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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Guarda Municipal RJ, integrante do antigo Grupamento de Ações Especiais e agora GOE, Grupamento de Operações Especiais

quinta-feira, 15 de março de 2012

JOINT TASK FORCE TWO - JTF-2



DEUXIÈME FORCE OPÈRATIONNELE INTERARMÈES
  


DCDS logo.




Operadores da JTF-2 retiram prisioneiros da Al-Qaeda de um CH-53 americano no Afeganistão.
A imagem de operadores da JTF-2 retirando prisioneiros da Al-Qaeda de um helicóptero americano (USAF 695737) no Afeganistão correu o mundo. A imagem foi impressionante não porque eram vistos terroristas presos, mas porque esta foi a primeira foto "oficial" desta que é uma das mais secretas forças especiais do mundo em ação, no exterior. A Joint Task Force Two (JTF 2) é uma Força de Operações Especiais do Canadá que tem como missão primária a execução de operações antiterroristas a nível federal e estratégico.








 missão
Joint Task Force 2
A missão da JTF-2 é prover uma força capaz de fornecer auxilio armado em um incidente, que possa afetar interesses nacionais canadenses. O foco primário da JTF-2 é o contraterrorismo, entretanto, a unidade pode ser empregada em outras tarefas de valor estratégico, principalmente em apoio a ações da OTAN.

Histórico
Canadenses servirão com distinção em várias unidades especiais Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, britânicas e americanas. Podemos citar o o 1º Batalhão de Pára-quedistas canadense que fez parte da  6ª Divisão Aerotransportada britânica e o 2º Batalhão Aerotransportado canadense que depois se juntou a forças americanas e formou a lendária 1st Special Service Force, também conhecida como "The Devil's Brigade". Tanto o 1º quanto o 2º Batalhão de Pára-quedistas canadense tiveram participação ativa no teatro do norte da Europa, passando pela Normandia, Reno e Wismar. Muitos outros canadenses, individualmente, participaram das unidades de Commandos britânicas. Apesar das táticas, armas e tecnologia terem mudado, hoje os homens do JTF-2 perpetuam a tradição de valor das forças especiais canadenses.
A Joint Task Force Two (JTF-2) foi criada em 1º de abril de 1993, quando as Forças Armadas Canadenses aceitaram a responsabilidade de realizar operações antiterroristas a nível federal, que estavam até este momento sob a responsabilidade da Real Policia Montada Canadense, que deixou esta função quando a sua SERT (Special Emergency Response Team) foi extinta. A JTF-2 também desempenha a função de Força de Segurança VIP.
Desde sua criação a unidade procurou sempre se aperfeiçoar lançando mão de novas táticas, armas e tecnologia. Com os acontecimento de 11 de setembro de 2001, a JTF-2 se viu mais do que nunca necessária, como força altamente preparada, para defender os interesses canadenses contra o terrorismo internacional, que se apresenta como um inimigo ardiloso, determinado e sanguinário. Para se manter sempre apta a realizar missões de alto risco e importância a nível federal e estratégico a JTF-2 continuamente desenvolve novas capacidades, lançando mão de todo tipo de inovação na âmbito das operações especiais. 


