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sábado, 23 de março de 2013

Após confusão em manifestação no Rio, GM diz que vai apurar imagens



Manifestantes protestavam no Centro contra desocupação de antigo museu.
'Agentes foram recebidos de forma extremamente hostil', diz GM.


Briga entre PMs e manifestantes (Foto: Priscilla Souza/ G1)
Em uma nota enviada à imprensa, a Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-Rio) disse vai apurar através de imagensas cenas de violência entre agentes e manifestantes no Centro do Rio, na tarde de sexta-feira (22). De acordo com a GM, os agentes "foram recebidos de forma extremamente hostil pelo grupo que protestava". Cerca de 150 militantes que são contra a desocupação do antigo Museu do Índio, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, foram para a porta da Assembléia Legislativa do Estado (Alerj) para continuar o protesto iniciado pela manhã na Radial Oeste.

A nota diz ainda que "uma guarda chegou a ser agredida por um dos participantes do movimento, que quebraram o para-brisa de uma viatura da GM-Rio". Os casos foram registrados na 1ª e na 5ª delegacias de polícia, como lesão corporal e dano ao patrimônio público, respectivamente.
 
A corporação afirmou que os manifestantes atiraram objetos contra os agentes, que tiveram um rádio de comunicação extraviado. "Mesmo diante de cenário desfavorável, a Guarda Municipal condena de forma veemente o uso da violência para conter a população. As imagens serão encaminhadas para a Corregedoria da Corporação, para que os agentes que possam ter cometido qualquer abuso sejam identificados e punidos", diz a nota.

Manifestação
Cerca de 150 estudantes e militantes que são contra a desocupação do antigo Museu do Índio, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, foram para a porta da Assembléia Legislativa do Estado (Alerj) na tarde de sexta-feira para continuar o protesto iniciado pela manhã na Radial Oeste. Pouco depois das 15h, eles fecharam a Avenida Presidente Antonio Carlos, causando retenção no tráfego, por cerca de 30 minutos. Segundo a PM, cinco manifestantes foram detidos e levados para a 5ª DP (Mem de Sá) e uma policial ficou levemente ferida.

