque e dois para Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) . O valor estimado do investimento é de R$ 11 milhões. A concorrência pública para a compra será internacional. O edital deve ser publicado no final deste mês. Quem ganhar a licitação também será responsável pela manutenção dos veículos durante cinco anos.

Os superblindados impedem perfuração na carroceria até de metralhadora .50, são capazes de operar sem perder desempenho em temperaturas de 0°C a 45°C, o sistema de ar-condicionado funciona com o motor desligado.

Menos poluição

O diesel utilizado será o S10, que é menos poluente. Além disso, os caveirões são mais leves e velozes, facilitando o seu deslocamento.

Atualmente, a Polícia Militar tem 16 blindados, sendo que dois estão em manutenção. A Polícia Civil tem quatro, e um deles não está funcionando hoje. Segundo a própria assessoria de imprensa do órgão, são carros-fortes adaptados para o uso policial.

Preparados para ataques terroristas

Uma das finalidades dos novos caveirões será atuar em possíveis ações contra atentados terroristas durante a Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Por isso, a preocupação do Estado é colocar os veículos dentro de um padrão internacional de segurança.

Uma das exigências no edital, por exemplo, é que as rodas suportem não apenas disparos de armas, mas também granadas e fogo. E também que tenham capacidade de rodar por 20 km em caso de pequenos furos nos pneus. O caveirão também deverá ter sistema automático no compartimento do motor, para detectar em segundos um incêndio, mesmo de pequena proporção.

Prefeitura de Cosmópolis adquire fuzis para Guarda Municipal




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Chegaram esta semana a Cosmópolis dois reforços importantes à Segurança Pública da cidade. A Prefeitura adquiriu dois fuzis para o combate ao crime. As armas serão usadas pela Guarda Municipal de Cosmópolis através do grupo especializado Romu (Rondas Ostensivas Municipais), para garantir a repressão ao crime organizado. Trata-se de duas armas de marca Safir, modelo T-14, de fabricação turca.

De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Carlos Alexandre Braga, somente Cosmópolis e Campinas possuem este tipo de armamento. A importação é restrita e só pode ser autorizada pela Polícia Federal, explica o Braga. Com isto, a Guarda Municipal de Cosmópolis possui armamento de primeira linha. As aquisições fazem parte do processo de aparelhamento e reestruturação da Guarda Municipal de Cosmópolis.

Com a reestruturação da corporação, a Prefeitura de Cosmópolis conseguiu reduzir drasticamente os índices de violência no município. O objetivo é potencializar o trabalho qualificado que já é realizado por uma Guarda Municipal equipada e devidamente treinada para usar armas no combate ao crime e garantia de seguranças às famílias de Cosmópolis.

domingo, 6 de janeiro de 2013

MPID KARBON


Este modelo de arma de choque é muito parecida com com o modelo X26 da Taser, seu cartucho é armazenado internamente semelhante ao modelo C2 da Taser, possui um tecla de ejeção de cartucho, fazendo com que operador se preocupe somente com a recarga.
Seu sistema difere dos modelos tradicionais pois o fabricante da MPID Karbon utiliza um gerador de corrente constante, reduzindo os riscos de picos desnecessários dando ao usuário o poder de imobilização superior também incorpora "uma tecnologia de Grupos de pulso por segundo" em vez das tradicionais ondas mais amplas,e assim produz uma série de micro pulsos durante um longo período de tempo, fazendo com que os músculos se contraem mais vezes.

CFN - Recebe 3 Piranhas Incorporando Equipamentos MOUT


Corpo de Fuzileiros Navais recebe três Viaturas Blindadas Especiais Sobre Rodas “Piranha IIIC já incorporando equipamentos para ações MOUT

O Corpo de Fuzileiros Navais da Armada recebeu 3 novas Viaturas Blindadas Especiais Sobre Rodas 8x8 “Piranha IIIC”, todas na versão Transporte de Pessoal (VBTP).



