Em vez de tiros, a arma dispara rajadas de energia que paralisam o inimigo como se ele trombasse de frente com um muro invisível.
Seu funcionamento lembra o de um forno de microondas. As moléculas de água da pele se aquecem de tal forma que o corpo parece arder em chamas. Bastam três segundos para que a vítima se renda, subjugada.
Ao contrário das armas convencionais, a teaser tem ação efetiva sobre cem por cento da área do corpo. Ao apertar o gatilho, o equipamento lança dois dardos, por meio de um sistema de propulsão, que penetram na roupa do suspeito e aderem ao corpo.
Quem sou eu
- Abrantes
- Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
- Guarda Municipal RJ, integrante do antigo Grupamento de Ações Especiais e agora GOE, Grupamento de Operações Especiais
sábado, 1 de maio de 2010
TASER C2
A Taser International apresentou o novo modelo de sua arma não-letal de choque, a Taser C2 Personal Protector. O aparato funciona de duas formas: Na primeira, dois minidardos com fio são lançados da arma em direção ao agressor/bandido com um alcance de até aproximadamente 4,5 metros. A segunda forma é o contato direto da arma com o agressor. Quando o mesmo é atingido, leva um choque de algumas dezenas de milhares de volts com ondas muito semelhantes às ondas cerebrais. Isso causa um descontrole súbito dos músculos , que simplesmente desaba no chão.
Conflito Urbano - Urban War -
EUA - Crescem as gangues (20.000), 1 milhão de membros
Segundo o National Gang Threat Assessment 2009.
Em relatório com participação de vários Departamentos do governo Americano, incluindo o de Defesa, o National Gang Intelligence Center divulgou o National Gang Threat Assessment 2009.
O documento com meras 48 páginas mostra um crescimento constante das gangues nos Estados Unidos. As 20 mil gangues criminosas dos Estados Unidos têm um milhão de membros, alerta também que esses grupos estão expandindo sua área de ação para as zonas rurais e os subúrbios – designação de bairros de classe-média nos arredores das cidades.
O National Gang Threat Assessment 2009 considerou que a atividade criminosa dessas associações aumentou no ano passado e que deve continuar crescendo. As autoridades destacaram as ligações das gangues, sobretudo as hispânicas, com cartéis de droga mexicanos, com os quais se associam para fazer nos Estados Unidos drogas e imigrantes ilegais.
Além das gangues que operam nacionalmente, algumas organizações regionais têm tomado recentemente um papel mais importante na distribuição da droga em grandes quantidades, como os grupos Florencia 13, Latin Disciples, Tango Blast e United Blood Nation.
Há ainda grupos que operam em prisões, com destaque para o Mexican Máfia, baseado em prisões da Califórnia, que tem entre 50 mil e 75 mil seguidores. O FBI alertou que algumas das organizações de prisioneiros são responsáveis pela introdução de centenas de quilos de cocaína e metanfetaminas por semana no país.
Há muito tempo, as gangues têm sido uma ameaça à segurança pública, mas como este estudo mostra, a atividade das gangues não é mais meramente uma problemas para as áreas urbanas", disse Kenneth W. Kaiser, diretor assistente Divisão de Investigação Criminal do FBI. "Membros das gangues estão cada vez mais indo para a 'América suburbana', o que aumenta o potencial para crime e violência crescentes."
Treinamento militar
Segundo estimativa do apresentadas no relatório, as gangues são responsáveis por 80% dos crimes em algumas comunidades. Seus tentáculos atingem também as forças armadas, reconhece a polícia federal. O treinamento militar que receberam membros das gangues Sureños, Latin Kings e Vagos os transformou em uma ameaça especial para a ordem pública, adverte o relatório.
O estudo também informa que as gangues usam sites populares da internet, como o site Facebook --de relacionamentos-- e o YouTube --de vídeos-- e programas de mensagens instantâneas para planejar seus crimes e vangloriarem-se das ações.