Os membros da JTF-2 podem operar nos mais difíceis ambientes
Operações
O ano de 2001 foi um marco importante na história de JTF 2. A unidade foi enviada para fazer parte das forças de operações especiais que serviam a Coalizão antiterror que foi formada para combater a Al-Qaeda e o Taleban no Afeganistão. Esta foi a primeira vez, oficialmente, que a JTF-2 foi usada fora do Canadá. 
Os combates no Afeganistão foram muito duros e além de operar ao lado do SAS e SBS britânicos, do SASR Australiano e das US Special Forces (Delta, Boinas Verdes e Seals), o JTF-2 também operou ao lado das forças canadenses deslocadas para o Afeganistão. Neste país a JTF-2 participou da Task Force K-Bar, como parte de uma grande operação envolvendo 7 nações. A Task Force K-Bar realizou cerca de 42 missões de "ações diretas", reconhecimento e vigilância. Dentro de um período de seis meses  os operadores da JTF-2 participaram da eliminação de 115 membros do Taleban e da Al-Qaeda e da prisão de outros 107, entre eles muitos líderes rebeldes e terroristas.
Durante a operação Anaconda homens da JTF-2 se posicionaram nos cumes da montanhas para repassar inteligência para as tropas da Coalizão.
Acreditasse que a JTF-2 operou secretamente na Bósnia (levantando inteligência e designando alvos para aviões da OTAN), e se envolveram diretamente no conflito depois que 55 militares canadenses fora feitos reféns de forças sérvias no inverno de 1994. Os militares foram libertados antes da operação de resgate se concretizar, mas autoridades canadenses se negaram a confirmar que JTF-2 participou desta missão. 
Homens da JTF-2 também assessoraram o governo peruano durante o seqüestro da embaixada do Japão em 1996. Segundo informações, a idéia era usar um Airbus canadense para levar os terroristas para Cuba, só que no avião estaria uma equipe do JTF-2 escondida. Posteriormente o Exército peruano invadiu a embaixada, matou os terroristas e libertou os reféns. 
Operadores do JTF-2 proveram a segurança do general canadense Maurice Baril em 1996 durante a sua visita a Ruanda e Zaire. Acredita-se que comandos do JTF-2 também trabalharam ao lado do SAS, Delta Force e Seals em Kosovo, orientando os aviões da OTAN em seus ataques aéreos contra forças sérvias. 
Por estas e tantas outras atuações (secretas) a JTF-2 ganhou o respeito e a admiração de outras forças especiais, em especial britânicas e americanas. 
Um especialista militar disse o seguinte sobre os homens da JTF-2: "Os soldados da JTF2 não são treinados para tomar e segurar uma posição, o que eles fazem é se infiltrar em áreas perigosas atrás das linhas inimigas, procurar objetivos chave e os destruir. Eles não saem por ai para prender as pessoas. Eles não saem por ai para entregar pacotes de comida. Eles saem para matar objetivos". 
Organização, Seleção e Treinamento
Devido a natureza estratégica de suas missões a JTF-2 responde diretamente ao Chefe das Forças Armadas do Canadá. Desta forma esta força de elite pode ser rapidamente acionada em momentos críticos e também dá a JTF-2 acesso a inteligência estratégica, como também melhores recursos operacionais. A JTF-2 está baseada em Dwyer Hill Training Centre, próximo a Ottawa (mas talvez seja transferida para Petawawa).
Na base existe um local para treinamento CQB (close-quarter battle), um prédio para simular resgate, um ônibus, um DC-10, um ginásio e uma piscina olímpica. A JTF-2 tem um tenente-coronel como comandante. Os homens são organizados em pequenas equipes de 2 a 4 conhecidas como " bricks". Cada " brick" tem uma especialidade (comunicações, sniper, etc.). Uma tropa de 20-30 homens é comandado por um Capitão.
Qualquer membro da Forças Armadas Canadenses (Marinha, Exército ou Força Aérea) pode se apresentar como voluntário para servir na JTF-2. Porém é necessário que o candidato tenha servido no mínimo 2 anos em uma das armas. A JTF-2 também pode recrutar homens da Força Regular de Reserva. 
Depois de uma dura seleção (só um ou dois em cada dez passam), realizada no Dwyer Hill Training Centre em Ottawa, os candidatos são declarados pertencentes a JTF-2. Mas nos próximos anos cada novato passará por constantes treinamentos para que possa se equiparar com os veteranos em termos de conhecimentos teóricos e práticos. 
Somente de 200 a 250 homens fazem parte da JTF-2. Eles são altamente motivados, dedicados e maduros física  e  mentalmente. A JTF-2 tem alto padrões de profissionalismo, integridade, perfil psicológico, aptidão mental, física, disciplinar e de maturidade. Estes padrões são requeridos de todos os membros da unidade, e são testadas regularmente como parte integral da JTF-2. A média de idade de seus membros é de 28 anos.
Acredita-se que seu treinamento é baseado no modelo do SAS, apesar do intercâmbio com as forças especais dos EUA ser intenso. Por viverem e um país bilíngüe os operadores da JTF-2 são versados no inglês e francês. O pessoal da JTF-2 é altamente especializado em operações em ambiente ártico devido as condições climáticas do Canadá.  
O Canadá investe pesadamente nesta unidade. Em dezembro de 2001 foi aprovado um investimento de cerca de 120 milhões de dólares a serem gastos com a JTF-2 nos próximos seis anos, com o objetivo de expandir a capacidade da unidade.

quarta-feira, 14 de março de 2012

GRUPO DE FORÇAS ESPECIAIS - BÉLGICA


O Grupo de Forças Especiais, ou SFG (Special Forces Group) é uma unidade de forças especiais da componente terrestre das Forças Armadas belgas. Seu lema é  "FAR AHEAD".


História
É descendente direto da 1e Compagnie d'Equipes spéciales de reconnaissance (ESR) de 1961-1994, e depois do pelotão Long Range Recce Patrol (LRRP) de 1994 à 2000. Em março de 2000, é criada a Compagnie des Forces Spéciales no interior do 3ème Régiment de Lanciers Parachutistes baseado em Flawinne. Após a dissolução deste regimento a unidade tem a sua independência em 5 de Fevereiro de 2003 e foi renomeado Special Forces Group ligado a COMOPSLAND: o pessoal da componente terrestre ficou baseado em Evere, o restante da unidade em Flawinne. A unidade tem uma dotação de 115 militares e um total de 11 equipes de seis pessoas no teatro de operações.

Os tipos de missões solicitadas para esta unidade são:
- reconhecimento;
- captura e de criminosos de guerra;
- libertação de reféns;
- assistência militar e treinamento de tropas estrangeiras;
- formação de agentes de segurança empregados nas embaixadas da Bélgica. Esse agentes fazem parte do DAS (Détachement d 'Agents de Sécurité);
- Ação Direta (DA).
O SFG vai retomar as tradições do regimento de pára-quedas, devido à dissolução do batalhão de pára-quedistas e irá obter e manter a faixa que foi colocada sob sua custódia. A unidade terá como seu emblema a "espada alada" do glorioso SAS, que deu origem às Forças especiais belgas em 1942. Ele irá adicionar o lema "Who Dares Wins" para "FAR AHEAD".
Recrutamento
Todo militar belga após 4 anos de serviço pode oferecer-se para curso de formação de Operador das Forças Especiais. Após este curso o operador pode escolher entre três especialidades. Habilidade em saltos Haho/Halo habilidades, mergulhador de combate ou habilidade em operações em terrenos montanhosos. Além disso, todos os membros das equipes tem uma dessas: comunicações, explosões, armamentos, formação médica ou atirador de elite.
Os membros do SFG normalmente são selecionados a partir das unidades paracommando do Exército belga. Ultimamente, tem havido um problema no preenchimento de vagas neste grupo Exército. Por esta razão, civis também podem se inscrever para o curso. Alguns civis são treinados em outros cursos pela SFG.