O Corpo de Fuzileiros Navais da Armada recebeu 3 novas 
Viaturas Blindadas Especiais Sobre Rodas 8x8 “Piranha IIIC”, todas na versão Transporte de Pessoal (VBTP). Interessante que estas viaturas incorporam equipamentos que são frutos das necessidades operacionais recentes como no HAITI e nas Ações do Rio de Janeiro.

Trata-se da:

1 - N
ova estação reforçada para o comandante com uma cúpula (Over Head Protection Cupolla - OHPC). A Necessidade de uma Arma que pudesse ser operada desde o interior do veículo pela falta de proteçação.
2 - U
ma lâmina anti-obstáculos (Straight Obstacles Blade – SOB). Importante para desobstruir o caminho e os obstáculos à passagem das viaturas e tropa.

Leia a matéria: As Viaturas Blindadas da Marinha do Brasil na incursão no Morro do Vidigal 25 Novembro 2011




Em 23 de novembro, nas instalações do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais, foram recebidas mais três novas Viaturas Blindadas Especiais Sobre Rodas 8x8 “Piranha IIIC”, todas na versão Transporte de Pessoal (VBTP). Com a entrega, completa-se o total de 21 viaturas da família “Piranha IIIC”, já incorporadas ao acervo do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). Ressalta-se que, em janeiro de 2013, ainda será recebida mais uma VBTP pertencente a esse lote, elevando este número para 22 viaturas.

O processo de recebimento ocorreu utilizando, pela primeira vez, a capacidade da ponte rolante de 40 toneladas, das instalações da Divisão de Motomecanização daquele Centro Tecnológico do CFN, para suspender as viaturas dos seus respectivos Flat Rack (contêiner aberto).

As viaturas foram submetidas à inspeção de funcionamento de sistemas, equipamentos e ferramental orgânico. Também foram realizadas inspeções e contagem dos sobressalentes integrantes do contrato de aquisição.

As três VBTP estão equipadas com a nova estação reforçada com uma cúpula (Over Head Protection Cupolla - OHPC). Esta estação segue a mesma proteção balística que a versão anterior, no escudo (parte inferior) – Nível 2 (7,62mm perfurante), e na parte superior apresenta Nível 1 (7,62 mm comum) - referência STANAG 4569.

A OHPC visa a dar maior segurança ao comandante da viatura, que cumpre também a tarefa de atirador, principalmente em Operações Militares em Área Urbana (OMAU), onde os elementos da Força Adversa podem estar muito próximos das tropas, inclusive escondidos nos andares superiores das edificações e em condições de realizar disparos sobre as viaturas “de cima para baixo”.  Com o intuito de aumentar sua visibilidade, a estação possui seis janelas balísticas.

Uma dessas três viaturas possui, adicionalmente, a capacidade de operar uma lâmina anti-obstáculos (Straight Obstacles Blade – SOB). Tal equipamento é muito útil em operações de controle de distúrbios civis e em situações onde haja obstáculos que possam dificultar a progressão da coluna mecanizada, como por exemplo, as barricadas enfrentadas pelo Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais-Haiti em abril de 2008.

A SOB é um equipamento de fácil remoção e instalação, do tipo “plug and play”. Esta flexibilidade permite o uso racional do equipamento e a economia de meios na realização das tarefas.

O processo de recebimento foi iniciado em 2007 e estará concluído no ano 2014, ao final do qual o Corpo de Fuzileiros Navais irá dispor de 30 viaturas Piranha.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

" QUE BELAS ARMAS "
















FN303 HERSTAL



Ao ver este equipamento pela primeira vez tive a impressão que ela foi inspirada na lendária submetralhadora Thompson, fabricada pela FN Herstal a FN303 foi introduzida para atender as novas tendências do mercado.





Conforme o fabricante a FN 303 é extremamente precisa em 25 metros e oferece uma probabilidade muito elevada de acertos à 50 metros. Possuindo alcance de até 100 metros.

 
Seu principio de funcionamento é igual a um marcador de paintball ao usar o ar comprimido no qual arma o ferrolho para lançar projéteis.