Alguns grupos, como os Latin Kings, Black Disciples e Vice Lordes estão presentes no mercado imobiliário, onde lavam parte dos seus lucros com a compra fraudulenta de propriedades, de acordo com o FBI.
O relatório conclui que o movimento das organizações criminosas para fora das cidades lhes garantirá novos recrutas e territórios para o crime. O resultado, de acordo com o National Gang Threat Assessment 2009, será mais violência.
O National Gang Threat Assessment 2009 identifica 3 tipos básicos de gangues:
1 – Gangues de Rua – Com duas subdivisões as nacionais e locais. Gangues tradicionais: 18th street (nacional), Almighty Latin King and Queen Nation (nacional), Asian Boyz (nacional), BlacK P. stone Nation (nacional), Bloods (national), crips (national), Florencia 13 (regional), Fresno Bulldogs (regional), Gangster Disciples (natconal)
Latin Disciples (regional), Mara salvatrucha (national), sureños and Norteños (national) e Tango Blast (regional)
2 - Gangues de Prisão - Aryan Brotherhood, Barrio Azteca, Black Guerrilla Family , Hermanos de Pistoleros Latinos, Mexikanemi. Mexican Máfia e Ñeta
3 - Outlaw Motorcycle Gangs (gangue de Motociclistas Fora da Lei) :Bandidos, Hells Angels, Mongols, Outlaws e Sons of Silence
Principais Conclusões:
- Aproximadamente há um milhão de membros das gangues pertencentes às 20.000 gangues, atuando em 50 estados e no Distrito de Columbia (Setembro 2008).
- Gangues de rua continuam a ser a ameaça dominante pela quantidade de membros e pela presença nacional e pelo trabalho de distribuição capilar da droga.
- Cerca 58 % das forças policiais estaduais e locais reportaram ações de gangues em seus territórios em 2008, comparado com 45% em 2004.
- Membros de gangues estão migrando das áreas urbanas para suburbanas e comunidades rurais, expandindo a influência em muitas regiões.
- Nestas novas áreas expandem a distribuição de drogas, recrutam novos membros e escapam tanto da ação policial e de conflitos com outras gangues.
- Gangues criminais são responsáveis por 80% das ações delituosas em muitas comunidades como reportado pelas forças de segurança pública.
- Crimes típicos são: roubo armado, assaltos, roubo de carros, tráfico de drogas, extorsão, fraudes, invasões de residências, roubo de identidades, assassinatos e contrabando de armas.
- Membros das Gangues são o principal meio de distribuição de drogas ilícitas. Também estão aumentando a distribuição de maconha (marijuana) e cocaína nas áreas urbanas e comunidades suburbanas.
- Muitas Gangues traficam drogas a nível nacional, algumas são capazes de competir com as redes de distribuição baseadas no México.
- Gangues baseadas no EUA cruzam ilegalmente a fronteira do México com o fim de traficar de drogas e pessoas para os Estados Unidos.
- O uso da internet é empregado por muitas Gangues para recrutar novos membros e comunicação entre os seus membros nos Estados unidos e exterior.
- As Gangues de ruas e “outlaw motorcycle gangs” impõem uma crescente ameaça para as forces de segurança em especial na fronteira com o Canadá. Associados com gangues canadenses e organizações criminosas para facilitar várias atividades criminosas incluindo tráfico de drogas para os Estados Unidos.
Segundo o National Gang Threat Assessment 2009.
Em relatório com participação de vários Departamentos do governo Americano, incluindo o de Defesa, o National Gang Intelligence Center divulgou o National Gang Threat Assessment 2009.
O documento com meras 48 páginas mostra um crescimento constante das gangues nos Estados Unidos. As 20 mil gangues criminosas dos Estados Unidos têm um milhão de membros, alerta também que esses grupos estão expandindo sua área de ação para as zonas rurais e os subúrbios – designação de bairros de classe-média nos arredores das cidades.