Um táxi que passava pelo local também foi atingido por cocos. "Tinha acabado de deixar um passageiro e não tive nem como sair do meio do protesto. Quebraram o meu carro com um coco. Sou motorista auxiliar e vou ter que arcar com o prejuízo", disse chorando o taxista Marcelo de Souza.
Os estudantes jogaram cocos nos policiais que tentavam dispersar a manifestação. Um carro da PM foi depredado e teve o para-brisa quebrado. Para liberar a via, a PM usou spray de pimenta e só conseguiu dispersar os manifestantes pouco antes das 16h. Muitos policiais também usaram a força para conter a manifestação, o que causou revolta de estudantes e militantes.
PM usa força para conter manifestante  (Foto: Gabriel Barreira/G1)PM usa força para conter manifestante (Foto: Gabriel Barreira/G1)
Manifestante foi detido por guardas municipais (Foto: Gabriel Barreira / G1)Manifestante foi detido por guardas municipais (Foto: Gabriel Barreira / G1)
O único índio presente na manifestação era ASH. "Nós queremos que os direitos indígenas sejam respeitados. Para nos, é importante que o museu fique vivo e a Aldeia Maracanã deveria continuar. O governador nunca quis dialogar com a gente. Ele queria tirar a gente de lá e privatizar o espaço", disse.
Policiais do Batalhão de Choque entraram no antigo Museu do Índio por volta das 11h45 desta sexta. O clima ficou tenso, houve confronto, e os PMs utilizaram spray de pimenta e gás lacrimogêneo. Os policiais dispararam tiros de bala de borracha. Manifestantes revoltados, muitos com os rostos pintados, ocuparam as vias no entorno e bloquearam a Radial Oeste nos dois sentidos. Um dos manifestantes passou mal e foi socorrido pelo Samu.
Após a retomada do museu, PMs do 4º BPM (São Cristóvão) vão patrulhar o local até o começo das obras do Museu Olímpico.
A invasão aconteceu após término da negociação, que começou às 3h com a chegada do Choque. Pouco antes das 11h, a PM começou a desfazer o cerco, dando indício de que havia um acordo, mas o clima de tranquilidade durou pouco: às 11h30, um grupo ateou fogo em uma oca erguida no terreno e começou a fazer uma dança. Bombeiros foram acionados para apagar as chamas.
Protesto teve depredação de carro da PM e de um táxi (Foto: Priscilla Souza /  G1)Protesto teve depredação de carro da PM e de um táxi (Foto: Priscilla Souza / G1)
Pouco depois, o Choque se posicionou e invadiu o local. Segundo o coronel Frederico Caldas, a decisão de entrar no antigo museu ocorreu por causa do incêndio na oca. "A Polícia Militar agiu na legalidade para uma saída negociada até que eles resolveram por fogo, que já estava se alastrando pelas árvores", afirmou o oficial. Segundo o coronel, na operação havia 200 policiais do Bope. Ainda de acordo com Caldas, não foram índios que atearam fogo na oca, mas militantes.
Por volta das 12h20, as ruas ao redor do antigo Museu do Índio pareciam uma praça de guerra. Manifestantes com pedras, paus e faixas tentavam fechar algumas das vias.
A todo momento era possível ouvir disparos feitos por policiais do Batalhão de Choque. Manifestantes foram detidos.
A ação foi acompanhada pelo deputado Marcelo Freixo, que criticou a atuação da PM. "De repente você tem tiro para cima, spray de pimenta nos parlamentares, no promotor, no defensor público. Não é possível dizer que é necessário. Mesmo que alguns resistissem era possível que eles fossem retirados sem violência", declarou Freixo. "Nós vamos agir contra esse procedimento da polícia", afirmou.
O defensor público federal Daniel Macedo, que representa os índios, criticou a entrada da PM no antigo museu. Para Macedo, os policiais do Batalhão de Choque agiram de maneira truculenta. “Foi uma arbitrariedade. Não precisava disso, eles [os índios] já estavam prestes a sair. Apenas um pequeno grupo permanecia no prédio. Eles me pediram 10 minutos para fazer uma dança de despedida, quando os PMs entraram. Vou analisar imagens e talvez entre com uma representação pedindo a responsabilidade da polícia.”
O major da PM Ivan Blaz afirmou que se houve truculência durante a desocupação do antigo Museu do Índio, será averiguado. “Ainda estamos em ação. Tudo vai ser verificado e apurado no seu momento. Por enquanto ainda estamos em operação. Peço a compreensão de todos para que a gente possa liberar a via para que milhões de pessoas possam voltar às suas rotinas”, declarou.
Detidos e feridos
Entre os manifestantes havia estudantes, integrantes de grupos sociais e até ativistas do Femen. Uma delas, de seios de fora, foi detida pouco antes da invasão. Revoltada, ela gritava "assassinos".
Índios colocam fogo em oca que fica no terreno do antigo Museu do Índio. (Foto: Reprodução / TV Globo)Índios colocaram fogo em oca que fica no terreno do antigo Museu do Índio. (Foto: Reprodução / TV Globo)
Mais cedo, o advogado Arão da Providência, que diz ser irmão de um dos índios que vivem no prédio, pulou o muro para falar com os indígenas. Ele foi repreendido por policiais militares do Batalhão de Choque, contido com uso de força e levado para o camburão. A manifestante Mônica Bello também foi detida após discutir com os PMs.
O fotógrafo do jornal "O Globo" Pablo Jacob foi atingido na perna por granada de efeito moral.
Entenda o caso
A polêmica sobre o destino do espaço começou em outubro de 2012, quando o governo do estado anunciou mudanças no entorno do Maracanã, para que o estádio pudesse receber a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016.
Pelo projeto da Casa Civil, o Maracanã seria transferido para a iniciativa privada, que deveria construir um estacionamento, um centro comercial e áreas para saída do público. Para isso, alguns prédios ao redor do estádio deveriam ser demolidos, entre eles o casarão do antigo Museu do Índio, que funcionou no local de 1910 até 1978.
O edifício com área de cerca de 1600 m² está desativado há 34 anos. O grupo de indígenas que ocupa o prédio – e deu ao museu o nome de Aldeia Maracanã – está no local desde 2006.
Esse ano, no entanto, a 8ª Vara Federal Cível do Rio de Janeiro concedeu imissão de posse em favor do governo estadual. Os índios foram notificados em 15 de març
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