Possui um carregador em forma de disco, cuja forma de recargar lembra muito a submetralhadora Thompson, com capacidade de 15 disparos de diversos tipos de munição:



Seu objetivo primário é o trauma sem causar penetração, os efeitos secundários variam de acordo com a necessidade da ação mas todos possuem Impacto bismuto
Efeitos secundários:
Impacto + Pó Inerte
Impacto + Tinta lavável
Impacto + Tinta não lavável
Impacto + Efeito irritante (OC)




RAIDER EX 1 & EX 2 - ARMA ESTROBOSCÓPICA


O RAIDER é um equipamento não letal de tecnologia estroboscopia, criada pela empresa CenturioGroup, este equipamento tem o mesmo método de pontaria de uma arma de fogo onde você aponta sua lanterna de 10.000 lúmens (40wats +- 450 lúmens)ou seja mais que 22 lampadas de 40w! fazendo com que cegue o agressor.

Este sistema batizado de BlueZeus pode ser utilizada em qualquer tipo de condição de luz, seja dia ou noite.A luz é proveniente de LEDs de alta potencia escondidos atras de uma lente branca. a RAIDER pode disparar até 7 vezes seguidas com duração de cada disparo de 3 segundos.

Além disso existe um mecanismo de gravação de áudio e vídeo no qual é acionado juntamente com o gatilho principal tornando impossível utilizar a arma sem realizar a gravação.


Para descarregar os dados se utiliza de um porta USB na parte inferior do cabo, esta porta USB também responsável pela recarga da bateria


Conforme consegui descobrir que existem modelos maiores mas não obtive retorno de quantos metros de alcance este raio de luz alcança!

Colômbia: paramilitares admitem participação em mais de 25 mil mortes



Paramilitares que se autodenominam Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) admitiram, em relatório elaborado pela Procuradoria-Geral da Colômbia, o envolvimento em massacres, homicídios, sequestros, extorsões e desaparecimentos em várias localidades do país. O governo do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, tenta combater a ação do grupo.
A confissão veio à tona após a descoberta de 3.092 valas nas quais estavam enterrados cerca de 5 mil corpos. Os paramilitares disseram aos policiais que participaram de 1.064 massacres, 25 mil homicídios e 3.599 desaparecimentos em todo o país. Os paramilitares disseram ainda ter participado de casos de tortura, tráfico de drogas e violência sexual.
No relatório da Procuradoria-Geral da Colômbia, autoridades reiteram que as confissões dos paramilitares têm o objetivo de obter benefícios judiciais, como redução de penas. Segundo investigadores, os grupos paramilitares colombianos estão entre os fenômenos mais violentos do país.
Na década de 1990, os grupos se uniram e criaram a chamada AUC, tornando-se independentes e ligados ao narcotráfico

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Chefe de guerra afegão promete dar uma lição nas tropas da Otan


Um dos chefes da revolta afegã, Gulbudin Hekmatyar, ameaçou as tropas da Otan com ataques que sirvam de lição antes de sua retirada prevista em 2014, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal The Daily Telegraph.
"Antes da retirada das tropas de invasão, os mujahedines gostariam de assistir a uma cena que servirá de lição aos invasores para que não pensem nunca mais em voltar", disse Hekmatyar no vídeo de uma entrevista divulgada no site do jornal britânico.
As tropas estrangeiras, mobilizadas no Afeganistão desde 2001, "fracassaram e a situação se deteriora a cada dia", considerou o chefe de Hezb-i-Islami, o segundo grupo da rebelião afegã depois dos talibãs.
"Não entendo como a opinião pública britânica pode aceitar que seus filhos sejam enviados a uma morte segura para satisfazer os generais americanos", prosseguiu.
O Reino Unido, com 9.000 militares mobilizados no Afeganistão, fornece o segundo maior contingente da força da Otan. Desde o início da intervenção militar, 438 soldados britânicos morreram no país.
Gulbuddin Hekmatyar também acusou o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão à coroa britânica, e atualmente mobilizado no Afeganistão, de ter viajado a este país para "matar afegãos inocentes estando bêbado".
Contactada pela AFP, a secretaria do príncipe não quis comentar as declarações