O National Gang Threat Assessment 2009 considerou que a atividade criminosa dessas associações aumentou no ano passado e que deve continuar crescendo. As autoridades destacaram as ligações das gangues, sobretudo as hispânicas, com cartéis de droga mexicanos, com os quais se associam para fazer nos Estados Unidos drogas e imigrantes ilegais.
Além das gangues que operam nacionalmente, algumas organizações regionais têm tomado recentemente um papel mais importante na distribuição da droga em grandes quantidades, como os grupos Florencia 13, Latin Disciples, Tango Blast e United Blood Nation.
Há ainda grupos que operam em prisões, com destaque para o Mexican Máfia, baseado em prisões da Califórnia, que tem entre 50 mil e 75 mil seguidores. O FBI alertou que algumas das organizações de prisioneiros são responsáveis pela introdução de centenas de quilos de cocaína e metanfetaminas por semana no país.
Há muito tempo, as gangues têm sido uma ameaça à segurança pública, mas como este estudo mostra, a atividade das gangues não é mais meramente uma problemas para as áreas urbanas", disse Kenneth W. Kaiser, diretor assistente Divisão de Investigação Criminal do FBI. "Membros das gangues estão cada vez mais indo para a 'América suburbana', o que aumenta o potencial para crime e violência crescentes."
Treinamento militar
Segundo estimativa do apresentadas no relatório, as gangues são responsáveis por 80% dos crimes em algumas comunidades. Seus tentáculos atingem também as forças armadas, reconhece a polícia federal. O treinamento militar que receberam membros das gangues Sureños, Latin Kings e Vagos os transformou em uma ameaça especial para a ordem pública, adverte o relatório.
O estudo também informa que as gangues usam sites populares da internet, como o site Facebook --de relacionamentos-- e o YouTube --de vídeos-- e programas de mensagens instantâneas para planejar seus crimes e vangloriarem-se das ações.
Alguns grupos, como os Latin Kings, Black Disciples e Vice Lordes estão presentes no mercado imobiliário, onde lavam parte dos seus lucros com a compra fraudulenta de propriedades, de acordo com o FBI.
O relatório conclui que o movimento das organizações criminosas para fora das cidades lhes garantirá novos recrutas e territórios para o crime. O resultado, de acordo com o National Gang Threat Assessment 2009, será mais violência.
O National Gang Threat Assessment 2009 identifica 3 tipos básicos de gangues:
1 – Gangues de Rua – Com duas subdivisões as nacionais e locais. Gangues tradicionais: 18th street (nacional), Almighty Latin King and Queen Nation (nacional), Asian Boyz (nacional), BlacK P. stone Nation (nacional), Bloods (national), crips (national), Florencia 13 (regional), Fresno Bulldogs (regional), Gangster Disciples (natconal)
Latin Disciples (regional), Mara salvatrucha (national), sureños and Norteños (national) e Tango Blast (regional)
2 - Gangues de Prisão - Aryan Brotherhood, Barrio Azteca, Black Guerrilla Family , Hermanos de Pistoleros Latinos, Mexikanemi. Mexican Máfia e Ñeta
3 - Outlaw Motorcycle Gangs (gangue de Motociclistas Fora da Lei) :Bandidos, Hells Angels, Mongols, Outlaws e Sons of Silence
Principais Conclusões:
- Aproximadamente há um milhão de membros das gangues pertencentes às 20.000 gangues, atuando em 50 estados e no Distrito de Columbia (Setembro 2008).
- Gangues de rua continuam a ser a ameaça dominante pela quantidade de membros e pela presença nacional e pelo trabalho de distribuição capilar da droga.
- Cerca 58 % das forças policiais estaduais e locais reportaram ações de gangues em seus territórios em 2008, comparado com 45% em 2004.
- Membros de gangues estão migrando das áreas urbanas para suburbanas e comunidades rurais, expandindo a influência em muitas regiões.
- Nestas novas áreas expandem a distribuição de drogas, recrutam novos membros e escapam tanto da ação policial e de conflitos com outras gangues.
- Gangues criminais são responsáveis por 80% das ações delituosas em muitas comunidades como reportado pelas forças de segurança pública.
