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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Guarda Municipal RJ, integrante do antigo Grupamento de Ações Especiais e agora GOE, Grupamento de Operações Especiais

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Grande operação militar irá monitorar fronteiras antes da Copa das Confederações

Militares das três Forças Armadas vão monitorar pontos críticos ao longo de toda a fronteira terrestre brasileira antes da realização da Copa das Confederações, que ocorrerá em junho de 2013.

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, que participou na manhã desta terça-feira, ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer,  do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, José Elito Carvalho Siqueira, de evento para divulgar balanço do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) do Governo Federal.

Segundo Amorim, a megaoperação militar – que representará a sétima edição da Operação Ágata, de combate a ilícitos na fronteira – deverá mobilizar, pelo menos, o dobro de efetivos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica que costumam participar dessas ações. Nas seis edições anteriores da Ágata, um total aproximado de 58 mil militares atuou nas fronteiras, uma média de quase 10 mil por operação. Como a ação é feita a partir de dados de inteligência, o período e os locais para onde serão enviadas as tropas ainda não podem ser divulgados.

"Será um pouco antes da Copa das Confederações, com uma antecedência que não interfira no fluxo de turistas que venham assistir ao torneio", disse o ministro da Defesa, para quem a ação militar tem objetivo essencialmente “dissuasório”. De acordo com Amorim, uma outra edição da Operação Ágata – a oitava – deve acontecer também ao longo do segundo semestre do ano que vem.

Plano Estratégico de Fronteiras

No evento de hoje, Amorim, Michel Temer e José Eduardo Cardozo apresentaram os principais resultados do PEF, lançado em 2011 para aumentar a presença do Estado brasileiro nas regiões de fronteira e combater crimes transnacionais na divisa com dez países sul-americanos.

Na ocasião, Temer afirmou que, desde o início das operações, foi possível descobrir as principais dificuldades de atuação nas áreas abrangidas e aprimorar as ações de inteligência e a integração entre militares das Forças Armadas e agentes dos órgãos de segurança pública. “Os números são impressionantes”, destacou, referindo-se aos resultados apresentados pela Operação Ágata, coordenada pelo Ministério da Defesa, e pela Operação Sentinela, coordenada pelo Ministério da Justiça.

Em 18 meses, o Ministério da Defesa (MD) realizou seis edições da Ágata perfazendo 24.782 quilômetros de fronteiras, superando o percurso fronteiriço do Brasil com os vizinhos da América do Sul. Ao todo, as operações geraram 319.635 vistorias de veículos, 222 inspeções de aviões, quatro pistas clandestinas de pouso destruídas, apreensão de 19.892 quilos de explosivos e 11.801 quilos de entorpecentes. Além disso, 5.681 embarcações foram vistoriadas e 498 delas foram apreendidas. Além das ações de caráter preventivo, militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica desenvolvem as chamadas ações cívico-sociais (Acisos) nas fronteiras. Por meio delas, populações carentes recebem atendimentos médicos e odontológicos e distribuição de medicamentos. A ação conta com apoio do Ministério da Saúde. Em um ano e meio, as Forças Armadas entregaram cerca de 200 mil remédios, realizaram 29.482 atendimentos médicos e 18.304 odontológicos e 9 mil vacinações.

Já a operação Sentinela, que envolve a atuação de agentes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública, entre outros, resultou em apreensões de diferentes espécies: 350 toneladas de drogas, 9.545 veículos, 2.235 armas de fogo, 280.785 munições, 16.222.9936 pacotes de cigarro, 1.898.637 fármacos e R$ 10.775.064 de dinheiro. A Sentinela gerou ainda a prisão de 20.737 pessoas em flagrante.

“O resultado tem sido positivo”, afirmou o ministro da Justiça, ao divulgar o balanço. José Eduardo Cardozo disse ainda que novas ações serão feitas, no âmbito de sua pasta, para complementar o trabalho produzido pela Operação Sentinela. Segundo ele, até 2004, a Justiça deverá investir R$ 53 milhões na construção de residências funcionais para policiais federais e policiais rodoviários federais que atuam nas fronteiras. Novas delegacias da Polícia Federal também estão em processo de construção nesses locais.

Participaram também do evento de hoje, realizado na Vice-Presidência da República, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, e o chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, brigadeiro Ricardo Machado Vieira.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Venceu Bope 'sem pedir para sair'


1  1ª mulher a comandar tropa de elite

 

Cynthiane teve cabelo raspado e ficou 5 meses na mata em curso do Bope. 
Oficial lidera o Batalhão de Choque da PM do DF e diz: 'ainda quero mais'.

Tenente-coronel Cynthiane Maria Santos comanda tropa de choque da PM no DF  (Foto: Vianey Bentes/ TV Globo)Tenente-coronel Cynthiane Maria Santos comanda tropa de choque da PM no DF (Foto: Vianey Bentes/ TV Globo)
Cynthiane raspou o cabelo e passou cinco meses com um grupo de homens na mata, enfrentando dificuldades impostas por um dos mais rigorosos cursos de ações táticas e operações especiais do país, que prepara policiais de tropas de elite para atuar em situações complexas como sequestros e distúrbios em presídios. No dia 19 de outubro, a hoje tenente-coronel Cynthiane Maria Santos, de 40 anos, foi nomeada pela Polícia Militar a primeira mulher a comandar uma tropa de elite no Brasil: o Batalhão de Choque do Distrito Federal.
No curso [do Bope], a pressão é tanta que você fica assexuado. Não tive nenhum problema"
Cynthiane Maria Santos, tenente-coronel da PM
cynthiane_policia_flores_300 (Foto: Brito/Agência Brasília)Oficial recebe buquê de flores da primeira-dama do
DF em solenidade (Foto: Brito/Agência Brasília)
Rastejar na lama, buscar criminosos na mata e suportar frio, longas caminhadas, noites sem dormir, racionamento de comida e horas seguidas de aulas de tiro garantiram a Cynthiane a farda com uma caveira, símbolo das melhores tropas de elite do mundo.
Ela é uma das poucas brasileiras a concluir um curso da elite da polícia. Formada em 1999 no treinamento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Distrito Federal, foi a única mulher em meio a 42 homens. Vinte abandonaram. Ela, não.

Ela garante que não teve qualquer regalia ou diferencial em relação aos demais colegas. Nos treinamentos na mata, tinha que procurar "uma moita" mais longe quando precisava ir ao banheiro. "No curso, a pressão é tanta que você fica assexuado. Não tive nenhum problema".
"Ainda há preconceito. Ouço comentários de que não acreditam que eu concluí o curso, que não sou capaz. Mas os homens me respeitam, nunca tive caso de insubordinação. Ainda quero mais. Todo mundo sabe que meu sonho é comandar o Batalhão de Operações Especiais", diz a tenente-coronel.
'Pede pra sair'
As dificuldades do curso fizeram Cynthiane pensar em desistir. "Eu falava 'vou pedir para ir embora, não aguento mais', e meus colegas do curso me incentivavam a fazer isso. Eles respondiam ‘pede, pede para sair mesmo, porque daí eu posso sair também’. Não desistiam porque eu ainda estava lá", relembra. "Mas daí eu pensava: daqui eu não saio, daqui ninguém me tira".