Infiltração subaquática

Infiltração terrestre



Armas
MP5, 9mm Parabellum
FN P90, 5.7x28mm
Glock 17, 9mm Parabellum
FN F2000, 5.56x45mm NATO
FN Minimi, l5.56x45mm NATO
FN Scar-H, 7.62x51mm NATO
FN Five-seveN, 5.7x28mm
Rifle Accuracy International



Rifle Accuracy International

Infiltração aérea

segunda-feira, 12 de março de 2012

FRANCHI SPAS 12. O início de uma revolução em espingardas


DESCRIÇÃO
A arma de fogo que vou tratar nesse artigo é a primeira espingarda dimensionada para o mítico cartucho em calibre 12 que este blog apresentará entre outras do mesmo tipo. O motivo da minha escolha deste modelo para iniciar a primeira matéria sobre uma espingarda neste blog é devido a importância que o modelo teve quando foi lançada em dezembro de 1979 pela empresa Luigi Franchi, uma renomada empresa especializada em espingardas de caça e esportes, que resolveu lançar um modelo de espingarda projetado, especialmente para uso tático policial e de combate. Naquela época as espingardas usadas por forças policiais ou militares eram meras adaptações de armas de caça para serem usadas em situações onde as necessidades e características eram diferentes das que de se destinavam originalmente.
Acima: A Spas 12 representou um salto considerável na flexibilização do uso tático de espingardas em calibre 12.
O sistema de operação da Spas 12, seu grande diferencial, é seletivo, podendo operar por ação de bomba (pump action) como uma espingarda convencional, ou em regime de fogo semi-automático, dando muito maior agilidade e poder de fogo para os seus usuários.
Quando operada nesse sistema, o movimento do ferrolho se dá por ação de gases captados em um evento no meio do cano, como muitas armas semi-automáticas permitindo maior agilidade e poder de fogo para os seus usuários.
Com um carregador com capacidade para 8 cartuchos, a Spas 12 pode descarregar seu carregador em apenas 2 segundos por um atirador bem treinado, A confiabilidade do mecanismo é elevada, porém, por ser relativamente complexo, fez com que a Spas 12 fosse uma arma de alto custo e mais pesada que a média das espingardas similares. Mesmo assim muitas forças policiais e tropas de operações especiais usaram ou ainda usam este modelo.
O sistema pump (manual) é usado para munições de baixa potencia como os cartuchos não letais com projéteis de borracha, pois estas munições não produzem gases suficientes para manter a confiabilidade mecânica do funcionamento semi-automático da arma. A troca de sistema se dá por uma tecla montada na parte de baixo da telha.
Acima: As duas versões da Spas 12 lado a lado para uma comparação. O modelo de cima é o europeu, com capacidade maior de cartuchos e com o cano mais curto, enquanto que o exemplar de baixo é o norte americano, com um cano maior e com carregador de menor capacidade.
A configuração da Spas 12 pode ser com coronha fixa feita de polímero que possui um pistol grip integrado na mesma peça ou com uma coronha rebatível metálica que se dobra para cima e que tem uma peça em forma de “gancho” que serve para dar apoio ao braço do atirador em situação em que a arma esteja em posição deitada e que acabou sendo uma característica estética que marcou a Spas 12. A Franchi lançou duas espingardas baseadas na Spas 12, porém mais simples. Uma delas foi a LAW-12, exclusivamente semi-automática, e a SAS-12 que funciona, exclusivamente em pump action. A vantagem desses modelos está na maior simplicidade e conseqüentemente menor custo
Acima: A espingarda SAS-12 é uma das derivadas da Spas, porém com sistema de funcionamento exclusivamente em pump action.
Abaixo: Aqui podemos ver a outra espingarda derivada da Spas 12, a LAW-12 que funciona especificamente em semi-automático.
A Spas 12 é protagonista de muitos momentos do cinema. Filmes de grande sucesso como o “Exterminador do Futuro” (primeiro filme), Jurassic Park, tem a presença desta grande espingarda. O aspecto agressivo e “modernista” dela foi o motivo da escolha do pessoal responsável por esse tipo de coisa nos filmes.
A produção da Spas 12 foi finalizada em 2000, porém ainda pode-se ver muitas destas armas circulando nas mãos de homens da lei e de forças de operações especiais militares ao redor do mundo.
Acima: Uma cena do filme Jurassic Park onde a Spas 12 aparece. Muitos filmes de Hollywood tiveram essa grande espingarda nas mãos dos seus protagonistas.
FICHA TÉCNICA
Tipo: Espingarda de combate.
Miras: Alça e massa fixa.
Peso: 4,3 Kg (carregador vazio).
Sistema de operação: Aproveitamento de gases (semi auto) e pump action.
Calibre: 12.
Comprimento Total: 1,04 m.
Comprimento do Cano: 21 polegadas.
Capacidade: 8+1 tiros.


sábado, 10 de março de 2012

Agrupación de Fuerzas Especiales Antiterroristas Urbanas - AFEUR




A Colômbia tem um longo histórico de violência. As maiores ameaças são os grupos guerrilheiros e os narcotraficantes. Devido os constantes ataques de grupos de guerrilheiros cometidos em várias cidades, o Exército colombiano criou uma unidade especialmente treinada para lidar com esta ameaça. A unidade foi projetada para implementar e coordenar operações com outras unidades do Exército no combate ao terror. Apesar do longo conflito com a guerrilha há quase 40 anos, dois atos terroristas, em particular, influenciaram a criação da unidade, um deles foi a tomada da embaixada da República Dominicana em 1980 e o outro a invasão ao Palácio da Justiça em 1985.