- Crimes típicos são: roubo armado, assaltos, roubo de carros, tráfico de drogas, extorsão, fraudes, invasões de residências, roubo de identidades, assassinatos e contrabando de armas.
- Membros das Gangues são o principal meio de distribuição de drogas ilícitas. Também estão aumentando a distribuição de maconha (marijuana) e cocaína nas áreas urbanas e comunidades suburbanas.
- Muitas Gangues traficam drogas a nível nacional, algumas são capazes de competir com as redes de distribuição baseadas no México.
- Gangues baseadas no EUA cruzam ilegalmente a fronteira do México com o fim de traficar de drogas e pessoas para os Estados Unidos.
- O uso da internet é empregado por muitas Gangues para recrutar novos membros e comunicação entre os seus membros nos Estados unidos e exterior.
- As Gangues de ruas e “outlaw motorcycle gangs” impõem uma crescente ameaça para as forces de segurança em especial na fronteira com o Canadá. Associados com gangues canadenses e organizações criminosas para facilitar várias atividades criminosas incluindo tráfico de drogas para os Estados Unidos.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
A tecnologia e os riscos por trás das armas não-letais
A Guarda Municipal do Rio iniciou em julho de 2009 o uso de equipamentos não-letais no patrulhamento ostensivo no entorno do Leme. A Polícia Militar também já usa algo desse tipo . Mas, afinal, quais tecnologias estão por trás das armas não-letais?

O conceito dessa categoria de armamento foi estabelecido nos EUA e na Europa no início da década de 90. São armas especificamente projetadas e empregadas para incapacitar pessoas ou equipamentos, ao mesmo tempo em que diminuem o risco de morte ou ferimentos permanentes, danos indesejáveis à propriedade e riscos ao meio ambiente.
As mais recentes armas não-letais sendo desenvolvidas ou testadas pelos governos do Primeiro Mundo primam pelo uso de alta tecnologia nos setores de acústica, plasma, ótica e eletromagnetismo. No entanto, mesmo sendo assim tão hi-tech, esses "engenhos incapacitadores causadores de dor e desorientação" ainda oferecem alguns riscos de lesões e até de morte, o que vem causando protestos e muitas discussões entre grupos de direitos humanos.
Diante desses riscos de segurança que estão vindo à tona, o escritório do inspetor geral do Departamento de Justiça dos EUA divulgou em maio de 2009 um relatório (disponível em tinyurl.com/dojreport ) apontando possíveis problemas com as tecnologias empregadas nos dispositivos em fase de projeto. Aliás, em inglês, o termo usado é less-lethal weapons, ou seja, "armas menos letais", em vez de não-letais. Sutilezas da linguagem...
De qualquer maneira, que tal conhecer um pouco sobre as não-letais mais usadas atualmente? Vamos lá:
Em vários países, como o Brasil, apenas autoridades policiais podem possuir um Taser, sendo seu uso proibido para o cidadão comum. Nos EUA, por outro lado, vários estados permitem ao cidadão portar um Taser sem permissão especial.
O Taser emite ondas T, que possuem forma de onda parecida com a cerebral e tem ação direta sobre o sistema nervoso sensorial e motor do oponente. Com isso, o sujeito fica paralisado.
O alcance dos dardos do Taser é de até 10,6 m. Para facilitar o histórico de seu uso, a arma possui uma memória digital interna onde ficam registrados a data e o horário dos disparos. O cartucho dos dardos contém cerca de 20 confetes identificadores com o mesmo número serial do cartucho. Os confetes, no momento da deflagração, são liberados na cena do disparo.
O fabricante produz também o Taser XREP (eXtended Range Electronic Projectile), projétil sem fio disparado de uma arma calibre 12. Tem efeito de incapacitação neuromuscular com duração de 20 segundos, com alcance de 23 metros. Possui seis eletrodos causadores de choque e circuito eletrônico interno pesando apenas 3,4 gramas, com bateria. Seu invólucro é transparente e sua aerodinâmica de voo é estável.