Além do Distrito Federal, nove estados possuem Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Em nenhum deles, no entanto, uma mulher completou o curso de formação. Em Roraima, uma sargento passou nos testes físicos e psicológicos, conseguiu ingressar no treinamento que dura 7 meses, mas foi cortada depois de 80 dias. Segundo o major Elias Santana, comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais de Roraima, ela não suportou as adversidades do curso.
Eu falava 'vou pedir para ir embora, não aguento mais', e meus colegas do curso me incentivavam a fazer isso. Eles respondiam ‘pede, pede para sair mesmo, porque daí eu posso sair também’.
Cynthiane Maria Santos
No Bope do Rio de Janeiro, famoso pelo filme "Tropa de Elite", nenhuma mulher foi formada desde que a unidade foi criada, em 1978. Em São Paulo, tanto as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) quanto o Comandos e Operações Especiais (COE), tropas usadas na repressão contra grupos armados em situações de alto risco, não permitem mulheres em seus grupos operacionais.
cynthiane_policia_bope_df_300 (Foto: Arquivo Pessoal)Cynthiane fez curso do Bope com 42 homens, teve
o cabelo raspado, enfrentou dificuldades, mas não
"pediu para sair" (Foto: Arquivo Pessoal)
Os cursos de Comandos, do Exército, de Para-Sar, da Aeronáutica e de Comandos Anfíbios, da Marinha, também não permitem o ingresso de mulheres. Os três grupos das Forças Armadas formam agentes extremamente especializados em ações contra-terrorismo, no resgate de reféns, em inteligência e ações diferenciadas em zonas de conflito.
"Este universo de tropas especiais é muito masculino. Eu já estou completamente integrada aqui no Distrito Federal, mas deve ter situações pelo país que mulheres ainda enfrentam muito preconceito", afirma Cynthiane.
A minha chegada ao comando mostra que uma mulher pode qualquer coisa, basta querer, ter preparo psicológico e persistência
Cynthiane Maria Santos
Depois de Cynthiane, nenhuma outra mulher fez um curso de operações especiais no Brasil. Onze anos antes dela, duas mulheres, também no Distrito Federal, fizeram um curso semelhante, mas ainda não existia Bope na região.
"A minha chegada ao comando mostra que uma mulher pode qualquer coisa, basta querer, ter preparo psicológico e persistência", completa a oficial, com unhas pintadas de vermelho e longos cabelos pretos presos em um rabo de cavalo.
"Vamos cortar o cabelo longo dela"
Cynthiane recorda que, no início do curso, ouviu uma conversa entre dois instrutores. "Vamos cortar o cabelo longo dela e fazer ela se desligar. Pegar ela pela vaidade", recorda. "Eu ouvi o comentário e cheguei ao quartel de cabelo curto, mas decidiram passar máquina zero. Meu filho tinha 3 anos e se assustou quando me viu. Eu brinco que carreguei cada um dos meus companheiros nas costas, porque tinha que mostrar que eu estava ali para sobreviver, para mostrar para eles que eu era capaz", diz a oficial.
"Acho que foi muito mais difícil para eles, homens, entenderem que eu estava passando por todas as etapas e conseguindo ir adiante, do que para mim. Quando decidi fazer o curso, pensei: eu só saio daqui se algo grave acontecer. Não vou desistir", afirma.
cynthiane_montagem (Foto: Arquivo Pessoal)Nos treinamentos do curso do Bope, Cynthiane não
teve regalias e realizou as mesmas tarefas que os
42 colegas homens (Foto: Arquivo Pessoal)
Treinamento diferenciado
O Bope do Rio de Janeiro, unidade reconhecida como uma das melhores do mundo em incursões em favelas, devido a operações diárias contra traficantes, tem algumas policiais mulheres que trabalham em áreas como medicina e comunicação social. No entanto, segundo o coronel Mário Sérgio Duarte, ex-comandante-geral da PM do Rio e que comandou o Bope, nenhuma delas fez o curso.

"Não há mulheres cursadas no Bope. Até há algumas do quadro de combatente, em outros setores. Tínhamos o projeto de adequar o curso para a presença de mulheres, com um teste de aptidão física (TAF) e treinamentos diferenciados, mas não acabou ocorrendo", diz Duarte.
Para mim, é um enorme desafio comandar o Choque por nenhuma outra mulher ter comandando uma tropa de elite no país. Mas não deixo a feminilidade de lado, por ser o que eu sou. Uso vestido, salto alto, maquiagem. Fora do quartel, eu sou a Cyntiane, não a comandante"
Cynthiane Maria Santos
Através da assessoria de imprensa, o Bope do Rio de Janeiro informou que não limita vagas pelo sexo e que tanto homens como mulheres podem se inscrever no curso. "As provas seletivas são as mesmas e não há previsão para modificação no edital, visando diferença em qualquer etapa do concurso".

Filha de militar do Exército, a tenente-coronel Cynthiane lembra que sempre teve o apoio da família na carreira, desde que ingressou na Academia da PM do Distrito Federal, em 1992. Nas ruas, ela trabalhou no policiamento de trânsito, na Guarda Presidencial e, por um ano, em missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Timor Leste.
"Quando me formei como PM, os tempos eram outros. As mulheres trabalhavam em grupos separados dos homens. Depois que fiz curso de pós-graduação, assumi a responsabilidade por áreas de ensino da polícia", relembra. "Resolvi conhecer um dos vários cursos realizados no Bope e o primeiro que fiz foi para me especializar na segurança de autoridades. Eu estava em ótima forma física e o comandante do Bope me convidou para ficar. Não tinha ideia do que me esperava".

No comando do Batalhão de Choque, que inclui pelotões que buscam conter assassinatos na região metropolitana do Distrito Federal, a oficial diz que a profissão lhe permite viver muitas emoções e "situações bem peculiares". "Quanto você está em uma troca de tiros, sua vida está em risco por milímetros. É uma situação em que você está muito exposto", diz.

Ela recomenda que mulheres tenham coragem para arriscar na carreira. "Para mim, é um enorme desafio comandar o Choque por nenhuma outra mulher ter comandando uma tropa de elite no país. Mas não deixo a feminilidade de lado, por ser o que eu sou. Uso vestido, salto alto, maquiagem. Fora do quartel, eu sou a Cyntiane, não a comandante."

Blindados - Características dos Veículos Urbanos


Com peso extra, carro altera comportamento e pede reeducação ao volante Ao receber a proteção, automóvel tende a inclinar mais em curvas; frenagem também é prejudicada

Com peso extra, carro altera comportamento e pede reeducação ao volante Ao receber a proteção, automóvel tende a inclinar mais em curvas; frenagem também é prejudicada

Ondas de violência como a que ocorre na região metropolitana de São Paulo movimentam o segmento de carros blindados, afirma Christian Conde, presidente da ABRABLIN (associação das blindadoras).

O setor prevê fechar o ano com recorde de aproximadamente 8.900 emplacamentos, cerca de 10% a mais que o registrado em 2011.

O aumento do poder aquisitivo e a queda de cerca de R$ 2.000 no valor médio da proteção balística nos últimos 12 meses também ajudaram a impulsionar as vendas.

Blindar um carro hoje custa, em média, R$ 46.650 (nível 3-A, o máximo permitido pelo Exército para carros de passeio e capaz de suportar tiros até de submetralhadoras Uzi).

"Muitos estão adquirindo o primeiro blindado. Para que o veículo ofereça real proteção, o motorista precisa se reeducar", afirma Conde.

A mudança começa pela postura ao volante. O peso extra da proteção (cerca de 200 kg), concentrado na parte superior do carro, tende a inclinar mais a carroceria nas curvas, aumentando o risco de perda de controle.

A carga adicional acelera o desgaste de peças, como as da suspensão, e prejudica ainda o poder de frenagem.

"O ideal é manter uma distância maior do carro da frente, até porque o condutor pode precisar de espaço para escapar de um ataque", recomenda Roberto Manzini, instrutor de pilotagem.

Parado, o veículo blindado se torna vulnerável por não suportar disparos em um mesmo ponto. É por isso que especialistas em segurança recomendam, por exemplo, que o motorista deixe a marcha a ré engatada enquanto espera o portão da garagem abrir eletronicamente, o que agilizaria uma possível fuga.