Logo após a sua criação em 1985 a unidade começou a mostra sua eficiência, e por essa razão, a partir de 2003, o governo decidiu estabelecer unidades de operações antiterroristas em todas as grandes cidades colombianas, como Medellín, Cali, Bucaramanga e Barranquilla. Ao todo são cerca de 14 unidades, o numero de soldados em cada uma não é certo, mas algumas fontes dizem que são cerca de 30 homens. A cidade de Bogotá tem duas unidades, uma para a cidade e outra para o Palacio de Nariño, a sede da Presidência de Colômbia para trabalhos de segurança do Governo.

Todas estas pequenas unidades formam uma única entidade, operando sob o nome de AFEUR. Também foi criada uma unidade naval AFEUR dos Corpo de Fuzileiros Navais. Apesar de serem treinados pelo Exército, esta unidade naval é especializada em infiltração e combate subaquático, devido à sua natureza anfíbia. A sua missão é executar as mesmas ações que os seus homólogos terrestres e apoiar a nível de operações especiais as unidades convencionais quando estas operam em áreas suburbanas.

Operador do AFEUR com sua boina vermelha e insígnia. Ele usa o antigo padrão de camuflagem americano BDU. Em 2006 o Exército da Colombia adotou o padrão de camuflagem digital.

Operadores do AFEUR cm sua nova camuflagem digital de quatro cores conhecido por Padrão Patriot. Esse padrão foi desenvolvido conjuntamente pelo Exército dos EUA, o Exército da Colômbia e universidades colombianas.
Foram produzidos três esquemas de camuflagem: um
predominantemente verde floresta, uma versão deserto predominantemente marrom, e uma versão predominantemente branca para a neve.
Os militares desta foto estão armados com o fuzil-automático israelense IMI Tavor TAR-21.

Seleção
Membros de todos os ramos militares da Colômbia e da Polícia Nacional são elegíveis para participar do AFEUR. O candidato não pode ter nenhum antecedente criminal, e já deve ter algum treinamento especial anterior, como o curso de Lancero do Exército colombiano, ou outra formação no exterior.

A formação tem lugar na Escola de Comunicações do Exército colombiano, em Facatativá perto de Bogotá (que também serve como sede da unidade), e inclui operações aéreas, operações noturnas, e Close Quarters Combat - CQC. É dividido em duas fases: a primeira com foco no trabalho em equipe, enquanto o segundo concentra-se em habilidades especiais, tais como explosivos, treino paramédico, pontaria e tiro, entre outros.

O grupo principal
AFEUR também compartilha a formação com operadores de unidades de forças especiais de outros países - mais provavelmente com o EUA , devido ao acordo de cooperação militar estabelecida entre os dois governos, e talvez também com o Reino Unido (embora isto seja menos conhecido devido ao baixo perfil que os militares do Reino Unido gostam de manter em suas operações).

Treinamento
Desde do momento de sua criação, o AFEUR tem focado seus esforços na melhoria da capacidade operacional do seu pessoal, sabendo que esta meta só será alcançada com treinamento duro e constante, buscando determinar as capacidades e fraquezas do pessoal que integra esta unidade de elite.

Um militar que serve nesta unidade começa com um treinamento básico de seis semanas em todas as áreas de operações urbanas, como reação e tiro de precisão a uma distância curta de combate, com o fim de resgatar reféns ou seqüestrados, procurando eliminar qualquer baixa civil. Os homens devem ser habilitados a infiltrações rápidas com helicópteros, inclusive usando rapel.

Entre as diferentes especialidades que cada homem da unidade pode ter estão: atirador de elite, paramédico, comunicações e treinamento de combate aproximado e urbano.

Homens do AFEUR treinam a invasão de um prédio

Para facilitar o seu treinamento foi criada uma
cidade-fantasma chamada de
Lunyou Facatativá
.
De acordo com a missão que se têm em mente, se configura a cidade com terroristas, reféns, guerrilheiros, alvos militares, etc. Se gastar mais que dez horas por dia recriando situações hipotéticas. Em certo dia Lunyou é uma cidade tomada pelos guerrilheiros, e os militares precisam ir para as ruas e eliminá-los. Perto da cidade-fantasma tem um edifício de três andares, com paredes intercambiáveis onde os militares podem simular o resgate de reféns e competir contra o relógio e os terroristas de papelão pelo controle da construção. Deve-se dominar o prédio em dois minutos, e eles começam a avançar a partir cordas fixas em helicópteros ligeiros. Ao lado do edifício existe uma outra casa com marcas de tiros de verdade. Eles têm poucos segundos para entrar nos quartos e decidir em quem atirar. Esses homens também treinam o assalto contra aeronaves comerciais, trens e ônibus.

Eles têm a melhor tecnologia ao seu serviço. Cada homem carrega 50 milhões de dólares em equipamentos. Eles carregam armamento americano como os rifles Bushmaster M4 e pistolas com silenciador. além é claro de óculos balísticos ou de visão noturna, marcaras conta-gás, rádios táticos e coletes e capacetes balísticos.

Eles também estudam casos nacionais e internacionais que foram sucesso ou não como a tomada da embaixada da República Dominicana em 1980 na Colômbia ou a libertação dos 72 reféns no Peru em 1996, quando a residência do embaixador japonês em Lima foi invadida por guerrilheiros.

Além de treinar para libertar reféns, os militares do Agrupación de Fuerzas Especiales Antiterroristas Urbanas também treinam duro para realizarem operações de assalto em cidades e capturar os líderes guerrilheiros ou traficantes.