Além do choque convencional, se a vítima, ao sentir a dor do impacto, puser instintivamente a mão sobre o projétil encravado na pele, o dispositivo dispara um forte choque adicional através do braço. Uma crueldade só. Mas quem manda?
ELETROLASER : Outro exemplo de equipamento não-letal é o eletrolaser, desenvolvido para os militares dos EUA. Também é uma arma de eletrochoque mas emprega uma tecnologia mais avançada - e intrigante, tipo ficção científica. O equipamento emite um laser em determinada direção e a energia desse raio quebra os gases atmosféricos em íons, que são pequenas partículas carregadas. Só que isso gera um calor danado, fazendo com que o ar se transforme em plasma, o quarto estado da matéria ( pt.wikipedia.org/wiki/Plasma ).
Plasma é um bom condutor elétrico, pois possui baixa resistência. Ele acaba funcionando como se fosse um fio esticado ao longo do raio laser. Se a energia do laser se mantém, então o plasma permanece quente e o canal continua "aberto".
Aproveitando esse tubo de plasma, uma fração de segundo depois é emitida uma fagulha elétrica em uma das extremidades. Ela se propaga pelo canal e só não escapa para os lados graças às forças magnéticas geradas pelo fluxo de plasma. Essa fagulha se transforma num pulso elétrico quente o bastante para queimar o oponente, tirando-o de ação. No entanto, a potência da arma é regulável, ou seja, se aumentar a intensidade da fagulha ela pode matar. Complicado, mas bem interessante. Ou não?
A empresa americana HSV Technologies desenvolveu um dispositivo assim usando dois feixes de laser ultravioleta de modo a imobilizar seres vivos à distância após poucos milissegundos. A corrente elétrica transmitida por esses raios tem valor próximo ao dos impulsos neuroelétricos que controlam nossos músculos. Ela é imperceptível à pessoa-alvo porque é diferente dos impulsos neurais dela. Em resumo, não dói.
Mas a corrente gerada pela arma tem uma taxa de repetição suficientemente rápida para "tetanizar" o tecido muscular. Expliquemos: "tetanização" é o estímulo de fibras musculares usando uma frequência que faz com que contrações individuais se transformem numa contração sustentada. Em suma, o camarada fica durinho da silva. Não é difícil de entender, né?
A arma não causa dano à córnea, que absorve as radiações ultravioleta utilizadas - mas, logicamente, se os raios forem focados no olho da criatura durante vários minutos, é claro que vão machucar. De resto, a corrente transmitida é insuficiente para afetar os músculos do coração e do diafragma. Derruba mas não mata. Mas a firma adverte: não se deve apontar essa arma para uma nuvem tempestuosa, já que pode induzir a formação de um raio.
Há também uma variante desse implemento usando pulsos eletromagnéticos capazes de interromper o funcionamento de motores e máquinas que usem ignição elétrica. Esses dispositivos foram apresentados em 2002, quando ainda eram apenas protótipos, num artigo da revista "Time" intitulado "Beyond the Rubber Bullet" ("Além da bala de borracha"), que pode ser lido em inglês em tinyurl.com/time2002. A patente do dispositivo variante foi concedida em janeiro de 2009 ( tinyurl.com/pulsegen ).
A empresa Applied Energetics também desenvolve eletrolasers, mas para outra finalidade. Desde 2005 vem criando aparelhos de laser-plasma para neutralizar dispositivos explosivos improvisados. Envolvida num programa secreto de desenvolvimento bancado pela JIEDDO (Joint Improvised Explosive Devices Defeat Organization) e atendendo os fuzileiros dos EUA, a empresa mal abre o bico sobre seus produtos e, muitos menos, suas especificações.
LRAD : Outro tipo de armamento não-letal é o Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD - Long Range Acoustic Device), que emite uma onda sonora de alta energia. O som emitido tem 150dB (decibéis) mas consegue reter um nível de 100dB em distâncias de até 500 metros. Só para termos uma ideia, o limite de dor para o ser humano é de 130 dB, sendo 150 dB equivalente à pressão sonora do ruído de um avião a jato a 30 metros de distância.