ARMAS - O mercado que abastece o crime



Vender e alugar revólveres, pistolas e espingardas, muitos deles furtados de órgãos públicos, para líderes de quadrilhas tornou-se um dos mais lucrativos negócios no submundo da Região Metropolitana de Porto Alegre

Aprisão de dois soldados da Brigada Militar há duas semanas, suspeitos de matar o coronel aposentado do Exército Julio Miguel Molinas Dias para roubar a coleção de 23 armas dele, revela a face obscura de homens da lei que mergulharam no submundo do tráfico de armas. Assim como outros PMs, policiais civis e bandidos que se passam por colecionadores, a dupla de soldados trocou de lado, tentando se estabelecer no mais rentável negócio do momento entre os criminosos da Região Metropolitana: a venda e o aluguel de armas e munições.

– A repercussão do caso trouxe à tona um dos grandes problemas que temos hoje, a valorização do preço das armas no mercado ilegal – diz o delegado Alexandre Vieira, da 9ª Delegacia da Polícia Civil.

Os soldados se juntaram a contrabandistas, atraídos por um mercado cada vez mais inflacionado por causa das restrições às vendas oficiais, pela campanha do desarmamento e pelo crescimento da criminalidade. O Rio Grande do Sul, em proporção à população, é o recordista em recolhimento de armas no país – já foram tiradas de circulação 53.851 unidades desde 2004. Até outubro, os homicídios cresceram 16% este ano, e o roubo de veículos subiu 6,5%.

O comércio clandestino se fortalece graças à falta de segurança e ao descontrole em organismos sob a tutela do Estado, quartéis, delegacias, fóruns e até em acervos de colecionadores. São as principais fontes – assim como o tráfico pelas fronteiras e o desvio de cargas – de abastecimento do mercado clandestino de revólveres, pistolas, espingardas, submetralhadoras, fuzis e munições no Rio Grande do Sul.

Antes de serem presos, os dois PMs suspeitos da morte de Molinas já eram investigados pela Corregedoria da BM por causa de furtos de armas no quartel onde trabalhavam, o 11º Batalhão de Polícia Militar, na zona norte da Capital.

– Se ficarem provados esses indícios, as sanções serão severas – afirma o coronel João Gilberto Fritz, corregedor-geral da BM.

 
Presos negociavam revólveres com PM
No começo do ano, um sargento da força-tarefa da BM que atua em cadeias foi preso por colegas, após apreensão de cinco armas em uma galeria da facção Os Manos no Presídio Central. Ele seria o fornecedor de celulares, pistolas e revólveres para apenados. A captura do sargento explicaria como cerca de 50 armas de fogo driblaram os mecanismos de segurança e detectores de metais e foram parar nas mãos de detentos do Central nos últimos dois anos.

Em Canoas, uma ex-estagiária da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento responde a processo criminal por desvios de dinheiro, drogas e armas da repartição, ocorridos em 2009. Situação semelhante ocorreu na 1ª Delegacia da Polícia Civil de Alvorada, no começo deste ano. Em Gravataí, em março, a Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público prenderam dois agentes civis ao encontrar no carro de um deles quatro revólveres e uma espingarda que deveriam estar no depósito de delegacias. A suspeita é de que venderiam as armas para criminosos. Em 2010, uma inspeção do MP em delegacias constatou a falta de uma centena de armas relacionadas a inquéritos.

– Esses fatos são gravíssimos. As delegacias estão mais cautelosas para evitar desvios – afirma o delegado Walter Waigner, corregedor-geral da Polícia Civil.

Nos últimos dois anos, somente de três fóruns do Interior, foram levadas 564 armas (225 entre maio e julho deste ano), além de farta munição, apreendidas por serem elementos de provas em processos criminais. No começo de dezembro, um colecionador de armas foi condenado a seis anos de prisão por vender, ilegamente, munição, inclusive de uso restrito para PMs de quartéis da Capital. Cápsulas deflagradas, com sinal característico de recarga pelo colecionador, teriam sido usadas em armas por ladrões que assaltaram um carro-forte, em 2008, em Barra do Ribeiro.