Organização
A organização básica de uma AFEUR é chamada de Equipe de Assalto e cada uma é composta por um oficial, um sargento e três Infantes. A denominação colombiana de cada um é asaltante e dentro de suas especialidade temos o encarregado de explosivos, um paramédico e um atirador de elite. Cada um dos homens procura desenvolver a sua especialidade e conhecer bem o seu papel no desenvolvimento de uma operação. 

Armas e equipamentos
Esta unidade está sob o comando direto do "Comando Geral das Forças Armadas" e está autorizada a usar qualquer transporte aéreo militar para garantir a sua mobilidade, além do uso de todos os tipos de armas ou equipamentos adicionais necessárias para realizar suas missões.

Entre as principais armas leves que os homens usam estão:
- IMI Tavor TAR-21
- Heckler & Koch MP5
- Remington 700
- Galil ACE

Operador do
Eficiência
A capacidade operacional desta unidade é o antiterrorismo, contraterrorismo, resgate de reféns ou seqüestrados, proteção de líderes (quando o Presidente da Colômbia vai para Cartagena a unidade é que assume a sua segurança), operações helitransportadas e de alta mobilidade noturna. Eles trabalham sob o nome de águias devido a grandeza e silêncio desta ave de rapina.

Premiações
A eficácia desta unidade conhecida pelo seu constante treinamento e pela eficácia com que realiza as suas operações. exposição de viver operações. O AFEUR
é considerada como uma unidade de primeira classe.

Como demonstração das suas qualidade o AFEUR
ganhou o concurso "Fuerzas Comando 2005" que teve lugar no Chile em junho de 2005 com duração de duas semanas. Este concurso anual é promovido pelo Comando Sul dos EUA e pelo Comando de Operações Especiais dos EUA com equipes similares da América Central, América do Sul e Caribe.

No ano seguinte, 2006, e pela segunda vez consecutiva, a equipe venceu o mesmo concurso, desta vez "Fuerzas Comando 2006" no Paraguai. A equipe, três operadores do Exército, dois da Força Aérea e dois da Marinha, apresentaram um desempenho similar em relação ao ano anterior, com cursos de sniping e equipe de trabalho como seus principais pontos fortes.

Novamente em 2007, eles superaram 18 delegações de outros para ganhar a competição pela terceira vez consecutiva. Desta vez "Fuerzas Comando 2007" em Honduras. Os sete representantes (dois do Exército, três da Força Aérea e dois da Marinha) impressionaram os juízes com a sua resistência e suas habilidades de tiro.

Mais uma em 2008, os colombianos ganharam a competição, que foi realizada em Camp Bullis, San Antonio, Texas, nos EUA.

Operações
A missões do AFEUR são secretas. Seus militares são proibidos de falarem sobre elas. O país nunca sabe onde esses militares estão ou o que fazem. Por isso é difícil relatar as suas ações. Apesar da maioria delas são serem divulgadas
os comandantes sabem que seus "golpes de mão" fazem a diferença na luta travada pelas Forças Armadas colombianas contra os guerrilheiros, terroristas e o crime organizado.

Eles proveram várias vezes a segurança para Presidentes dos EUA em visita a Colômbia: Na cidade de Cartagena - Bill Clinton em 2000 e George W. Bush em 2004. Em 2007 eles proveram a segurança para o Presidente Bush em sua visita a Bogotá. Os homens da AFEUR faziam o segundo anel de segurança, e os agentes americanos do Serviço Secreto montavam guarda no primeiro anel.


Planejamento de uma operação antiterrorista

AFEUR com óculos de visão noturna e um fuzil-automático israelense IMI Tavor TAR-21

quinta-feira, 8 de março de 2012

IMBEL IA-2. Um adeus ao velho FAL?


DESCRIÇÃO
O exército brasileiro usa como armamento padrão dos seus soldados o clássico (e antigo) fuzil FAL, adotado em 1964 e produzido localmente pela Imbel desde o começo da década de 70 do século passado. Já são quase 50 anos de uso desta arma e muitas coisas mudaram no campo de batalha neste grande intervalo. Uma das coisas que mudaram foi a adoção por grande parte dos exércitos ocidentais e muitos orientais de um cartucho menor e de menor potencia, mas que traz a possibilidade de maior quantidade de munição e um menor recuo. A migração do campo de batalha para o ambiente urbano diminuiu muito a distancia dos combates que antes eram de mais de 500 metros. Num ambiente urbano, os combates, dificilmente excedem os 300 metros de distancia.  Outra mudança importante é a modularidade dos novos fuzis que normalmente podem ter instalado, sem apoio de um armeiro técnico, acessórios como lanternas, apontadores laser e miras ópticas. O tamanho do fuzil diminuiu e o peso da arma também, o que acarretou em um maior conforto e mobilidade para o soldado poder atuar nos confinados ambientes que ocorrem nas cidades. O FAL é incompatível com esta nova situação por causa de seu tamanho que supera 1 metro e ainda o potente cartucho 7,62X51 mm permite o transporte de menos munição devido a suas dimensões e peso. Não pretendo entrar no érito sobre a munição ideal para fuzis, mas o calibre 7,62X51 mm contínua e continuará tenho uma importância muito grande nos conflitos atuais e futuro, e nosso exército se manteve atento a isso.
Acima: O velho fuzil FAL já chegou na sua hora de descansar depois de quase 50 anos em serviço nas mãos dos soldados brasileiros.