Há cursos que ensinam como guiar um blindado. Além de manobras de evasão, o condutor aprende a avaliar situações de risco e como se comportar em cada uma delas.

Um dos mais conhecidos é o módulo Protection, do BMW Driver Training, que dura um dia e custa R$ 2.700.

Utilitários esportivos são os mais blindados

FELIPE NÓBREGA DE SÃO PAULO
 O gerente de inovação Rudney Borges, 29, já decidiu. Irá trocar o seu utilitário blindado por outro, mais novo. "Esses carros são parrudos, espaçosos e versáteis", justifica.

Assim como Borges, milhares de consumidores estão preferindo blindar jipinhos. Com o fenômeno, os sedãs deixaram as primeiras posições no ranking do setor .

Porém, segundo engenheiros ouvidos pela Folha, os utilitários não são o tipo de veículo mais recomendado para receber proteção balística.

"Como o peso extra (cerca de 200 kg) se concentra na parte superior do carro, modelos altos como os SUVs tendem a inclinar mais em curvas, elevando o risco de perda de controle, principalmente mudanças repentinas de direção", diz João Franco, especialista em dinâmica veicular.

A sensação de instabilidade piora quando o carro tem teto panorâmico à prova de balas -os vidros são os principais responsáveis pelo sobrepeso em uma blindagem.

Para minimizar esse efeito, o melhor é optar por modelos com tração integral (AWD), que ajuda na estabilidade. Muitas blindadoras oferecem também kits de reforço para freios e amortecedores, já que a suspensão mais robusta dos utilitários é projetada apenas para suportar o porte avantajado do próprio carro.

A armadura interfere também na dinâmica de picapes e minivans, e a maior área de carroceria eleva os custos da proteção entre 8% e 15% em comparação aos sedãs médios, calcula Rafael Barbero, diretor da Avallon. A empresa cobra, em média, R$ 52 mil para blindar carros grandes.

Hatches e sedãs de boa potência (acima de 140 cv de potência) são menos suscetíveis aos efeitos da blindagem.

"Até o aumento do consumo de combustível acaba sendo menor [no máximo, 10%]", diz Ricardo Dilser, assessor técnico da Fiat.

USADOS

A sensação de insegurança no trânsito não assusta só os mais ricos.

"Muitos potenciais compradores de carros populares novos estão migrando para blindados usados", observa Eisi Uehara, consultor de vendas da Totality Inbra Blindados.

Por R$ 30 mil, é possível comprar, por exemplo, um Chevrolet Vectra ano 2006 à prova de balas.

Isso ocorre porque a depreciação de blindados usados costuma ser maior que a média do mercado.

O desgaste acelerado de vários componentes do carro -por conta do peso extra- e a necessidade de manutenções específicas (e caras), também assustam.

"Após 10 anos, a liquidez cai muito", diz Uehara.

Antes de fechar negócio, o consumidor deve buscar referências da empresa que blindou o veículo e exigir o certificado do Exército (obrigatório), que atesta o nível de proteção.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Acordos com GANGUES do Tráfico: Caminho para o Narcoestado



Artigo Exclusivo de André Luis Woloszyn sobre propostas lançadas para "acordos" com as gangues nacionais
O caso de El Salvador, onde foram feitos acordos, por intermédio da Igreja, entre os Maras, a maior organização criminosa da América Central com ramificações nos EUA, Canadá e Europa, e o governo salvadorenho, ocorreram em um contexto bem diferente daquele que nos encontramos no Brasil.

Esta é uma questão extremamente polêmica e vem ganhando adeptos em importantes  segmentos da sociedade brasileira. Recentemente, surgiu a indicação de que autoridades governamentais poderiam entrar em um acordo com o PCC, na busca de uma trégua  ou cessar fogo, com o objetivo de reduzir o alto número de homicídios no estado de São Paulo e por analogia, em outras cidades brasileiras que apresentem problemas semelhantes.

Para uns  absurdo,  para outros uma possível  solução, o  caso recorda uma recente entrevista, na Revista Veja,  com o consultor de segurança, Douglas Farah,  sobre  narcoestado, onde afirma que governos de países bolivarianos acabaram dando  proteção as atividades criminosas em troca de apoio político interno e externo. Na visão deste, tal iniciativa fortaleceu  as organizações que tiveram oportunidades para troca de experiências com facções e com governos de outros países ampliando a rede internacional e  acarretando a expansão do mercado doméstico de drogas com  grande impacto na criminalidade.

Embora tenha um objetivo nobre, esta polêmica parte de um ponto de vista baseado em exemplos que não se aplicam ao Brasil  por diversos  fatores legais e éticos. O primeiro ponto, é que um acordo de governo com uma  organização criminosa  seria  o reconhecimento de que  esta  se constitui  em um poder  paralelo ao do Estado, equivale a colocá-la na mesma esfera de importância que outros órgãos governamentais. Segundo, além do benefício da delação premiada, não existe previsão legal para tal iniciativa. Terceiro, sob que condições tais acordos ocorreriam, quais os interesses que estas organizações exigiriam que não beire a ilegalidade?  Quarto ponto, e talvez o  mais impactante,  seria admitir que os órgãos do aparelho estatal de segurança não possuem capacidade para tratar desta forma de macrocriminalidade.

O  caso  de  El Salvador, onde foram feitos acordos, por intermédio da  Igreja, entre  os Maras, a maior organização criminosa da América Central com ramificações nos EUA, Canadá e Europa,  e o governo salvadorenho, ocorreram em um contexto bem diferente daquele que nos  encontramos. O país, encontrava-se  em estado  de beligerância, a beira de mais uma guerra civil,  com altos índices de violência e criminalidade e  não havia  mais  controle  sobre as atividades delituosas, por parte do Estado. Nos EUA, existem  acordos legais, a chamada delação premiada, a exemplo do Brasil, onde são reduzidas as penas para quem contribua com  as  autoridades. Mas este benefício ocorre  apenas em  determinados delitos, não contemplando aqueles que atentem contra a segurança do estado, como o terrorismo, por exemplo. 

Se considerarmos a hipótese, como foi aventada, de que um acordo foi realizado em 2006, quando da primeira grande ofensiva do PCC, vemos claramente que a estratégia é falha  pois alguma das partes acabou não cumprindo o que foi acordado ou ainda, as exigências da facção aumentaram, acarretando a atual onda de violência com características de mecanismo de pressão. E o interessante é que diferentemente de episódios anteriores, o alvo atual não é a população de forma indiscriminada, mas o Estado, representado  na Polícia Militar.

Desta forma, acordos com estas organizações  poderiam resolver apenas problemas pontuais da segurança pública, como a queda no número de homicídios, mas por tempo determinado. E por um alto preço, pois além de reforçar a tese defendida por  muitos  intelectuais  de  que a “guerra contra as drogas é uma guerra perdida”,  pode ser  um  caminho sem volta  para  onarcoestado, a exemplo de alguns de nossos vizinhos
.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

GUARDA DO GOE SOCORRE VITIMA EM COPACABANA

Gás mortífero está em mísseis, bombas e granadas de canhão



Saddam Hussein produziu e inutilizou suas armas de destruição em massa no Iraque dos anos 80. O Irã pode montar seu arsenal do pavor quando quiser. A Coreia do Norte testou explosivos atômicos, mas não viabilizou uma bomba. Mas o risco iminente está na Síria, do instável Bashar Assad e seu formidável arsenal estratégico - granadas de artilharia, bombas aerotransportadas e, talvez, mísseis de médio alcance, municiados com cargas químicas. O regime sírio mantém um Comando Aeroestratégico criado por Hafez Assad, pai do atual presidente, que teria, prontas para uso, de 50 a 100 ogivas de 700 quilos de gases letais.