O feixe sonoro do LRAD é concentrado num ângulo bem fechado, permitindo que a emissão seja mirada contra um alvo específico - o ouvido do mau elemento, claro, que vai ficar zureta.
O LRAD foi inventado pela American Technoloy Corporation também por encomenda das forças armadas dos EUA, depois que o navio USS Cole foi bombardeado por um bote suicida no Iêmen, em 12 de outubro de 2000. Além da função bélica, o LRAD também é usado para comunicações em áudio a grande distância e com alta nitidez sonora.
A equipe da SWAT da cidade de Santa Ana, na Califórnia, usou um LRAD para persuadir uma gangue a sair do esconderijo. Imaginava-se que eram apenas três suspeitos mas, depois apontar o LRAD, dez sujeitos que abandonaram a casa. Ou seja, o treco funciona que é uma beleza.
A polícia de Nova York usou o LRAD durante os protestos de 2004 durante a Convenção Nacional do Partido Republicano e em distúrbios em Times Square na virada do Ano Novo.
Um dos mais avançados modelos do LRAD, o 1000X, foi usado pela Marinha japonesa em abril de 2009 para evitar um ataque de piratas contra um petroleiro de Cingapura na costa da Somália. Respondendo a um SOS, o destróier japonês Sazanami usou o dispositivo para projetar uma advertência vocal em altíssimo volume em direção às lanchas dos piratas, afugentando-os.
DAZZLER : O Dazzler é uma arma que empresa um foco de luz de alta intensidade gerado por laser, para causar cegueira ou desorientação temporárias. Vem sendo usado pelos militares americanos no Iraque.
Um dos modelos adotados é o CHP Laser Dazzler, fabricado pela LE Systems. Ele usa um laser verde com potência de 500mW (miliwatts). O raio laser se expande num clarão, gerando um ofuscante fulgor verde capaz de penetrar fumaça e nevoeiro com um alcance duas vezes maior que o da luz branca normal. É apresentado em três formas: do tamanho de uma caneta (com alcance de 200 metros), na forma de uma lanterna de mão (500 metros) e montado em um rifle (dois quilômetros).
Outra arma parecida é o PHaSR (Personnel Halting and Stimulation Response), nome que lembra a pistola de raios do seriado Jornada nas Estrelas. Foi desenolvida pela ScorpWorks, uma unidade do laboratório de pesquisas da Força Aérea americana. É um rifle com design futurista que usa um sistema laser de duas cores e também ofusca a vítima.

O conceito dessa categoria de armamento foi estabelecido nos EUA e na Europa no início da década de 90. São armas especificamente projetadas e empregadas para incapacitar pessoas ou equipamentos, ao mesmo tempo em que diminuem o risco de morte ou ferimentos permanentes, danos indesejáveis à propriedade e riscos ao meio ambiente.
As mais recentes armas não-letais sendo desenvolvidas ou testadas pelos governos do Primeiro Mundo primam pelo uso de alta tecnologia nos setores de acústica, plasma, ótica e eletromagnetismo. No entanto, mesmo sendo assim tão hi-tech, esses "engenhos incapacitadores causadores de dor e desorientação" ainda oferecem alguns riscos de lesões e até de morte, o que vem causando protestos e muitas discussões entre grupos de direitos humanos.
Diante desses riscos de segurança que estão vindo à tona, o escritório do inspetor geral do Departamento de Justiça dos EUA divulgou em maio de 2009 um relatório (disponível em tinyurl.com/dojreport ) apontando possíveis problemas com as tecnologias empregadas nos dispositivos em fase de projeto. Aliás, em inglês, o termo usado é less-lethal weapons, ou seja, "armas menos letais", em vez de não-letais. Sutilezas da linguagem...