O exército brasileiro tentou modificar o FAL para o calibre 5,56X45 mm, criando o MD-2, mas o resultado foi uma arma pesada com um sistema de funcionamento inadequado para o pequeno calibre. Depois lançou um produto novo, o fuzil MD-97, já apresentado neste blog, e que para manter um custo mais baixo aproveitava alguns elementos do velho FAL. O MD-97 é usado por algumas tropas de brigadas de operações especiais do exercito, pela força de segurança nacional e muitas forças policiais em vários Estados brasileiros. Porém, o modelo não é uma unanimidade em termos de confiabilidade, sendo que o exército optou por pedir o desenvolvimento de um novo fuzil que tivesse dentro dos padrões encontrados nos mais recentes projetos nesse gênero de armamento.
Acima: O primeiro fuzil da Imbel em calibre 5,56X45 mm e com o novo sistema de ferrolho rotativo foi o MD-97L. O modelo, on entanto, apresentou algumas deficiências que fizeram o exército brasileiro solicitar um fuzil de novo projeto.

O novo projeto da Imbel para atender os requisitos do exército e das outras duas forças armadas brasileiras, batizado de IA-2, está sendo fabricado no calibre 5,56X45 mm e no calibre 7,62X51 mm, sendo que o carregador deste ultimo é o mesmo do FAL, uma positiva e desejável característica que facilita a logística. 
É interessante notar que as versões em calibres diferentes do IA-2 possuem mecanismos distintos sendo derivados dos modelos fabricados pela Imbel anteriormente. Assim sendo, o IA-2 em calibre 7,62X51 mm tem seu sistema e operação igual ao do FAL, ou seja, por sistema de ferrolho basculante, enquanto que o IA-2 em calibre 5,56X45 mm opera por sistema de ferrolho rotativo como no MD-97L.  Porém, alguns detalhes da mecânica foram alterados, como por exemplo, o extrator que teve seu desenho modificado para melhorar o processo de ejeção dos cartuchos deflagrados. O posicionamento do percussor foi modificado também. 

Acima: Nesta foto temos o primeiro protótipo do IA-2 em calibre 7,62X51 mm. A coronha montada neste modelo é a mesma do FAL e do MD-97, sendo que ela foi substituída nos protótipos posteriores.

No geral, pode-se dizer que a mecânica do IA-2 foi aperfeiçoada em relação aos seus antecessores, eliminando algumas características indesejáveis que ocorriam neles. Graças ao emprego pesado de polímero, o IA-2 acabou ficando com peso de 3,7 kg, bem mais leve que o FAL que pesa 4,5 kg (ambos desmuniciados).  A empunhadura possui um formato totalmente novo, rompendo com o desenho do FAL e MD-97L, sendo muito mais confortável, com uma melhor ergonomia. É interessante notar, porém, que mesmo tendo-se buscado solucionar fraquezas do projeto antigo, uma indesejável característica se manteve: A alavanca de manejo do ferrolho não é ambidestra. Ela fica montada no lado esquerdo do fuzil e não pode ser trocado de lado. 
Acima: Neste foto em detalhe pode-se observar o desenho da nova empunhadura e o botão do retem do carregador em uma posição nova que facilita o uso das duas mãos. Infelizmente a alavanca do manejo do ferrolho continua sendo exclusivamente do lado esquerdo, dificultando o uso por uma pessoa canhota.

O fuzil recebeu uma telha (ou guarda mão) em polímero de alto impacto que possui trilhos picatinny em todos os lados (como nos projetos mais modernos deste tipo de armamento), facilitando a instalação de acessórios. O IA-2 foi projetado de acordo com especificações do exército brasileiro, porém a Imbel tomou iniciativa de introduzir no projeto algumas características a mais visando tornar o armamento competitivo no mercado internacional. A coronha é um ponto que ainda não está claro qual será sua versão definitiva. Uma coronha bastante avançada foi apresentada em alguns protótipos iniciais e apresentava ajustes de comprimento e rebatimento, ao melhor estilo FN SCAR, porém tenho observado que os modelos em testes por algumas tropas do exército estão apresentando uma coronha mais simples, porém de desenho totalmente novo e que, quase certamente, será o modelo definitivo da coronha do IA-2.
Acima: O modelo IA-2 standard em calibre 5,56X45 mm apresenta a coronha avançada que menciono no texto. Esta peça foi descartada em favor de um modelo mais simples.

As 3 forças armadas brasileiras que hoje operam com velhos fuzis como o velho FAL (Exército e Marinha), o antigo HK-33 (Força Aérea), sendo que as tropas Para SAR usam o moderno e caro SIG 551, e os fuzileiros navais que usam o fuzil norte americano M-16A2 e a carabina M-4A1, que é a versão curta do M-16 deverão receber o IA-2 em substituição a estas armas.
Segundo uma interessante e esclarecedora entrevista com o General de divisão Aderico Mattioli onde ele deixa claro que o IA-2 será entregue a tropa e com a experiência desse lote inicial, serão aplicadas modificações para aprimoramento da arma de forma que ela se torne um fuzil equivalente aos melhores do mundo.

Acima:  1º Esquadrão de Cavalaria Pára-quedista recebeu recentemente fuzis IA-2 em calibre 5,56 mm para avaliação de campo em condições reais de emprego. O exemplar acima está equipado com um lançador de granadas M-203 de 40 mm.