O veículo lançador é o Hwasong-6, uma versão modernizada pela Coreia do Norte do míssil Scud, produzido na União Soviética. A atual configuração tem sistema digital de navegação e alcance expandido, na faixa de 600 km. A unidade militar é definida por Assad como sendo "elemento de dissuasão" e foi organizada pelo general dissidente russo Anatoli V. Kuntsevich, um ex-assessor de Vladimir Putin para assuntos de armas químicas e biológicas. Ele responde desde 2002 a um processo por contrabando de 600 quilos do agente multiplicador do gás VX2, que atua sobre o sistema nervoso central. Kuntsevich é, ainda, o responsável pela instalação de um laboratório na periferia da cidade histórica de Alepo, próximo da fronteira com a Turquia, para a produção de Iperita, o gás mostarda que produz úlceras na mucosa respiratória provocando a morte por asfixia.

Em setembro de 2007, uma explosão acidental na fábrica matou 15 oficiais sírios e feriu 50 técnicos, entre os quais, iranianos e asilados iraquianos.

A transferência, pela Otan, dos antimísseis Patriot, anunciada pelo secretário da aliança atlântica, Andres Hasmussen, garante uma certa defesa. As três baterias sairão da Alemanha, Holanda e EUA. São do tipo PAC/3, preparadas para disparar até 16 interceptadores por vez contra alvos aéreos a 80 km de distância.

Combate à coca põe Brasil em situação delicada com vizinhos


Área com plantação de cocaína e laboratório improvisado são destruídos pela Polícia do Peru e Polícia Federal brasileira participou como observadora. -
Dois policiais brasileiros saltaram de um helicóptero na Amazônia peruana recentemente com um pelotão de agentes peruanos. Tiros ecoaram na floresta antes que o grupo capturasse e destruísse um laboratório secreto de cocaína.

Os brasileiros tinham a posição oficial de observadores desarmados na blitz conduzida em 19 de agosto pela polícia de elite antidrogas do Peru.

Mas ambos os brasileiros carregavam rifles de assalto e tiros foram disparados contra eles. O laboratório ficava no Peru, mas os policiais decolaram de um aeroporto no Brasil, num helicóptero abastecido com combustível brasileiro, para atingir um alvo identificado por um informante pago por brasileiros.

Seja na sua fronteira amazônica ou nas suas cidades, o Brasil está mergulhando mais fundo numa guerra contra as drogas, à medida que o uso crescente da cocaína faz do país o maior mercado consumidor depois dos Estados Unidos. O fato é surpreendente, considerando-se que os políticos brasileiros antes criticavam as estratégias antidrogas patrocinadas pelos EUA, dizendo que elas faziam mais mal do que bem.

Agora, o Brasil está adotando uma polêmica tática americana: atravessar fronteiras para combater a cocaína na fonte.

"O Brasil está ultrapassando um limite do qual ele nem chegava perto no passado", disse Douglas Farah, um consultor de segurança nacional que orienta o Departamento de Defesa dos EUA sobre América Latina e assuntos ligados a drogas.

A presidente Dilma Rousseff está enviando até 10.000 soldados de cada vez para os pontos mais notórios de contrabando de drogas. Ela decidiu há pouco tempo comprar 14 aeronaves não tripuladas israelenses para procurar por traficantes do céu. A Polícia Federal está aumentando em 30% seu número de agentes e equipando-os com 1.000 novos rifles de assalto, mais lanchas e aviões. Uma consequência parcial disso é que o número de pessoas presas no Brasil por crimes ligados a drogas dobrou desde 2006.

Os problemas do Brasil refletem a globalização do negócio da cocaína, já que o uso da droga nos EUA caiu 40% nos últimos dez anos. Os traficantes responderam explorando novos mercados na Europa e em países em desenvolvimento como Brasil, Argentina e África do Sul.

Em São Paulo, a violência ligada às drogas e a proliferação de mercados ao ar livre de crack, um derivado barato da cocaína, levaram os políticos a exigir medidas. Pelo menos 90 policiais militares no Estado já morreram este ano nas mãos dos traficantes de cocaína locais.

A propagação do uso da cocaína está atraindo mais países para o combate aos narcóticos, dizem autoridades americanas.

"Todos esses males vêm para o bem no aspecto da cooperação", disse William Brownfield, que, no seu papel de chefe do Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado dos EUA, é o embaixador americano na guerra às drogas. "Estou mais otimista sobre a iniciativa internacional agora do que em qualquer momento do passado, porque o tráfico de narcóticos se tornou tão globalizado que a maioria dos países vê a necessidade de cooperação."

O Brasil assinou acordos de cooperação policial com seus vizinhos para compartilhar informações, conduzir investigações conjuntas e financiar operações nos estrangeiro. Autoridades de alto escalão do Brasil enfatizaram que a polícia do país está proibida de cruzar a fronteira portando armas.

Fazer isso viola os acordos com os países vizinhos e poderia causar incidentes diplomáticos caso um brasileiro seja ferido fora do país, ou se envolva num tiroteio com mortes.

"A gente nao quer entrar em outros paises. Não pode entrar armado. Se aconteceu ali foi errado", disse Oslain Santana, diretor de combate ao crime organizado da Polícia Federal, acrescentando que a polícia peruana poderia prender os brasileiros nesse caso.

Mas alguns agentes dizem privadamente que policiais brasileiros armados às vezes de fato atravessam a fronteira, refletindo o espírito de "toda ajuda é pouca" do combate às drogas em regiões perigosas, onde os reforços estão distantes e as divisas entre países geralmente não são demarcadas.

Tal prática ficou visível em agosto, quando o Brasil se uniu ao Peru numa operação conjunta de três semanas para reprimir a crescente produção de cocaína no lado peruano do Rio Javari, que separa o país andino do Estado do Amazonas.

A polícia do Peru comandou as operações do lado peruano da fronteira. Mas havia pelo menos um policial federal brasileiro armado em cada uma das duas missões para destruir laboratórios de cocaína no Peru em agosto acompanhadas por um repóter do The Wall Street Journal.

Era fácil ver por quê. Os policiais brasileiros eram os que tinham grande conhecimento da floresta e que haviam culti-vado informantes que sabiam onde os laboratórios estavam. Os agentes peruanos tinham vindo de Lima.

O engajamento do Brasil além de suas fronteiras está longe de se comparar ao praticado pelos EUA, que durante anos gastou bilhões de dólares para operar bases antidrogas no Equador, Bolívia e Colômbia e empregou táticas polêmicas como ajudar os países a abater aviões suspeitos de transportar drogas.

Mesmo assim, críticos no Brasil temem que a guerra contra as drogas do país esteja entrando num terreno perigoso. A ideia de ter brasileiros armados em outros países poderia custar vidas e problemas diplomáticos numa região já apreensiva com o crescimento do Brasil, dizem esses críticos. Eles também receiam que a estratégia simplesmente não funcione.

"Isso não vai ter muito efeito, porque eles sempre podem fazer mais laboratórios", disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tem defendido a descriminalização das drogas.

O Peru também está mudando para um combate mais ativo contra drogas ilegais. Na sua campanha eleitoral, o presidente Ollanta Humala se distanciou da proibição apoiada pelos EUA e até mesmo sugeriu que iria interromper a erradicação de coca financiada pelos EUA.

Mas, uma vez na presidência, ele tem agido de forma diferente. Ele passou a recear que o aumento na produção da cocaína - em parte para atender a demanda no Brasil - poderia ameaçar a estabilidade ao financiar o terrorismo. Hoje os EUA veem em Humala um melhor aliado contra as drogas que seus predecessores, dizem analistas políticos americanos.