De qualquer maneira, que tal conhecer um pouco sobre as não-letais mais usadas atualmente? Vamos lá:
TASER : Um dos equipamentos mais conhecidos nessa categoria é o Taser, famosa arma de eletrochoque, muito vista em filmes policiais. Usando nitrogênio comprimido, a pistola atira dardos que se cravam na pele da vítima, aplicando-lhe um choque através de um fino fio condutor elétrico. A arma pode ser usada também sem os dardos, em que se encosta o dispositivo diretamente no corpo da pessoa-alvo, acionando o choque.
Em vários países, como o Brasil, apenas autoridades policiais podem possuir um Taser, sendo seu uso proibido para o cidadão comum. Nos EUA, por outro lado, vários estados permitem ao cidadão portar um Taser sem permissão especial.
O Taser emite ondas T, que possuem forma de onda parecida com a cerebral e tem ação direta sobre o sistema nervoso sensorial e motor do oponente. Com isso, o sujeito fica paralisado.
O alcance dos dardos do Taser é de até 10,6 m. Para facilitar o histórico de seu uso, a arma possui uma memória digital interna onde ficam registrados a data e o horário dos disparos. O cartucho dos dardos contém cerca de 20 confetes identificadores com o mesmo número serial do cartucho. Os confetes, no momento da deflagração, são liberados na cena do disparo.
O fabricante produz também o Taser XREP (eXtended Range Electronic Projectile), projétil sem fio disparado de uma arma calibre 12. Tem efeito de incapacitação neuromuscular com duração de 20 segundos, com alcance de 23 metros. Possui seis eletrodos causadores de choque e circuito eletrônico interno pesando apenas 3,4 gramas, com bateria. Seu invólucro é transparente e sua aerodinâmica de voo é estável.
ELETROLASER : Outro exemplo de equipamento não-letal é o eletrolaser, desenvolvido para os militares dos EUA. Também é uma arma de eletrochoque mas emprega uma tecnologia mais avançada - e intrigante, tipo ficção científica. O equipamento emite um laser em determinada direção e a energia desse raio quebra os gases atmosféricos em íons, que são pequenas partículas carregadas. Só que isso gera um calor danado, fazendo com que o ar se transforme em plasma, o quarto estado da matéria ( pt.wikipedia.org/wiki/Plasma ).
Plasma é um bom condutor elétrico, pois possui baixa resistência. Ele acaba funcionando como se fosse um fio esticado ao longo do raio laser. Se a energia do laser se mantém, então o plasma permanece quente e o canal continua "aberto".
Aproveitando esse tubo de plasma, uma fração de segundo depois é emitida uma fagulha elétrica em uma das extremidades. Ela se propaga pelo canal e só não escapa para os lados graças às forças magnéticas geradas pelo fluxo de plasma. Essa fagulha se transforma num pulso elétrico quente o bastante para queimar o oponente, tirando-o de ação. No entanto, a potência da arma é regulável, ou seja, se aumentar a intensidade da fagulha ela pode matar. Complicado, mas bem interessante. Ou não?
A empresa americana HSV Technologies desenvolveu um dispositivo assim usando dois feixes de laser ultravioleta de modo a imobilizar seres vivos à distância após poucos milissegundos. A corrente elétrica transmitida por esses raios tem valor próximo ao dos impulsos neuroelétricos que controlam nossos músculos. Ela é imperceptível à pessoa-alvo porque é diferente dos impulsos neurais dela. Em resumo, não dói.
Mas a corrente gerada pela arma tem uma taxa de repetição suficientemente rápida para "tetanizar" o tecido muscular. Expliquemos: "tetanização" é o estímulo de fibras musculares usando uma frequência que faz com que contrações individuais se transformem numa contração sustentada. Em suma, o camarada fica durinho da silva. Não é difícil de entender, né?
A arma não causa dano à córnea, que absorve as radiações ultravioleta utilizadas - mas, logicamente, se os raios forem focados no olho da criatura durante vários minutos, é claro que vão machucar. De resto, a corrente transmitida é insuficiente para afetar os músculos do coração e do diafragma. Derruba mas não mata. Mas a firma adverte: não se deve apontar essa arma para uma nuvem tempestuosa, já que pode induzir a formação de um raio.