FICHA TÉCNICA (IA-2 em calibre 5,56x 45mm)
Tipo: Fuzil automático.
Miras: Alça com regulagem lateral com2 posições (150 e 250 metros); Massa regulável verticalmente. Miras ópticas e reflex podem ser integradas facilmente devido ao trilho picatinny. 
Peso: 3.7 Kg (vazio). 
Sistema de operação: A gás com ferrolho rotativo. 
Calibre: 5,56 X 45 mm (223 Remington).
Comprimento Total: 99,3 cm com a coronha aberta, e 74 cm com a coronha rebatida.
Comprimento do Cano: 17,2 polegadas.
Velocidade na Boca do Cano: 900 m/seg.
cadencia de tiro: 750 tiros/min


Acima: Este IA-2 em 5,56X45 mm mostra alguns dos acessórios que podem ser facilmente instalados por conta dos trilhos picatinny.

Acima: Dois IA-2 expostos na LAAD-2011. Esses exemplares já estão com a configuração definitiva, incluindo a nova coronha.

Acima: Um IA-2 em calibre 7,62X51 mm sendo testado na fábrica de Itajubá, Onde a Imbel desenvolve e constrói seus fuzis.

Acima: Aqui podemos ver o exemplar definitivo do IA-2 em calibre 7,62X51 mm.





VÍDEO: TREINAMENTO MAGPUL COM CARABINAS

VAMOS PASSAR ESTE MANIFESTO A FRENTE!!!!! PROJECT DROP OF WATER +10

PROJECT DROP OF WATER +10 from Movimento Gota d' Agua on Vimeo.

terça-feira, 6 de março de 2012

ENTREVISTA COM UM GENERAL FUZILEIRO NAVAL DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA:

Independente de como você se sente a respeito das leis sobre desarmamento, você vai gostar muito dessa rápida entrevista!!!! Esta é uma das melhores respostas de todos os tempos. É uma parte de uma entrevista da Rádio Pública Nacional (NPR) cedida a uma radialista pelo General Reinwald, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (Marines), que estava prestes a receber uma tropa de escoteiros em visita à sua instalação militar.
ENTREVISTADORA: Gen. Reinwald, o que sua corporação irá ensinar a estes jovens meninos enquanto visitam sua base?
GEN. REINWALD: Nós vamos ensinar-lhes alpinismo, canoagem, arco-e-flecha e a atirar.
ENTREVISTADORA: Atirar! Isso me parece um tanto irresponsável, não é?
GEN. REINWALD: Eu não vejo porque; eles serão adequadamente supervisionados no estande de rifle.
ENTREVISTADORA: Você não admite que esta é uma atividade terrivelmente perigosa para ser ensinada a crianças?
GEN. REINWALD: Eu não vejo como. Nós daremos as aulas apropriadas de rifle antes mesmo que toquem uma arma de fogo.
ENTREVISTADORA: Mas você não estará capacitando-os para que se transformem em assassinos violentos?!
GEN. REINWALD: Bem, moça, você é plenamente equipada para ser uma prostituta, mas você não é uma, é?
Fez-se silêncio e a entrevista foi encerrada.

GWA AA-12. Um fuzil, uma metralhadora ou uma espingarda?

DESCRIÇÃO
Espingardas em calibre 12 tem um poder de impacto que já se tornou lendário. Até uma criança de 10 anos já ouviu falar sobre o estrago que um tiro de um cartucho calibre 12 pode causar. Mesmo com uma capacidade de munição que costuma ficar limitada a 7 ou 8 tiros, estas armas estão presentes no ambiente militar, policial e civil e são muito apreciadas.
Um engenheiro norte americano chamado Maxwell Atchisson, em 1972, teve a idéia de criar um novo tipo de espingarda nesse versátil calibre que permitisse juntar seu poder de impacto do cartucho calibre 12 com volume de fogo de um fuzil automático e criou a primeira espingarda automática (dispara rajadas) dimensionada para disparar este cartucho.

Acima: A AA-12 tem um desenho tipico de um fuzil, porém bem mais "encorpado". O seu mencaismo foi projetado para absorver boa parte do conhecido recuo deste potente cartucho.
O projeto inicial tinha um sistema de operação blowback com o curso do ferrolho aumentado além da necessidade para extração do cartucho para diminuir a cadencia de tiro, assim como o recuo. O ferrolho ficava aberto durante todo o processo de disparo.
Em 1980, o projeto, foi revisto e mudanças em seu sistema de funcionamento foram aplicados visando o uso mais seguro com munições mais potentes, típicas de uso militar. A partir daí o ferrolho passou a ficar fechado durante o disparo, só abrindo para ejetar o cartucho, sendo fechado posteriormente.

Acima: Nesta recente foto, pode-se ver os dois tipos de carregadores que a AA-12 pode usar, assim como este acabamento camuflado "pixel" padrão nas forças armadas norte americanas.
A AA-12 pode usar um carregador destacável em forma de caixa (como a de um fuzil) com 8 cartuchos ou um carregador tipo tambor com 20 ou 32 cartuchos como na submetralhadora Thompson 45, e a arma opera com um seletor de tiro que possui a posição “travado”; tiro intermitente (um tiro por vez) e automático (rajada). Nesse modo, a AA-12 dispara a uma cadência 360 tiros por minuto, o que acarreta em uma chuva de chumbo sobre o alvo, se for usado um cartucho com chumbos “Buck Shot” que lança cerca de 5 projéteis esféricos de 8,4 mm em cada disparo.
O uso de uma espingarda em calibre 12 que pode disparar em regime totalmente automático já traz, por si só, uma grande dor de cabeça para seu inimigo, agora imaginem que as novidades não acabam aqui. Na verdade, parte das novas possibilidades que a AA-12 traz é sua nova munição chamada de Frag 12 que consiste em um projétil com pequenas asas retrateis que se abrem ao sair do cano da AA-12 e que levam um projétil singular com carga explosiva fragmentada até o alvo. Ao tocar o alvo, este projétil explode lançando fragmentos de metal a distancias que podem chegar a 170 metros. Não é preciso ser um gênio para entender a implicação disto. A arma é extremamente letal, mesmo contra inimigos escondidos atrás de janelas.
Acima: Aqui podemos ver um projétil FRAG-12, explosivo usado na AA-12. Sem duvida uma minigranada altamente letal.
A AA-12 é uma espingarda com foco no uso em operações em lugares apertados como no interior de uma casa ou em uma densa floresta. Algumas tropas de operações especiais norte americanas já usam este armamento em suas missões.
O projeto original de Maxwell Atchisson influenciou outros engenheiros como John Trevor Jr que desenvolveu um projeto chamado USAS 12 que foi vendido para a empresa sul coreana Daewoo. A USAS-12 é bastante parecida com o AA-12 e a influencia no desenho é inegável. O desempenho é parecido também.
Acima: O famoso poder de fogo do cartucho 12 tem sua versatilidade ampliada nesta espingarda automática.