Durante a operação conjunta de agosto entre Brasil e Peru, os dois lados estabeleceram a sua base no aeroporto policial da vizinha Tabatinga, AM. Um helicóptero militar peruano pousou lá com um grupo de policiais.

"Precisamos impedir que a Amazônia vire outra grande zona de cocaína", disse o Coronel Cesar Arévalo, comandante da força peruana na operação.

Dois observadores da DEA, a agência americana de combate às drogas, chegaram para os últimos dias da operação. Eles passaram a maior parte do seu primeiro dia lá checando seus BlackBerries num centro de comando da polícia brasileira, enquanto brasileiros e peruanos saíam para as batidas antidroga. Praticamente nada da cocaína produzida aqui vai para os EUA, mas sim para o Brasil, e então isso vira um problema do país, diz a polícia brasileira.

Um voo de reconhecimento com a PF mostrou o tamanho do problema. Plantações de coca, a matéria-prima da cocaína, do tamanho de campos de futebol, surgem ao longo do Javari. Dados da ONU indicam que a Amazônia peruana é a região produtora de cocaína que mais cresce no mundo.

O Brasil e o Peru estão lidando com o problema com um orçamento limitado. Ao contrário da Colômbia, que tem frotas de helicópteros Blackhawk fornecidos pelos EUA, a polícia aqui viaja para as missões em helicópteros de transporte russos de 20 anos, grandes demais para aterrissagens precisas na floresta.

O trabalho pode ser fatal. Em 2010, dois agentes da PF brasileira foram mortos por homens com armas automáticas enquanto revistavam uma canoa em busca de cocaína, no lado brasileiro da fronteira. As fotos deles estão penduradas na porta da sede da polícia na região. Na foto de um dos policiais assassinados, Mauro Lobo, alguém escreveu: "Vá em frente. Eu estou com você".

As mortes dos policiais fortaleceu a determinação da PF. Os brasileiros trabalharam com a polícia peruana para capturar a maioria dos membros da quadrilha de traficantes supostamente por trás dos assassinatos. Os laços criados durante essas prisões ajudaram a tornar possíveis operações maiores de combate às drogas.

Antes de uma busca, Mauro Spósito emprestou a Arévalo, o coronel peruano, sua arma pessoal, um rifle semiautomático, mais adequado do que os automáticos porque ajuda a economizar munição "quando a adrenalina sobe", explicou Spósito.

A polícia peruana comandou todas as missões do seu lado da fronteira. Os brasileiros entraram com a maior parte da logística, inclusive o combustível.

Num complexo de cocaína capturado em 17 de agosto, um cientista da polícia brasileira ouviu seu colega peruano descrever os processos químicos que estavam ocorrendo num tanque do tamanho de uma jacuzzi cheio de folhas de coca picadas mergulhadas em gasolina. Um suco de gasolina e coca fluía por tubos de PVC e enchia latões de 200 litros, um passo crítico no preparo da cocaína.

Os investigadores acharam pistas sobre a indústria local da cocaína. Os operários usaram fita adesiva para prender lanternas ao redor de uma estrutura de madeira, indicando que eles trabalhavam em turnos noturnos para dar conta da demanda. Longas varas de madeira com pontas afiadas para pegar peixes nos riachos mostravam que os operários eram de famílias indígenas locais. Eles moravam numa cabana de palha sobre estacas. Dentro dela havia alguns brinquedos de criança.

A polícia suspeita que o laboratório pertencia a um brasileiro que agia com um químico colombiano.

"Esta é a nova realidade: os brasileiros têm o dinheiro, os colombianos têm o know-how, e os peruanos são os pobres coitados que fazem o trabalho", disse um agente do serviço de informação do Peru que participou da ação.

Pouco depois, um especialista em demolição peruano, baleado três vezes nos seus 12 anos de serviço, enrolou tambores de gasolina num cordão detonante cor-de-rosa e prometeu mandar o laboratório pelos ares "que nem Hiroshima".

Ambas as equipes estavam em ação de novo na manhã de 19 de agosto, quando um informante disse que um laboratório ligado à quadrilha responsável pelos assassinatos de 2010 estava funcionando no lado peruano do Javari.

Spósito, um comandante da PF brasileira, entrou com as coordenadas do GPS no Google Earth do seu laptop e começou a discutir a logística com Arévalo. Um esquadrão da polícia peruana em camuflagem encheu duas picapes que saíram em disparada na direção do helicóptero.

Nos veículos também estavam dois observadores da polícia brasileira, que carregavam armas automáticas. Desde que seus colegas foram mortos, a polícia federal brasileira jurou nunca ser surpreendida desarmada de novo. Todo mundo esperava um tiroteio, e os homens a bordo pareciam imersos em seus pensamentos.

O volumoso helicóptero ganhou altura e dali a pouco já havia cruzado o rio Javari e entrado no Peru. O informante, um morador da área com o rosto oculto por um capuz, ajudou a guiar os pilotos. Não acostumado a andar de heli-cóptero, ele ficou desorientado com a vista do alto.

De repente, eles avistaram o alvo, e em segundos um oficial peruano estava gritando para que seus homens pulassem do helicóptero e procurassem proteção na plantação de coca que os rotores da aeronave fustigavam.

A polícia informou que eles foram recebidos com uma saraivada de tiros. Um agente brasileiro presumiu que os traficantes, em número inferior, abriram fogo antes de escapar porque matar um policial fortaleceria a reputação da quadrilha.

No fim do dia, os traficantes haviam fugido e o laboratório, sido destruído. (WSJ)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Drogas e explosivos em 8 segundos


Aeroportos de Confins e da Pampulha e outros 13 terminais do país receberão reforço de equipamentos que detectam substâncias ilícitas quase instantaneamente, a partir da Copa das Confederações, em 2013

A utilização de detectores de materiais explosivos e de drogas (sigla em inglês, ETD) é uma das ferramentas mais eficazes no combate ao tráfico de drogas e ao terrorismo nos EUA. 
Serão instalados três equipamentos no aeroporto internacional e dois no regional até o fim do primeiro semestre de 2013, semelhantes aos usados na Europa e nos EUA, para a inspeção de passageiros e bagagens. Ao todo a Infraero comprou 50 unidades do Explosive Trace Detector, para 15 terminais do país, ao custo de R$ 7,15 milhões, visando ao aumento da segurança na Copa das Confederações, no ano que vem, e na Copa do Mundo de 2014. As máquinas apontarão resíduos das substâncias ilegais em apenas 8 segundos e com 98% de confiabilidade.
 
Junia Oliveira*

Cerco ao tráfico de drogas e a explosivos nas principais portas de conexão de Minas Gerais com o mundo. O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH, e o da Pampulha, na capital, receberão, até o fim do primeiro semestre de 2013, cinco detectores de material explosivo e de drogas (EDT, do inglês Explosive Trace Detector). O equipamento, usado na maioria dos aeroportos da Europa e dos EUA, será instalado nos setores de inspeção de passageiros e de bagagens e apresenta a análise em oito segundos.

Ao todo, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) comprou 50 unidades, que serão distribuídas em 15 terminais do país.

O investimento, de R$ 7,15 milhões, vai aumentar a segurança nos terminais de todas as cidades onde haverá jogos da Copa das Confederações, no ano que vem, e da Copa do Mundo, em 2014. Além de Confins e Pampulha, serão beneficiados os aeroportos de Fortaleza, Salvador, Recife, Natal, Curitiba, Porto Alegre, Manaus, Cuiabá e Congonhas (SP) e o Santos Dumont (RJ). Fora do circuito dos eventos esportivos, receberão também detectores os aeroportos de Belém, Florianópolis e Foz do Iguaçu (PR). Cada equipamento custa R$ 143 mil. Somente em Confins, a Polícia Federal apreendeu, em 2011, 25.030 comprimidos de ecstasy e pontos de LSD e quase 6 toneladas de outras drogas. Este ano, foram 60 comprimidos e 120 quilos respectivamente.