Como os Bandidos se Armam

1 - Roubos e furtos em Fóruns
Precariedade na vigilância em fóruns do interior do Estado estimula bandidos a invadir os prédios para se apoderar de armas apreendidas. De 2010 para cá, em apenas três casos,541 revólveres, pistolas, espingardas e fuzis foram parar nas mãos de criminosos, a maioria roubada do fórum de Caxias do Sul.

2 – Desvio de quartéis da BM
O caso mais notório é o sumiço de armas da corporação no 11º BPM, em Porto Alegre, envolvendo os dois soldados presos há duas semanas sob suspeita de matar o coronel aposentado do Exército Julio Miguel Molinas Dias. A Corregedoria da BM investiga o caso, mas evita revelar a quantidade de armas desviadas.

3 - Furtos em delegacias da Polícia Civil
Três casos nos últimos anos em Alvorada, Canoas e Gravataí indicam que o sumiço de armas de delegacias é inspeções em DPs, em 2010, apontou o sumiço de 106 armas de repartições policiais. Assim como na BM , a corporação tem dificuldades de fiscalizar se apreensões de armas nas ruas, de fato, são registradas e mantidas nas delegacias distritais.

4 – Fragilidade nas fronteiras
Sem vigilância adequada, as fronteiras com o Uruguai e Argentina são antigos corredores de contrabando explorados por quadrilhas que alugam e vendem armas para assaltante e traficantes da Capital. Um dos grupos pertence a Claudionor Cardoso, conhecido como Senhor das Armas, preso em 2006, 2011 e 2012.

5 - Venda por colecionadores
Com licença para comprar armas e munições, colecionadores estão virando fornecedores para o submundo. Em 2010, a PF prendeu um major aposentado do Exército com um arsenal de 300 armas em casa na Capital. No começo do mês, outro colecionador foi condenado a seis anos de prisão por comércio ilegal de munições. Vendia para PMs e abasteceria quadrilhas de assaltos a carros-fortes.

6 - Assaltos a bancos e a carros-fortes
A cada roubo, quadrilhas rendem de dois a três vigilantes levando, além de dinheiro, as armas dos guardas. Em geral, são revólveres calibre 38. Como esses grupos preferem pistolas, submetralhadoras e fuzis, acabam revendendo os revólveres para outros ladrões.

7 - Desvio de cargas
É uma nova modalidade empregada por ladrões aproveitando que lotes de armas são enviados pela fábrica Taurus de Porto Alegre para clientes via Correios. Uma quadrilha abre as embalagens, fica com as armas e manda pedras para os destinatários. Centenas de armas estariam sendo desviadas desta maneira, segundo a Polícia Federal.
ARSENAL CLANDESTINO

Pistola “exportada” para o Presídio Central

A mais surpreendente vertente do comércio ilegal de armas no Estado envolve o desvio de cargas remetidas pela Forjas Taurus, de Porto Alegre, para clientes no Brasil, via Correios. Revólveres e pistolas vêm sendo surrupiados durante o trajeto entre a fábrica e os destinatários. Seriam pelo menos 17 casos e, segundo a Polícia Federal, o derrame no mercado clandestino chegaria a centenas de armas, desde 2009. O caso segue como mistério sem pistas sobre autores do crime.

– Ainda não descobrimos como ocorrem os desvios que, acreditamos, seguem acontecendo – afirma o delegado federal Cristiano Gobbo.

A Taurus tem autorização legal para as remessas por correspondência. As caixas são lacradas, sem identificação do produto nem do fabricante. Em algum ponto do percurso, bandidos abrem as embalagens, tiram as armas e, no lugar, colocam pedras com o peso idêntico ao do armamento – a pesagem de mercadorias seria a única forma de controle dos Correios.

Conforme Gobbo, existem suspeitas de que algumas dessas armas foram desviadas no Estado. E o caso mais enigmático aconteceu no começo deste ano no Presídio Central. Durante uma revista de rotina, foi encontrada uma pistola modelo PT709, 9 mm – de uso restrito pelas Forças Armadas e pela PF – , com identificações intactas.