Há também uma variante desse implemento usando pulsos eletromagnéticos capazes de interromper o funcionamento de motores e máquinas que usem ignição elétrica. Esses dispositivos foram apresentados em 2002, quando ainda eram apenas protótipos, num artigo da revista "Time" intitulado "Beyond the Rubber Bullet" ("Além da bala de borracha"), que pode ser lido em inglês em tinyurl.com/time2002. A patente do dispositivo variante foi concedida em janeiro de 2009 ( tinyurl.com/pulsegen ).
A empresa Applied Energetics também desenvolve eletrolasers, mas para outra finalidade. Desde 2005 vem criando aparelhos de laser-plasma para neutralizar dispositivos explosivos improvisados. Envolvida num programa secreto de desenvolvimento bancado pela JIEDDO (Joint Improvised Explosive Devices Defeat Organization) e atendendo os fuzileiros dos EUA, a empresa mal abre o bico sobre seus produtos e, muitos menos, suas especificações.
LRAD : Outro tipo de armamento não-letal é o Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD - Long Range Acoustic Device), que emite uma onda sonora de alta energia. O som emitido tem 150dB (decibéis) mas consegue reter um nível de 100dB em distâncias de até 500 metros. Só para termos uma ideia, o limite de dor para o ser humano é de 130 dB, sendo 150 dB equivalente à pressão sonora do ruído de um avião a jato a 30 metros de distância.

O feixe sonoro do LRAD é concentrado num ângulo bem fechado, permitindo que a emissão seja mirada contra um alvo específico - o ouvido do mau elemento, claro, que vai ficar zureta.
O LRAD foi inventado pela American Technoloy Corporation também por encomenda das forças armadas dos EUA, depois que o navio USS Cole foi bombardeado por um bote suicida no Iêmen, em 12 de outubro de 2000. Além da função bélica, o LRAD também é usado para comunicações em áudio a grande distância e com alta nitidez sonora.
A equipe da SWAT da cidade de Santa Ana, na Califórnia, usou um LRAD para persuadir uma gangue a sair do esconderijo. Imaginava-se que eram apenas três suspeitos mas, depois apontar o LRAD, dez sujeitos que abandonaram a casa. Ou seja, o treco funciona que é uma beleza.
A polícia de Nova York usou o LRAD durante os protestos de 2004 durante a Convenção Nacional do Partido Republicano e em distúrbios em Times Square na virada do Ano Novo.
Um dos mais avançados modelos do LRAD, o 1000X, foi usado pela Marinha japonesa em abril de 2009 para evitar um ataque de piratas contra um petroleiro de Cingapura na costa da Somália. Respondendo a um SOS, o destróier japonês Sazanami usou o dispositivo para projetar uma advertência vocal em altíssimo volume em direção às lanchas dos piratas, afugentando-os.
DAZZLER : O Dazzler é uma arma que empresa um foco de luz de alta intensidade gerado por laser, para causar cegueira ou desorientação temporárias. Vem sendo usado pelos militares americanos no Iraque.
Outra arma parecida é o PHaSR (Personnel Halting and Stimulation Response), nome que lembra a pistola de raios do seriado Jornada nas Estrelas. Foi desenolvida pela ScorpWorks, uma unidade do laboratório de pesquisas da Força Aérea americana. É um rifle com design futurista que usa um sistema laser de duas cores e também ofusca a vítima.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
NIVELAMENTO OPERACIONAL 2010 1ª TURMA
GMs recem chegados no grupo tem que passar por um nivelamento operacional.Este nivelamento tem a duração de 50h de muita ralação. A recompensa e a almejada camisa preta, um dos símbolos do GAE.
Chuvas no Rio
Infelizmente forte chuva caiu em nossa cidade , causando grandes estragos e deixando uma grande quantidade de pessoas desabrigadas.Desde o primeiro dia o GAE atuou com suas patrulhas durante 24h durante todo o sinistro.
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