FICHA TÉCNICA
Tipo:
Espingarda automática de combate.
Miras: Alça e massa fixa (existe a possibilidade de uso de uma mira óptica com 2X de zoom)
Peso: 5,2 Kg (vazio), 7,3 kg (carregada com 32 cartuchos)Sistema de operação: Aproveitamento de gases blowback.Calibre: 12Comprimento Total: 0,99 m.Comprimento do Cano: 18 polegadas.Capacidade: Carregador de 8 cartuchos ou tambor de 20 ou 32 cartuchos
Acima: O modelo sul coreano USAS-12 tem semelhanças com a AA-12. Seu sistema de funcionamento foi, igualmente, influenciado pela AA-12.

segunda-feira, 5 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

Nova droga russa - Krokodil (IMAGENS FORTES)

A droga é uma alternativa barata à heroína. Porém, ela causa necrose no local onde é aplicada, expondo ossos e músculos.



Uma droga barata, que está sendo consumida por um número cada vez maior de pessoas e tem efeitos colaterais bizarros. Essa é a krokodil (que em russo significa crocodilo), uma alternativa ao uso da heroína que está fazendo vítimas por toda a Rússia.

O nome vem de uma das consequências mais comuns ao uso, a pele da pessoa passa a ter um tom esverdeado e cheia de escamas, como a de um crocodilo. Ela é a desomorfina, um opióide 8 a 10 vezes mais potente que a morfina. O problema maior nesta droga russa é a maneira como o produto é feito.


krokodil perna gangrenada
krokodil pernas e gangrenas

O krokodil é feito a partir da codeína, um analgésico opióide que pode ser comprado em qualquer farmácia russa sem receita médica, assim como acontece com analgésicos mais fracos no Brasil. A pessoa sintetiza a droga em uma cozinha usando produtos como gasolina, solvente, ácido hidroclorídrico, iodo e fósforo vermelho, que é obtido de caixas de fósforo comuns, além dos comprimidos de codeína.

Logicamente nenhum destes ingredientes é ideal e o produto final não é nem um pouco puro, mas o resultado para o usuário é satisfatório. A consequência de se colocar tantos produtos químicos na veia é a irritação da pele, que com pouco tempo passa a ter uma aparência escamosa. A área onde o krokodil é injetado começa a gangrenar, depois a pele começa a cair até expor os músculos e ossos.

krokodil braco aberto
krokodil osso exposto

Casos de viciados precisando de amputação ou da limpeza de grandes áreas apodrecidas em seus corpos são cada vez mais comuns em salas de emergência dos hospitais daquele país. A dificuldade em se combater o uso desta droga está na pouca ajuda que o governo dá a centros de reabilitação e na grande facilidade na produção, afinal basta uma cozinha e o conhecimento de como se “cozinhar” o produto. Largar o krokodil pode ser uma tarefa extremamente difícil. A desintoxicação é muito lenta e o usuário sente náuseas e dores por até um mês, sendo que conseguir uma nova dose é muito fácil. Sequelas físicas e mentais do uso contínuo do krokodil podem ficar para sempre.

krokodil osso do braco exposto

O krokodil pode acabar matando o usuário recorrente em mais ou menos 2 anos e são raros os casos de pessoas que se livraram do vício. A migração deles de uma droga para outra é explicada pelo valor da dose. Cada uso de heroína pode custar na Rússia 150 Dólares (270 Reais), já o krokodil custa em média 8 Dólares (aproximadamente 14 Reais). Um problema na alternativa mais barata é a duração dos efeitos, que são muito menores.

krokodil pernas feridas
krokodil dedos amputados

Enquanto os efeitos da heroína podem durar 8 horas, o krokodil dura com sorte 90 minutos. Como produzir a droga leva mais ou menos uma hora, a pessoa passa a viver apenas para produzir e injetar.

krokodil pernas costuradas

No Brasil, a codeína é vendida apenas com receita médica, mas na Rússia o produto é o analgésico mais popular do país. Usada por praticamente a metade da população, ela é responsável por cerca de 25% do lucro de algumas farmácias. Por este motivo a indústria farmacêutica e os empresários do ramo lutam para que o governo não torne a droga restrita à venda com prescrição.

krokodil pernas escurecidas
krokodil falecimento

Outros países onde a codeína é vendida sem receita são o Canadá, Israel, Austrália, França e Japão. Neles existe um grande risco do krokodil se tornar uma epidemia como a que atinge atualmente a Rússia. Abaixo você verá dois vídeos mostrando os resultados nefastos do uso desta droga.