Questionada, a Taurus respondeu se tratar de uma pistola exportada em outubro de 2010 para a Taurus International em Miami, na Flórida (EUA). A PF investiga se a arma foi introduzido no Central por um sargento da BM, preso na mesma época da apreensão da pistola sob suspeita de vender armas e celulares para detentos.

Arma que deveria ter sido despachada para os EUA foi encontrada em revista em cadeia gaúcha
Traficantes alugam para assaltantes

O crescimento do mercado ilegal de armas vem sendo acompanhado pela Polícia Civil e pela Brigada Militar na Região Metropolitana de Porto Alegre. Um dossiê informal contém informações com base em inquéritos, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, relatos de informantes e, principalmente, depoimentos informais de bandidos.

O quadro montado pelo estudo dá uma ideia da valorização das armas no mercado ilegal na última década. Por exemplo: pistolas calibre .380 e 9 mm, muito usadas por ladrões de carro, custavam R$ 3 mil, e agora pularam para R$ 6 mil (veja quadro abaixo).

Houve também uma mudança na maneira de operar o mercado ilegal de armas. Os traficantes gaúchos copiaram o modelo das favelas cariocas: aluguel de armas para assaltantes. Adquiridas em grandes quantidades por criminosos para manter as bocas de fumo, as armas acabaram se tornando um lucrativo negócio de aluguel, observou Luiz Carlos Silveira, da Viva Rio, uma ONG que virou um ícone no país na luta contra a violência.

No Estado, a locação de armamento para assaltantes já foi detectada em escutas telefônicas, afirma o promotor Mauro Rochemback. As armas são alugadas por “lançada”, gíria usada pelos bandidos para denominar um assalto. Por exemplo, a diária de um revólver custa R$ 400 e de um fuzil, R$ 2 mil. O preço do aluguel se assemelha ao valor da compra (R$ 500), porque os criminosos querem evitar o flagrante com os armamentos. A garantia do retorno da arma às mãos do traficante tem um grande estímulo: a pena de morte. Daí o zelo dos bandidos pelas armas locadas, como mostram escutas telefônicas.

A presença de ex-PMs no mercado de locação de armas começou a ser notada há dois anos. ZH conversou com um advogado, que falou na condição de que não fosse identificado. Ele fez uma pesquisa entre 10 processos em que defende clientes presos por porte ilegal de armas:

– Mais da metade das armas analisadas vinha das mãos de ex-policiais militares – afirmou.

CONTRAPONTOS

O que diz a assessoria de imprensa dos Correios:

A Diretoria dos Correios do RS esclarece que até o presente momento não recebeu informações sobre a conclusão das investigações realizadas pela Polícia Federal: “Destacamos que as referidas investigações acontecem sempre que os Correios, através dos órgãos de controle interno, informam às autoridades alguma irregularidade no fluxo de encomendas da ECT. Neste caso, a investigação se refere a 17 eventos isolados, que já estavam sob análise da Polícia Federal, identificados ao longo de três anos, 2009 a 2011, em locais diferentes do país.

O que diz Antonio Cesar Carré, chefe da equipe de segurança do Tribunal de Justiça:

Conforme Carré, foi criada uma Comissão de Segurança no Tribunal de Justiça (TJ), formada por juízes, desembargadores e técnicos. Esta comissão elaborou um plano para reforçar a segurança em 93 comarcas, que deverão receber um investimento de R$ 8 milhões. O chefe da equipe de segurança do TJ informa, ainda, que estão sendo feitas as licitações.

O que diz a Forjas Taurus:

“A Forjas Taurus sempre colabora com as instituições policiais e militares nas investigações relacionadas a denúncias que envolvem o trânsito de seus produtos. Os eventos ligados à segurança interna são muito raros e isolados, mas quando ocorrem são exaustivamente investigados e medidas corretivas são adotadas. A Taurus segue uma legislação rigorosa e detalhada sobre produção, trânsito e comércio de seus produtos”
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