As máquinas, que podem ser portáteis ou implantadas em plataforma fixa, estão em fase de testes, previstos para serem concluídos em três semanas. A previsão de assinatura do contrato para selar a compra com a Proscan Comércio e Serviço Ltda, vencedora da licitação, é o início de 2013. De acordo com a Infraero, a assinatura está condicionada à aprovação dos equipamentos e, depois dessa fase, a empresa terá 120 dias para fornecê-los. Em Minas, serão enviadas três unidades para Confins e duas para a Pampulha. O aeroporto internacional mais que dobrará sua capacidade de detectar materiais perigosos, já que hoje opera com dois aparelhos. Outro setor que já usa essas máquinas – portáteis – são os Correios, para verificar o conteúdo de correspondências.

Segundo o gerente da área de vendas da Safran Morpho (grupo francês responsável pela tecnologia e parceiro da empresa vencedora da licitação), Antoine Balusseau, o equipamento tem capacidade para detectar materiais explosivos, como TNT, drogas, como cocaína e heroína, e líquidos ou pós desconhecidos. O teste de explosivos é feito em uma amostra de pano composto de fibra de vidro e teflon.

"Diante de qualquer suspeita, a autoridade local fixa um pedaço do material na mala ou em partes do corpo do passageiro com a maior probabilidade de ter tido contato com drogas ou explosivos, como mãos e braços", explica Balusseau. "Em seguida, essa amostra é posta na máquina, que vai indicar se há algum tipo de contaminação ou resíduos e quais são eles", completa. O tempo de análise é de apenas oito segundos. De acordo com o gerente, a chance de alarme falso é de apenas 2%.

A tecnologia ITMS denominada Traço de detecção, é um espectrômetro à base de íons que captura e analisa gases e partículas microscópicas emitidos por substâncias orgânicas. Os resultados são coletados em superfícies secas ou gasosas. A sensibilidade é tanta que ele pode detectar até mesmo quantidades quase insignificantes de substâncias ilegais. Os instrumentos têm ainda uma constituição que permite reduzir a interferência de substâncias não alvo, garantindo uma operação mesmo em ambientes não muito limpos, pois exclui a poeira e a sujeira.

Os equipamentos serão operados por funcionários da Infraero e das companhias aéreas, sob coordenação e inspeção da Polícia Federal. A Infraero informou, por meio da assessoria de imprensa, que só comentará o assunto depois da fase de testes.

BIOMETRIA O grupo Safran, especializado em sistemas de defesa e segurança, sistemas biométricos, identificação e documentos on-line, está de olho em outros mercados no Brasil. Um deles é o banco de identificação por meio de impressões digitais em Minas Gerais. O outro é o controle biométrico e passaportes. A tecnologia implantada em aeroportos da Europa dispensa o controle feito pelos agentes aos passageiros que são originários do país.

O viajante põe o passaporte numa máquina e passa direto pelo portão de acesso. O que para o passageiro é uma forma bem mais simples, envolve, na verdade, uma tecnologia complexa. No computador dos agentes que permanecem nos guichês, ocorre uma comparação da foto do passaporte e da imagem capturada por microcâmeras instaladas no local, além de outras informações. Diante de qualquer divergência, a porta não abre e o passageiro deve se apresentar, imediatamente, às autoridades da imigração.

A Polícia Federal de Minas informou que o passaporte brasileiro já é considerado um dos mais seguros do mundo e conta com informações biométricas e biográficas do titular, de acordo com padrões da Organização da aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês). O modelo está consolidado desde 2007. Mas, nos bastidores em Paris, as conversas com o governo brasileiro para adotar o sistema estão adiantadas.

Outro braço a ser desenvolvido por empresas de tecnologia de documentos é a carteira de identidade com chip, o RIC, que deverá contar com vários fornecedores. Os novos cartões estavam previstos para chegar às mãos dos brasileiros no fim do ano passado. O Ministério da Justiça informou que o processo está parado.
 (Estado de Minas - MG)

*A repórter viajou a convite do governo francês

BRACOLPER - Exército usa embarcações Guardian 25



Embarcação Tática de Grupo (Guardian 25) adquiridas pelo Exército Brasileiro em Operação nos rios da Amazônia 
O Comando da 16ª Brigada de Infantaria de Selva vem a público informar sobre o emprego das Embarcações GUARDIAN na OPERAÇÃO BRACOLPER, que iniciou-se no dia 23 de novembro, na região da tríplice fronteira entre BRASIL, COLÔMBIA E PERU.

A 16ª Brigada de Infantaria de Selva emprega as Embarcações GUARDIAN 25 na OPERAÇÃO BRACOLPER. Pela primeira vez, após a realização da experimentação doutrinária, o Comando Militar da Amazônia (CMA) disponibiliza as Embarcações GUARDIAN para serem empregadas em operações na região Amazônica.

As GUARDIAN 25 são embarcações táticas com vocação para emprego em ações de interceptação. Dotadas de dois motores Mercury de 200 Hp, podem atingir a velocidade de até 78 km/h, com autonomia de 4 horas de navegação. Além disso, possuem 02 reparos para metralhadoras 7,62mm e 01 reparo para metralhadora .50, podendo transportar até 12 militares.

Na OPERAÇÃO BRACOLPER, as GUARDIAN estão incrementando a capacidade de interceptação do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva (CFSol/8º BIS) nos Postos de Bloqueio e Controle Fluviais (PBCFlu), contribuindo sobremaneira na segurança da Tríplice Fronteira.

A Operação BRACOLPER é uma operação combinada entre BRASIL, COLÔMBIA e PERU, onde cada país atua em sua área de responsabilidade, mas de forma coordenada, para combater os crimes transfronteriços e ambientais nos três países.
A GUARDIAN 25 – Macroprojeto de Embarcações
O Departamento de Engenharia e Construção, Gestor do Material Classe VI, atualmente, por intermédio de sua Assessoria 4, gerencia o Macroprojeto Embarcações.

Esse projeto objetiva modernizar os meios fluviais e estruturar o Sistema de Embarcações Fluviais do Exército Brasileiro, restabelecer a operacionalidade da tropa em Operações Fluviais e estabelecer a capacidade de atuar na defesa do território brasileiro em ambiente fluvial, principalmente nas regiões de fronteira. Para tanto, o DEC adquiriu 4 embarcações táticas GUARDIAN 25, que foram recebidas em Manaus no mês de agosto de 2011.

A GUARDIAN 25 é fabricada nos Estados Unidos da América pela Empresa BRUNSWICK COMMERCIAL GOVERNMENT PRODUCT, INC, com sede na cidade de EDGEWATER, FLÓRIDA, (EUA), e tem a capacidade de transportar 12 militares armados e equipados. Sua estrutura de combate permite, ainda, a instalação de 3 Metralhadoras MAG 7,62 mm e 1 Metralhadora .50 ou Lançador de Granadas 40 mm. A motorização dessa embarcação é feita por dois motores de popa da Marca e Modelo MERCURY OPTIMAX de 200 HP.

As embarcações GUARDIAN 25 foram distribuídas no Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA), onde realizarão a experimentação doutrinária, 1ª Fase do Macroprojeto Embarcações, e a habilitação de pilotos e mecânicos.


Na oportunidade, foi realizada uma demonstração empregando as Embarcações Táticas de Grupo (Guardian 25), recentemente adquiridas pelo Exército, em uma situação simulada de bloqueio fluvial. Ao final da demonstração, a comitiva percorreu uma exposição que continha todas as embarcações empregadas no evento.

"CECMA: tingindo de verde oliva os rios da amazônia. Selva!"

domingo, 25 de novembro de 2012

Operação Tucuruí


23ª Bda Inf Sl - Exercício de Adestramento Avançado em Operações de Defesa Externa - Operação Tucuruí
Instrução de Tiro de Fração Nível Grupo de Combate - Foto 23ª Bda Inf Sl








O Exército Brasileiro, por meio da 23ª Brigada de Infantaria de Selva (23ª Bda Inf Sl), sediada em Marabá-PA,  e subordinada à 8ª Divisão do Exército e ao Comando Militar da Amazônia (CMA), realizou no período de 04 a 11 de novembro Exercício de Adestramento Avançado em Operações de Defesa Externa - Operação Tucuruí.  A chamada “BRIGADA MARECHAL SOARES DE ANDREA", é pioneira entre as Brigadas de Selva do Exército Brasileiro, foi criada em 1976.


A manobra militar compreendeu a área de hidrelétrica de Tucuruí e os municípios do seu entorno:  Marabá, Itupiranga, Novo Repartimento e Tucuruí . Teve por objetivo preparar e treinar a tropa do Exército para defender a infraestrutura crítica dentro do conceito do Programa Proteger.

Na Operação Tucuruí foram  realizadas  várias Ação Cívico Social (ACISO),incluindo  apoio médico-odontológico às comunidades dos municípios envolvidos.

A  23ª Bda Inf Sl
 
Foram mobilizados na Operação Tucurui cerca de 1.000 militares, 60 viaturas, blindados e embarcações militares. Mobilizando  todas as unidades que compõem a 23ª Bda Inf Sl:
 
- 50º Batalhão de Infantaria de Selva (50º BIS) - Imperatriz  - Maranhão ( inclui parte do estado de Tocantins)
- 51º Batalhão de Infantaria de Selva (51º BIS) – Altamira – Pará;
- 52º Batalhão de Infantaria de Selva (52º BIS )  -  Marabá – Pará;
- 53º Batalhão de Infantaria de Selva (53º BIS) - Itaituba – Pará;
- 1º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva (1º GAC Sl) – Marabá – Pará;
- 23º Batalhão Logístico de Selva – Marabá – Pará;
- 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva – Tucuruí – Pará;
- 23ª Companhia de Comunicações de Selva – Marabá – Pará;
- Companhia de Comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva – Marabá – Pará;
- 33º Pelotão de Polícia do Exército – Marabá – Pará.

 
Com uma estrutura desse porte, esta Grande Unidade é considerada a mais completa Brigada de Selva da América Latina.
A Brigada tem sob sua responsabilidade uma área de aproximadamente 900 mil quilômetros quadrados (o equivalente a 11% do território nacional ou a região sudeste do Brasil), abrangendo parcela dos estados do Pará, do Maranhão e do Tocantins. Essa área, afastada dos grandes centros políticos e econômicos do País, compreende 101 municípios. Inclui também os grandes projetos hidrelétricos de Tucuruí e o futuro Belo Monte

Para avaliarmos a extensão,   cada viatura do 50º BIS  percorreu  ao término do exercício cerca de 1.200 quilômetros, sendo que desses a maioria foi no eixo da BR 230 - Rodovia Transamazônica.

O comandante da  23ª Bda Inf Sl é o  General-de-Brigada ESTEVAM CALS THEOPHILO GASPAR DE OLIVEIRA.


A Operação Tucuruí

As ações de grande porte desdobradas em toda a área de influência da área da hidrelétrica de Tucuruí traz a experiência das ações de 2007 quando a  represa foi invadida.

O risco tanto para as instalações da própria represa e seus equipamentos como potencial ao sistema de distribuição de energia elétrica interligado nacional foi marcante.

A característica da Operação Tucuruí  foi desde o seu próprio nome e o transcorrer das ações foi exatamente o foco nas ações de infiltração e exfiltração nas áreas da represa .

O  51º BIS operou recentemente no canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte.

A importância da 23ª Bda Inf Sl e da Operação Tucuruí pode ser avaliada na visita, dia 31 de outubro,  do 2º Subchefe do Estado Maior do Exército, General-de-Brigada Roberto Jungthon.

Utah obriga policiais a carregarem câmeras acopladas ao corpo



Estamos ficando cada vez mais acostumados a ver câmeras em supermercados, estacionamentos e aeroportos. Mas uma unidade policial dos EUA foi além e tornou o uso do aparato obrigatório nos óculos, capacetes e bonés de seus agentes.
A ideia partiu da polícia de Salt Lake City, no Estado americano do Utah, segundo a qual os policiais poderão, a partir de agora, gravar qualquer interação com o público quando estiverem em ação.
Segundo o chefe de polícia local, os dispositivos são feitos de maneira a impedir os agentes de editar as imagens e, assim, assegurar a transparência das operações.

Transparência

Conhecidos como Axon Flex, essas ferramentas tecnológicas pertencem a uma empresa americana e são uma versão mais avançada dos sistemas de vídeo já utilizados por cerca de 274 departamentos policiais em todo o país.
"Todos os nossos agentes estão usando a câmera mais avançada diariamente", disse o comandante Scott Schubert, da Polícia de Pittsburgh.
Ao contrário das câmeras posicionadas na frente do carro, as câmeras instaladas nos capacetes e nos óculos acompanham o agente a todo instante e registram tudo o que ele vê.
"Eu acho que é um ótimo recurso, pois fornece transparência e ajuda a garantir a responsabilidade dos agentes e do público durante uma operação de rotina", disse Schubert.
"O dispositivo também fornece informações valiosas que podem contribuir para a solução de um crime, proteger oficiais de acusações falsas e ajudar a lidar com queixas envolvendo policiais", acrescentou.

Busca da verdade

Outra vantagem desses dispositivos, diz o capitão Erik Gieseke, da polícia de Burnsville, no Estado americano de Minnesota, é a conveniência.
Segundo Gieseke, sua unidade usa duas versões das câmeras desde 2010.
Ele explica que a mais antiga pode ser usada em uma faixa na cabeça ou nos bonés dos policiais, como um broche magnético. Já a mais avançada, acrescenta o capitão, também pode ser adaptada aos óculos.
"As câmeras permitem aos oficiais registrar os incidentes em que estão envolvidos, a fim de garantir a verdade, e também dar-lhes uma ferramenta para apoiar suas ações, para mostrar a série de dificuldades e desafios que enfrentamos", disse ele à BBC.
"É também uma ótima ferramenta para documentar provas na cena do crime, exatamente como vimos quando chegamos ao local.", acrescentou.
Como outros dados recolhidos pela polícia, a população também pode acessar as imagens, se necessário.
Segundo o fabricante, as mesmas câmeras também estão sendo testadas na Austrália e na Nova Zelândia.
No Reino Unido, a polícia também vem testando tecnologias similares.
Desde 2010, a polícia de Grampian, em Aberdeen, na Escócia, usa as chamadas "câmeras de corpo", instaladas em capacetes e coletes dos agentes.
Eles explicaram que, em uma determinada ocasião, houve um incidente em que a tecnologia foi usada para convencer uma mulher de que seu amigo não tinha sido agredido pela polícia.

Ameaça à Privacidade

A Associação dos Delegados de Polícia no Reino Unido (ACPO, na sigla em inglês) não sabe dizer quantas câmeras desse tipo estão instaladas no Reino Unido, mas Nick Pickles, diretor do grupo ativista Big Brother Watch, demonstra preocupação com a proliferação de tais aparatos tecnológicos.
"Estamos vendo a guarda de trânsito e as autoridades da cidade usando cada vez tais tecnologia. É triste que hoje praticamente todo o mundo seja visto como um suspeito em potencial", disse ele.
"Esta é uma ferramenta unilateral. Como os agentes da polícia reagiriam se fosse rotineiramente filmados?", questionou.

SNIPER - Novo Recorde de Distância 2.815m



Sniper australiano em operação no Afeganistão.

Uma equipe de snipers das forças especiais australianas utilizou dois fuzis Barret modelo M82 A1 em calibre 12,7x99mm OTAN (.50 BMG) para abater um comandante Taleban à distância de 2,815 metros, estabelecendo um novo recorde mundial.


O feito ocorreu na província de Helmand onde a equipe de snipers do 2º Regimento de Comandos (2nd Commando Regiment) operava. Durante as operações a equipe observou o deslocamento do que parecia uma fração de guerrilheiros Talebans através de suas lunetas de espotagem. Após a confirmação de que tais alvos eram de fato inimigos e do recebimento de autorização para o engajamento, a equipe procurou identificar o alvo de maior valor no grupo, rapidamente individualizando aquele que seria o comandante da fração. Ao preparar o disparo e confirmar por meio de todos os instrumentos disponíveis que o alvo se encontrava à distância de 2.815 m, optaram por efetuar o disparo simultâneo de dois fuzis Barret .50 para aumentar as chances de acerto.

Ambos os snipers acionaram os gatilhos de seus fuzis Barret M82 A1 simultaneamente, lançando os dois projéteis de 47 gramas num vôo que durou seis segundos até que um deles atingiu o alvo, neutralizando-o imediatamente. Como foi utilizada a técnica do disparo simultâneo, não foi possível determinar qual dos snipers atingiu o alvo, sendo apenas certo que um novo recorde de acerto a longa distância foi estabelecido: pouco menos de 3 quilômetros. A esta distância os demais guerrilheiros Talebans não foram capazes nem mesmo de ouvir o disparo.

O recorde anterior pertencia ao sniper inglês Craig Harrison, que utilizando seu fuzil L115 A3 (Accuracy International AWM) no calibre .338 Lapua Magnum (8,6x70mm), foi capaz de abater a guarnição de uma metralhadora de emprego geral PKM, composta por dois guerrilheiros Taleban,  a 2.475 metros de distância. O novo recorde, 340 metros maior, permanece anônimo

Doutrina de GLO do Exército Brasileiro é Adotada pelo US ARMY



Doutrina das Operações GLO (Garantia da Lei e da Ordem), do Exército Brasileiro são incorporadas pelo US Army.




Capa do Army Tactics, Techniques, and Procedures, ATTP 3-39.10 (FM 19-10) LAW AND ORDER OPERATIONS incorpora os ensinamentos das Operações do Iraque e Afeganistão. Incorpora a Doutrina GLO do Exército Brasileiro
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Há anos que as Forças Armadas, especialmente o Exército Brasileiro, vem desenvolvendo e aperfeiçoando a doutrina que prevê o emprego da tropa terrestre em ações tipicamente de polícia, utilizando-se da expressão “Garantia da Lei e da Ordem” ou GLO, regulada pela Lei Complementar nº 97/1999 , consoante  com o art. 142  da Constituição Federal.

Em 2004, por ocasião do início da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti(MINUSTAH), os militares perceberam que possuíam a rara oportunidade de desenvolvê-la no conturbado cenário daquele país, o qual encontrava-se em um estado de beligerância, com elevados índices de violência e criminalidade.


Naquele teatro de operações urbano, concluiu-se que para frear a violência não bastavam apenas ações de patrulha periféricas e esporádicas. Era necessário estabelecer-se no interior das zonas conflagradas para garantir e manter um estado de segurança permanente para a população, desestimulando a prática de novas ações delituosas.

Anos mais tarde, seria aplicada nos episódios da chamada Guerra do Rio, em 2010, (Operação Arcanjo), onde , por  meio de ações de polícia,  foram ocupadas importantes regiões conflagradas, como as do complexo do Alemão e da Penha, onde facções do tráfico mantinham as comunidades reféns pelo medo e intimidação, obtendo  excelentes resultados.

O US Army publicou, em Janeiro de 1945, o Manual FM19-10 -Military Police in Towns and Cities. Uma clara necessidade da Segunda Guerra Mundial para como tratar e operar no policiamento nas cidades ocupadas naquele conflito, em especial  nos países que seriam ocupados (Alemanha, Japão e Itália). Este manual foi atualizado várias vezes. O novo Army Tactics, Techniques, and Procedures, ATTP 3-39.10 (FM 19-10) LAW AND ORDER OPERATIONS incorpora os ensinamentos das Operações do Iraque e Afeganistão.

Foi lançado em junho de 2011, e se assemelha, em linhas gerais, aos conceitos empregados pelas Forças Armadas Brasileiras. Com a denominação de operações de espectro total (Full Spectrum Operations), sua atualização se deu, especialmente, pelas experiências obtidas no Iraque e Afeganistão, onde foi constatado que para atingir  êxito em  grandes operações bélicas, além do combate tradicional, tornava-se necessário ações simultâneas para criar ambientes seguros, especialmente para as populações, com o objetivo de  manter a  estabilidade do local  e  garantir  o retorno  às  atividades do cotidiano.

 
“L&O operations support all elements of full spectrum operations (offensive, defensive, and stability or civil support operations). This manual emphasizes policing capabilities necessary to establish order and subsequent law enforcement (LE) operations that enable successful establishment, maintenance, or restoration of the rule of law.”  ATTP 3-39.10
Uma meta difícil de ser alcançada, uma vez que atores não estatais formados por insurgentes, terroristas, gangues e criminosos aproveitavam-se da situação de instabilidade e do desmantelamento do aparelho estatal de segurança desencadeando pequenos conflitos, de ordem interna, com características de  assimetria.
Assim, pela relevância do contexto, o US ARMY tem se reestruturado tanto no aspecto operacional como organizacional, sendo criado um Regimento de Polícia Militar, especializado em atividades de policiamento ostensivo, cujas missões estão integradas a ações de inteligência, no sentido do levantamento de informações sobre a criminalidade, características e  capacidade de atuação.  

Em ambos os modelos, trata-se de uma ação esporádica, temporal e transitória, até que se atinja  novamente um estado de normalidade, onde, então, as forças de segurança passam a desempenhar  sua  missão legal.

No Brasil, esta doutrina  é ainda  um  terreno delicado para quem as executa e, embora bem sucedida, tem levantado grandes polêmicas e alimentado as mais diversas teorias. Dentre estas, a do caráter belicista que o Governo Federal supostamente vem impondo à segurança pública, uma visão compreensível, mas parte de uma realidade completamente dissociada da que vivemos na atualidade.

Sem mencionar explicitamente o  ATTP 3-39.10 incorpora os conceitos do Capitulo VI da Carta das Nações Unidas, Operações de Manutenção de Paz e o Capítulo VII, Imposição de Paz. Diferenciando bem a necessidade de operar dentro do Capítulo VI.
“Military police and other elements conducting policing functions must avoid any appearance of ethnicity, religious or political affiliation, and personal bias at all times. Failure in this effort can cause a loss of public support and can lead to confrontation or reprisal. Military police and other police personnel must maintain a professional appearance and demeanor. They must deal with the public in a firm and impartial manner that leads to the effective resolution of problems, conditions, or incidents within the AO. Maintaining a professional police image is critical to legitimacy in the eyes of the public and other policing organizations.” ATTP 3-39.10 Cap 2 Página 2-2
No início das operações da MINUSTAH as tropas brasileiras foram muito criticadas na imprensa brasileira por agirem muito soft.